terça-feira, 2 de agosto de 2011

Capítulo 90 - "Vamos resolver as coisas?"

Olá a todas, como a minha sugestão foi aceite por algumas leitoras estou aqui hoje para vos mostrar o resultado do 1º capítulo escrito em conjunto. Quem me ajudou a escrever este capítulo foi a Caty, autora de duas outras fics (que por acaso são duas fics muito boas :P), espero que gostem e espero que me contactem (entreamigas56@gmail.com) caso queiram também escrever um capítulo comigo e não digam que não têm jeito, ideias são sempre bem vindas e a história só tem a ganhar com elas, por isso, se existe uma vontade nem que seja pequenina de escrever, não hesitem. 

Bjs a todas e espero que gostem!

Clara





(Narrado pela Clara)

- Clara estás a meter palavras na minha boca.

- Eu não estou a meter nada na tua boca, simplesmente fiz uma pergunta, de acordo com aquilo que eu estava a entender da tua conversa. Pelo que percebi estavas a ameaçar-me...

- Não interpretes assim as coisas, sabes que te amo, mas não vou continuar a fazer figura de otário, para ele continuar a atirar-se a ti.

- Mas eu já te disse que tomei precauções, eu já o transferi e no sitio para onde ele vai nem sequer se vai cruzar comigo. Relaxa, por favor... 

- Nunca ouviste dizer que quando se quer muito uma coisa arranja-se sempre forma de se conseguir, Clara não seja ingénua esse Simão não vai desistir.

- Ruben, não é isso que está em causa

- Como assim?

- Ou confias em mim ou não confias e sinceramente começo a achar que não confias, caso contrário aceitavas a minha decisão

- Essa é boa, agora tenho que aceitar que um gajo qualquer dê em cima da minha namorada. Por acaso gostaste de ver a Soraia a dar em cima de mim? Vá diz lá o que sentiste, não gostaste pois não?

- Não é lógico que não gostei

- Ah então já nos estamos a entender

- Não Ruben a única coisa que entendo é que estás a misturar os assuntos, o Simão errou é verdade mas já vai pagar por isso não preciso despedi-lo

- Sabes que mais, faz como quiseres mas depois não venhas dizer que não te avisei

- O que é que queres dizer com isso?

-Que vou aceitar a decisão que tomares, mas que fique explicito que se continuares com a mesma posição em relação a este assunto até posso aceitar mas não compreendo. E Clara vais acabar por me dar razão, ele não vai desistir.

- Fogo Ruben confias em mim?

Ele não respondeu, olhou-me simplesmente sem nada dizer, aquela falta de resposta da parte dele foi suficiente para mim, agarrei na minha mala com o intuito de ir embora, algo que teria feito se ele não tivesse impedido.

- Larga-me – ele segurava-me pelo braço com alguma força mas sem me magoar – quero ir embora

- É mesmo isso que queres? Queres ir embora sem o assunto estar resolvido – interrompi-o

- Vê se entendes, para mim está mais do que resolvido. A partir do momento que te pergunto se confias em mim e nem sequer respondes, não estou aqui a fazer mais nada – exerci alguma força e consegui libertar o meu braço da sua mão, apressei-me a abrir a porta e a sair.

O Ruben não se deixou ficar e veio atrás de mim, foi já quando estava com o telemóvel na mão a ligar à Guigui para vir-me buscar que ele o retirou das minhas mãos.

- Dá-me isso – ordenei-lhe

- Não precisas disto para nada.

O Ruben estava com o braço no ar, ora ele por si só já é mais alto então com o braço no ar a tarefa de lhe retirar o telemóvel passou a ser impossível, mas mesmo assim estava decidida em não dar parte fraca, acabei por aproximar-me dele tentado puxar-lhe o braço, mas a única coisa que consegui foi fazer com que os nossos corpos ficassem colados um ao outro, senti a respiração profunda dele no meu rosto, o que me fez olhá-lo, encontrei-o a observar-me atentamente ficamos a olharmo-nos olhos nos olhos durante uns segundos mas foi quando o vi a aproximar o seu rosto do meu que me afastei dele.
O Ruben reagiu de forma imediata, agarrou-me pela cintura fazendo-me embater no seu peito e num movimento rápido virou-me para ele, tentei refilar mas foi impedida pela sua boca, ele beijou-me de uma forma que lhe desconhecia, não posso dizer que foi à bruta mas que foi mais intensa do que o normal foi. Ao inicio deixei-me levar, afinal amo-o e as saudades de o sentir bem perto de mim já eram muitas, mas de um momento para o outro voltei à realidade e interrompi o que poderia muito bem vir a ser mais um momento de pura entrega, de puro amor.

- Pára – afastei-o, já quando estávamos a caminhar para o interior da casa.

- Clara, sei que queres tanto quanto eu.

- Até podes ter razão, mas hoje não. Ruben enquanto não confiares em mim não nos vamos voltar a envolver. Desculpa mas não consigo.

Sei que o magoei com as minhas palavras, mas no fundo também ele já me tinha magoado ao insinuar que se não despeço o Simão a nossa relação pode deixar de existir.
Ele ainda tentou que falássemos, mas não quis. Já tínhamos proferido palavras a mais num só dia, palavras essas que nos magoaram. Pedi-lhe o telemóvel de volta, queria ir embora o quanto antes, mas o Ruben falou que me levava, que não era preciso incomodar a Guigui, acabei por aceitar a boleia dele, afinal o que queria era sair dali o mais rápido possível.
A viagem até à minha casa foi feita num silencio agonizante, estava numa luta interior, uma parte de mim queria fazer as pazes com ele mas a outra, a mais racional, não me permitiu e mal o Ruben parou o carro em frente ao meu apartamento saí imediatamente sem sequer despedir-me dele.
O Ruben ainda saiu do carro e veio atrás de mim, mas quando chegou à porta do prédio já esta estava fechada.
O resto da tarde e da noite foi a pensar naquilo que se estava a passar, ponderei muito na decisão a tomar e em determinados momentos pensei mesmo em despedir o Simão, acabei por adormecer com a maldita dúvida a pairar sobre a minha cabeça.
Acordei com os primeiros raios de sol, não tinha conseguido descansar nada e a dúvida mantinha-se, acabei por levantar-me e ir tomar o pequeno-almoço, foi já quando estava a limpar o que sujei que lembrei-me do provérbio “a noite é boa conselheira” não sei quem foi o maluco que o inventou mas quem tenha sido estava redondamente enganado, a noite para mim só serviu para ter acordado com uma tremenda dor de cabeça e sem respostas às minhas dúvidas.
Fui até ao quarto e depois de escolher a roupa que iria vestir fui tomar um duche rápido, vesti-me e saí, ainda queria ir dar uma volta na praia antes de ir para o hotel. Caminhei sobre a areia com as ondas a embaterem nos meus pés, não sei o tempo que andei de um lado para o outro, só sei que despertei para a realidade quando ouvi o meu telemóvel, era a minha secretária a perguntar se ainda demorava, que já tinha as pessoas que se iriam reunir comigo durante a manhã para tratarmos de um assunto pendente à minha espera. Falei que estava a chegar, para ela os levar para a sala de reuniões e lhes servisse alguma coisa.
Cheguei ao hotel rapidamente, passei pela minha sala para pegar na pasta que tinha preparado para a reunião e depois de dar um jeito no meu cabelo encaminhei-me para a sala. A reunião durou quase toda a manhã, mas confesso que a minha cabeça estava longe, muito longe, o Ruben não saia do meu pensamento nem por um instante e mal a reunião terminou fui imediatamente até à minha sala.

(Narrado pelo Ruben)

A posição que a Clara tomou em não despedir o Simão deixou-me inseguro ao ponto de insinuar que ou ela o despedia ou terminava com ela, só me apercebi do que ia dizer quando ela me interrompeu e antecipando-se disse o que me ia no pensamento, naquele momento tentei dar a volta ao que ia dizer, pois na realidade não era isso que queria para nós. Amo a Clara e essa é das poucas certezas que tenho.
A conversa continuou e só serviu para que nos magoássemos mais, a Clara acabou mesmo por tentar ir embora, algo que impedi ao inicio tentei remediar a situação, algo que ela não facilitou e pediu mesmo para ir embora, acabei por levá-la até à sua casa e mal parei o carro, ela saiu disparada e nem mesmo quando tentei que ela me abrisse a porta do prédio para me despedir em condições dela, ela facilitou muito pelo contrário nem sequer olhou para mim.
O resto da tarde só serviu para ter a certeza que tinha feito porcaria e que agora a tinha que reconquistar de novo, acabei por adormecer a pensar numa forma de o fazer. Se adormeci a pensar nela, acordei da mesma forma, decidi por isso levantar-me e fazer-me à vida, se a queria reconquistar só tinha que meter-me a mexer.
Como tínhamos treino de manhã, liguei a pedir dispensa dei a desculpa que tinha surgido um problema pessoal e que teria mesmo que resolvê-lo o quanto antes, deram-me autorização para faltar ao treino da manhã mas avisaram-me que à tarde teria mesmo que ir.
Despachei-me o mais rápido que consegui e saí com o destino traçado, o percurso da minha casa até ao hotel só sofreu um pequeno desvio, o necessário para passar por uma florista e comparar alguns ramos de flores que pedi para serem entregues no hotel, a acompanhar os ramos seguia pequenos cartões com mensagens, neles fiz referencia a diversos momento que já partilhamos, desde os bons aos menos bons mas que mesmo assim conseguimos ultrapassar sempre.
Esperei algum tempo, o necessário para que a entrega fosse feita antes de chegar. Uma hora depois dirigi-me até ao hotel, informaram-me que ela estava numa reunião. Resolvi esperar que a reunião terminasse, acabei por ir dar uma volta pelo hotel e ouvir aquilo que não esperava. Ao passar por um corredor vi uma senhora de meia idade a falar com o Simão, a senhora que presumi ser sua mãe estava a pedir por tudo a ele que não fizesse nada que colocasse o seu emprego em causa, que eles precisavam do dinheiro, consegui ver o desespero da senhora e percebi o que a Clara tanto me tentou fazer ver ontem, eles viviam com dificuldades, por momentos até compreendi a decisão dela, mas a compreensão foi-se no momento que o ouvi dizer que não irá desistir dela, a raiva apoderou-se de mim e se não fosse a mensagem que recebi a avisar-me que a Clara já estava na sala teria mesmo ido tirar satisfações com aquele badameco de meia tigela.
Decidi deixar para depois uma conversa séria com ele, agora o que era prioritário era a Clara. Apressei-me a ir até à sua sala, bati na porta e ouvi-a a dizer para entrar, assim o fiz e voltei a ouvir o que não queria.

(Narrado pela Clara)

Mal entrei na minha sala ia caindo para o lado, tinha o espaço repleto de ramos de flores, cada um mais bonito que o anterior, tinha ali todos os tipos de flores que mais gosto, o que me levou a ter a certeza que o responsável por tamanho acto só podia ser o Ruben e apesar de estar magoada com ele não consegui deixar de sorrir, aproximei-me do primeiro ramo com as minhas pernas ainda a tremelicarem, agarrei no cartão e comecei a lê-lo

1º cartão
"Lembro-me do nosso primeiro encontro no lar, da tua cara de envergonhada e de como ficaste corada quando a Luisinha comentou que percebia porque é que eu era o teu jogador preferido..."

2º cartao
"Lembro-me de te ver torcer pelo nosso Benfica como nunca tinha visto ninguém e como pela primeira vez na vida agradeci por não poder jogar e ter o prazer da tua companhia"
 PS - A tua cara quando casualmente nos encontrámos naquele dia foi tão fofa... 

3º cartao
"Amei a tua cara de surpreendida quando me viste no lar e se há algo que não me sai da cabeça são os teus olhos cheios de água de tão emocionada que ficaste quando viste a sala de cinema do lar..."

4º cartão
"Quando te pedi para não te afastares de mim, lembro-me como ficaste insegura... E quando combinámos aquele jantar e não apareceste, pensei mesmo que não querias nada comigo, mas confesso que a espera compensou e acredita que faria tudo de novo..."

.....

20º cartão
"Lembro-me de todas as vezes que falei em casamento e de como tu ficavas sem jeito sempre que ouvias essa palavra"

21º cartão
"O melhor dia da minha vida foi sem dúvida aquele em que me disseste que estavas grávida, a felicidade tomou conta de mim, na altura pensei que nada me iria fazer mais feliz. Infelizmente não se veio a concretizar, mas desde esse dia que essa ideia não me sai da cabeça."

22º cartão
"A nossa zanga por causa da Inês é a pior lembrança que tenho nossa, um dia que tinha tudo para ser lembrado da melhor maneira porque tinhas aceitado finalmente casar comigo tornou-se um pesadelo. Sofremos os dois, mas ainda hoje não me perdoo pela injustiça que cometi contigo, fiz-te sofrer na altura e estou-te a fazer sofrer agora..."

23º cartão
"Perdoa-me Clara, tu já fazes parte de mim, fazes parte da minha vida e sinceramente já não me vejo sem ti. Estou a ser estupido com esta história, eu sei que estou, mas tenta compreender-me um bocadinho, só a possibilidade de ficar sem ti me deixa aterrorizado. EU AMO-TE CLARA, SEM TI SINTO-ME À DERIVA, SINTO-ME SEM CHÃO... PERDOA-ME MEU AMOR!!"

Li todos os cartões um por um, todas aquelas frases faziam sentido, falavam de diversos momentos nossos, por momentos tive uma vontade louca de sair a correr, de ir ter com ele ao treino, de atirar-me para os braços dele e poder matar as saudades que sinto dele, do corpo dele, de o sentir a amar-me, mas tudo isto passou no instante que recordei as palavras dele e o facto de ter tentado fazer chantagem comigo para que despedisse o Simão, a raiva apoderou-se de mim e num acto irreflectido chamei a Rita para que levasse as flores todas dali para fora. Assim que ouvi alguém a bater à porta dei permissão para entrar e sem olhar para a porta disse que iria almoçar e que quando voltasse queria a sala limpa sem vestígios das flores, que as podia meter todas no lixo. Achei estranho não ouvir resposta nenhuma, foi quando olhei na direcção da porta é que percebi o porquê, afinal quem tinha entrado era ele e não a minha secretária.
Os meus olhos viram aquilo que não queriam, o Ruben estava a olhar-me com alguma mágoa, arrependi-me de ter falado aquilo mas agora estava feito e não havia nada que pudesse fazer para remediar a situação, senti-me desconfortável com a situação, ele não falou nada estava simplesmente a encarar-me, por isso tentei esquivar-me mas ao passar por ele o Ruben agarrou-me o braço, fazendo-me parar.


- Clara precisamos de falar - mal o consegui ouvir, ele praticamente falou num sussurro.

- Ruben, não temos nada para dizer – ele interrompeu-me.

- Como não? Clara vais dizer que conseguiste dormir direito, que o facto de estarmos deste jeito não mexe contigo, consegues ignorar tudo o que se passou?

- Achas mesmo que consigo ignorar? Ruben, magoaste-me quando não confias em mim

- Amor não é uma questão de confiar, em ti confio o problema talvez seja mesmo meu só a ideia de ter alguém a dar em cima de ti deixa-me inseguro.

- Não tens razões nenhumas para te sentires inseguro, Ruben nunca te dei motivos para isso.

- Tens razão mas o que queres? Só de pensar que te posso perder para outra pessoa deixa-me cheio de ciúmes.

- Então aprende a controlá-los ou pensas que para mim também é fácil ter que lidar com o assédio que as tuas fãs te fazem? Ruben já paraste para pensar que para mim também não é fácil ir na rua contigo e de repente ver-te todo de sorrisinhos para cima das outras. Caramba sei que só o fazes por simpatia e talvez gratidão pelo apoio que recebes mas acredita que também não gosto disso e nunca te chantageei para que não o fizesses. 

- Clara é verdade errei ao fazê-lo mas perdi as estribeiras, desculpa sou humano também cometo erros, não sou perfeito, queres o quê que me ajoelhe à tua frente e peça desculpas é isso?

- Deixa-te disso.

- Então diz o que posso fazer para que me perdoes. Clara amo-te, não quero nem posso perder-te ainda para mais por uma estupidez minha.

- Agora é que falaste tudo, foste mesmo estúpido. Ruben tentei explicar-te os motivos pelos quais não posso despedir o Simão e nem sequer te preocupaste em ouvi-los. Ruben a família dele vive com dificuldades e só por isso é que não o despedi, a mãe dele implorou-me que não o fizesse. Desculpa-me se sou humana e não consegui agravar ainda mais a situação daquela família.

- Clara compreendo a decisão que tomaste e se fosse eu no teu lugar provavelmente faria o mesmo, mas podias ter-me preparado. Andaste distantes de mim, fui de viagem já com a sensação que alguma coisa se andava a passar, declaro o meu amor por ti diante de imensa gente, estava no mínimo à espera que quisesses falar comigo coisa que não fizeste e para agravar ainda mais quando chego a Lisboa recebeste-me da forma que foi, querias o quê que ouvisse tudo e ficasse calado? Olha, não consegui e já pedi desculpas.

- Já pediste desculpas e eu já ouvi, agora se não te importas tenho que sair.

- Clara não vás, por favor.

Ouvi-lo a implorar que não fosse embora se por um lado arrasou comigo por outro deu-me uma segurança que desconhecia, não sei bem aquilo que senti, só sei que não consegui continuar a andar, parei no instante que ele pediu.
O Ruben aproximou-se de mim, estava tão próximo que sentia a respiração dele a embater nos meus ombros descobertos, ele levou as suas mãos aos meus braços e bastou sentir o seu toque para que as incertezas que tinha se dissipassem no ar, não sei se ele percebeu que estava a ceder, só sei que o Ruben encostou os seus lábios húmidos ao meu pescoço e apertou-me contra si, acabei por libertar um pequeno suspiro causado pelas saudades que já sentia dele.
Num acto irreflectido virei-me para ele e uni as nossas bocas com urgência, o beijo esse era uma mistura de desejo e de saudades, as nossas línguas depressa se entrelaçaram e deram início a uma dança ritmada, as minhas mãos que até ao momento estavam junto do meu corpo viajaram pelo dele, terminando entrelaçadas atrás da sua nuca. O Ruben reduziu o pouco espaço que existia a separar os nossos corpos e sem dar bem por isso ele agarrou-me pela cintura, pegando-me logo de seguida ao colo, entrelacei as minhas pernas à volta da sua cintura, naquele momento pouco me importei que estava no meu local de trabalho, a necessidade de ser dele falou mais alto e em menos de nada já estava sentada em cima da mesa, o Ruben arrastou os objectos e papéis que estavam sobre a mesma e sentou-me lá. Não foi preciso muito para que começássemos a vermo-nos livres da roupa que nos cobria o corpo, o Ruben estava disposto a levar-me à loucura e deu início a uma sucessão de carícias atrevidas, beijou-me cada parte do meu corpo com uma urgência destemida, não me importei nada deixei-o guiar-nos pelo caminho do prazer, foi já quando o vi excitado que resolvi vingar-me do que momentos antes ele tinha-me feito, empurrei-o de forma a conseguir libertar-me do seu corpo e saí de cima da mesa.
Caminhei na direcção da porta e quando cheguei junto dela tranquei-a, voltei-me para ele e vi-o a sorrir-me, voltei a aproximar-me mas desta vez quem comandou fui eu, fi-lo sentar-se no sofá que tenho no gabinete, não sem antes lhe despir a única peça de roupa que cobria o seu corpo e mal me vi livre dos seus boxers sentei-me no seu colo, ele já estava excitado à muito ainda assim retardei ao máximo o momento de pura entrega, foi mesmo preciso ele implorar para que fosse dele novamente, mas assim que ele entrou em mim a sensação de estar completa foi única, senti-me desejada mas acima de tudo amada.
Os momentos que se seguiram foram únicos, quase que arrisco dizer que de todos os momentos de pura entrega que já partilhamos, este foi o que mais prazer me deu, talvez por corrermos o risco de sermos apanhados ou então por o termos andado a adiar durante as últimas horas. Só sei que no momento que atingimos o prazer máximo uma certeza percorreu o meu corpo, que depois de hoje não lhe esconderia mais nada, que ia dar uma hipótese ao Simão mas ao mínimo deslize dele o ponha a correr.
Nos minutos seguintes deixei-me ficar nos braços dele, estávamos agora ambos serenos e juramos mutuamente que não esconderíamos mais nada um do outro e foi nesse momento que ele me contou a conversa que ouviu entre o Simão e a sua mãe, disse-lhe que podia ficar tranquilo que caso o Simão aprontasse alguma coisa por mais mínima que fosse que o metia a correr. O Ruben respeitou a minha decisão e foi já quando estávamo-nos a vestir que alguém bateu à porta, olhei à nossa volta e ao ver aqueles papeis todos pelo chão sorri envergonhada, afinal aquilo não estava em condições de receber ninguém, por isso falei que agora não podia, que voltasse mais tarde, mas voltaram a insistir.
O Ruben acabou por ajudar-me a dar um ar mais decente ao gabinete e depois dei finalmente ordem para entrar, mas arrependi-me no mesmo momento de o ter feito.  

Quem será que entrou?

11 comentários:

  1. Sobre o capítulo não posso dar opinião, afinal sou suspeita para falar LOOL

    Mas só quero dizer que estou super curiosa para ver o próximo capítulo, afinal terminei este com uma ideia da pessoa que os interrompeu e que muito provavelmente não será a mesma que a próxima pessoa irá escolher LOOL

    Quero o próximo rapidinho :)

    Ah e lógico que gostei de escrever contigo, ontem estávamos mesmo em "sintonia" LOOL

    Beijocas

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  2. fantastico...

    quero mais...

    continua...

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  3. Gostei mesmo muitoo e acho esta ideia de "escrita conjunta" muito boa. Pois como a Caty disse ali em cima, acabou o capitulo com uma ideia e agora a próxima pessoa a escrever pode dar-lhe outro rumo... Isto só torna a história ainda mais interessante (coisa que eu achava quase impossível)xD
    Quero outro capitulo rápido ;)
    Beijinhos

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  4. minha linda o capitulo está lindo! :)

    eu bem disse à caty que tudo o que ela escrevesse ficava optimo e nao me enganei nada! agora quero ver como a pessoa que escrever o proximo capitulo vai desenrolar a istória e sem duvida que vai ser um grande desafio!
    quero mais e mais, fico à espera do proximo! :)

    beijinhos

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  5. Olá :D
    O capitulo está demais! Esse desafio é aliciante :p e é muito interessante ver os diferentes rumos qe se pode ir dando ;)
    Beijinho

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  6. O capitulo está maravilhoso, tiveste uma excelente ideia :D
    Como eu te disse quando nos falamos da sugestão podes contar comigo, se quiseres eu deixo aqui o meu e-mail e dizes-me alguma coisa :D
    patriciamarques784@hotmail.com
    Beijinhos*
    http://quandomenosseespera.blogs.sapo.pt/

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  7. Lindo!!!
    Cheira-me que vem aí trovão...
    Vocês são fantásticas têm sempre ideias surpreendentes para dar a volta à vossa questão.
    Quero mais...
    Beijinhos lindas.

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  8. amei!!!asssim e que estes dois devem estar =)e este capitulo estava lindo com duas escritoras que escrevem como voces so se podia esperar um capitulo LINDO!!!
    deixo aqui o meu mail porque alguma coisa eu gostava de ajudar =p
    ritacmartins@hotmail.com


    continua

    http://umanovadefinicaodeamor.blogspot.com/

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  9. sorry enganei-me a dar o mail =P
    ritacmartins97@hotmail

    bj =D

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  10. Clarinha, três simples palavras que expressão este maravilhoso capítulo: LINDO, LINDO, LINDO!
    Já tinha tantas saudades, Deus meu! *.*
    Agora só já 'tou em pulgas para o próximo!
    Continua minha linda! :DD
    Beijozão, Juca*

    http://www.nemoceueolimete.blogspot.com/

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