domingo, 6 de março de 2011

Capítulo 82 - A praia, o mar e a lua...

(narrado pela Clara)

Só retomei o meu olhar no professor quando este me chamou à atenção.

- Clara?

- Diga?

- Já tens a sebenta?

- Ainda não.

- Então junta-te ali à Inês. Não te importas, pois não Inês?

- Claro que não.
Saí do meu lugar e fui para a fila de trás, sentei-me perto da Inês e o professor iniciou a aula. Por várias vezes a Inês tentou meter conversa comigo, embora eu não lhe tenha dado grande abertura para isso. Quando a aula terminou ela meteu novamente conversa.
 
- Clara, não precisas de sair daqui, ou tens os materiais para as outras aulas? - perguntou-me ele ao aperceber-se que eu pegava nas minhas coisas para voltar ao meu lugar.
 
- Não, ainda não tenho nada. Só ontem é que me vim matricular, não tive tempo de tratar de mais nada.
 
- Então fica aqui, eu já tenho tudo, podemos acompanhar o professor apartir das minhas coisas.
 
- Se não for incómodo.
 
- Não é incómodo nenhum. - enquanto esperávamos pelo professor da aula seguinte, ela abordou outro assunto - Clara, sei que não começámos da melhor forma por minha culpa, mas eu estava errada e queria-te conhecer. Desculpa todas as parvoíces e mesmo a falta de educação. Sei que não é desculpa, mas o Ruben é como um irmão para mim e os homens às vezes conseguem ser muito tapados. Há dois anos atrás ele andou completamente hipnotizado, conheceu uma rapariga num bar e apaixonou-se logo, ficou completamente dependente dela. Era "Andreia para aqui, Andreia para ali", andava aos gostos da menina, deixou de visitar a mãe e o irmão, pouco falava com ele e ela conseguiu pô-lo contra mim. Ela passava a vida em casa dele e sempre que algum de nós lá ia ela dizia que ele não estava, que depois quando chegasse avisava mas nunca o fazia. Ele afastou-se de todos os amigos e passava o tempo todo com ela, que entretanto deixou de trabalhar e vivia às custas dele. - fez uma pequena pausa e continuou - Sei que não és ela, mas eu passei a odiar cada rapariga que se aproximava dele e tu foste vítima disso. Desculpa, já deu para entender que és completamente diferente dela...
 
- Inês, tudo isto me magoou muito. O Ruben tornou-se uma pessoa mesmo muito importante e acredita que nunca me quis aproveitar do dinheiro nem da posição social dele. Tinha sido fácil demais fazê-lo caso o quisesse.
 
- Mais uma vez desculpa, espero que um dia me consigas perdoar e perdoá-lo a ele. Ele ama-te, sei que foi tarde, mas neste tempo todo que estiveram afastados eu vi o meu amigo como nunca o vi. Nem quando se apercebeu de quem era realmente a Andreia ele sofreu tanto. Espero mesmo que um dia possamos esquecer tudo isto e, quem sabe, tornarmo-nos amigas.
 
Estiquei a minha mão e disse-lhe - Olá, eu sou a Clara. - apresentei-me.
 
- Inês, prazer! - respondeu-me.
 
O professor entretanto entrou na sala, os nossos colegas começaram a sentar-se e a aula começou. A aula passou rapidamente, e eu e a Inês falámos por várias vezes. Parecia estranho, mas ela estava realmente a ser sincera e as nossas conversas eram perfeitamente normais. Quando estava a terminar a aula recebi uma mensagem da Sara, elas estavam no estádio e perguntavam-me se eu ainda demorava a chegar. Respondi que não, que já estava a sair e que ia lá ter. A Inês saiu comigo e resolvi perguntar-lhe se queria ir até ao estádio.

- Não, obrigada quero ir para casa porque o dia de hoje foi bastante cansativo.

- Anda lá, tenho a certeza que o Ruben ia adorar que lá estivesses.

- Não Clara, obrigada mas eu prefiro mesmo ir para casa.

- Ok, não insisto mais. Queres que te deixe em alguma lado?

- Não, eu vou de metro, chego a casa num instante.

- Ok. Então adeus, até para a semana.

Despedimo-nos e segui para o estádio, quando lá cheguei pus o carro na garagem e subi até ao camarote. Estavam lá todas as meninas, reparei que a Guigui tinha decidido ir ao jogo e juntei-me a elas. O jogo já estava no fim, por isso não assisti a nada de especial. A Bela disse-me que o jogo não correu muito bem ao Ruben, estava algo desconcentrado e tinha sido substituído pouco antes de eu chegar. Quando o jogo acabou descemos para a sala perto do balneários, não demorou muito até que alguns jogadores fossem saindo. Era normal o Ruben demorar mas, ao contrário dos outros dias, ele saiu mais rápido, vinha com a cara baixa e sem sorriso, no entanto a sua expressão mudou quando me viu...

- Mas não tinhas aulas hoje?

- Sim, mas já saí... Pensei vir dar uma força aos meus campeões!

- Aos teus campeões? Tem cuidado, olha que as meninas não vão gostar de te ouvir falar assim...

- Não te preocupes com isso, eu entendo-me bem com elas.

Ele chegou-se a mim e deu-me um beijo na cara. Não podíamos estar com grandes intimidades ali, afinal já não éramos namorados e a mãe dele estava ao pé de nós. Ficámos na conversa e aos poucos o grupo ia-se compondo, o Javi saiu e baixou o olhar quando viu que a Guigui não estava lá, despediu-se de todos e foi embora com o Roberto e a Marta. Entretanto a Bela foi embora, o David saiu do balneário e fomos para minha casa, a Sara tinha deixado o nosso jantar preparado. Chegámos a casa e ouvimos a música a tocar. Quando me ia a dirigir para as escadas para ir ter com a Guigui, o David pediu-me para lá ir ele. Sabia que provavelmente a ele, ela ouvia e por isso mesmo deixei-o subir. Fomos pôr a mesa e passado algum tempo o David juntou-se a nós, jantámos entre muita brincadeira e quando terminámos arrumámos a cozinha e juntámo-nos na sala. A Guigui desceu entretanto e vimos que ia sair, como ela própria dizia, precisava de se divertir. O Ruben no meio de tanta conversa, lá se deve ter lembrado que ainda não me tinha dado um beijo e vinha todo lançado para o fazer, mas eu virei a cara.

- Então? - disse admirado.

- Então o quê? 

- O meu beijo?

- Não apresses as coisas, sabes bem o que tínhamos combinado. Amigos certo? - reforcei mal vi o seu olhar.

- Certo, desculpa.

Vi quer a Sara quer o David a rirem.

- Vês o que eu sofro por ti? Agora tenho que levar com este gajo no gozo comigo. - resmungava ele.

- Não te faças de vítima, sim?! - virei-me de seguida para o David - E tu deixa-te disso, se fosse contigo não ias achar piada nenhuma. Eu vou lá dentro buscar água, vocês querem alguma coisa?

- Não obrigada. - respondia a Sara.

- Eu vou contigo. - dizia-me o Ruben.

Chegámos à cozinha e tirei uma garrafa de água do armário, ele chegou-se perto de mim e falou.

- Clarinha, quando é que tenho direito ao meu beijo?

Pousei a água na bancada e as minhas mãos pousaram na cara dele, aproximei-me dele e beijei-o. Eu também estava mortinha por beijá-lo. Quando o beijo terminou afastámos-nos e ele sorria.

- Desculpa a minha atitude à bocado, eu não devia ter feito o que fiz.

- Esquece, eu também não devia ter tentado...

- Nem imaginas o que me aconteceu hoje.

- Então?

- Adivinha quem está a tirar comigo o mestrado.

- Não faço ideia...

- Não? 

- Não...

- A tua querida amiga Inês.

- Eu não acredito. Ela chateou-te outra vez?

- Calma... Não me chateou nada, voltou a pedir-me desculpa e explicou-me a história da Andreia. - ele olhou para baixo e eu obriguei-o a olhar para mim - Aquilo é passado, desculpa se tiveste que reviver aquilo...

- Não tens que pedir desculpa, eu fui realmente muito parvo na altura. Ela afastou-me de toda a gente e eu completamente tapado não reagia.

- Mas agora já passou. Voltando à Inês, ela foi super simpática e nós as duas resolvemos começar do principio. Vamos conhecer-nos aos poucos...

- Nem sabes como isso me faz feliz, é óptimo saber que a mulher que amo e a minha melhor amiga estão finalmente a entender-se.

- Deixa de ser lamechas... Vamos ter com eles?

- Eu preferia ficar mais um bocadinho sozinho contigo.

- Pronto, aí vem o mimo...

- Podes crer que vem... - chegou-se novamente a mim e envolveu-me num longo beijo - Sabes que és a pessoa mais importante na minha vida não sabes?
 
- Pára com essa conversa...
 
- Não percebo porquê, mas pronto, já parei. - fez uma pausa e continuou. - Então conta lá, tu e a Inês agora são amigas é?
 
Olhei para ele como que a dizer "Também não abuses..."
 
- Pois, já percebi...
 
- Não somos amigas, mas também não estamos de costas voltadas, vamos com calma para nos tentarmos conhecer.  
 
- Obrigada por lhe dares uma oportunidade, é muito importante para mim.
 
- Eu sei, que é... Só espero não sofrer novamente as consequências.
 
- Prometo que não, agora vai dar tudo certo... - abraçou-me e voltei a sentir-me protegida, senti que ele estava a ser sincero. 
De seguida fomos ter com eles à sala e pouco depois os rapazes resolveram ir embora. Despedi-me do Ruben com um beijo e aí tivemos mais uma vez o gozo do David.

O dia seguinte começou muito bem, logo que cheguei ao trabalho, recebi uma mensagem de bom dia do Ruben, o que me fez logo sair um sorriso do rosto. À tarde ele ligou-me a dizer que íamos jantar fora e que não aceitava um não como resposta, por isso mesmo nem tive hipótese de recusar. Mal cheguei do trabalho já ele se encontrava lá à minha espera, só tive tempo de trocar de roupa e saímos logo de seguida. Ele levou-me a jantar a um restaurante em Sintra, é curioso, mas em quase 5 meses que estávamos juntos, ele não repetia um único sitio quando jantávamos só os dois. Todo o jantar foi super romântico, a nossa cumplicidade estava novamente presente na nossa relação.

- Obrigada... - agradeci-lhe a certa altura.

- Obrigado por quê? - perguntou-me.

- Por seres quem és, por me amares dessa forma, pelas supresas, pelo carinho... Sei lá, obrigado por me fazeres tão feliz e a sentir-me tão segura do teu lado.

- Não tens que agradecer nada disso, tudo o que te dei e irei continuar a dar é porque te amo e porque sou feliz ao fazê-lo... Mas por essa ordem de ideias eu tenho bem mais para te agradecer. Tu fazes-me sentir de uma forma, que nunca ninguém conseguiu, parece que contigo estou completo, posso fazer o que quiser. Fazer parvoíces, brincar, arriscar, que sei que não me vais julgar. Desculpa se te magoei, não o devia ter feito, ainda para mais quando te prometi o que prometi. 

- Esquece, porque eu já esqueci...

- Isso quer dizer...

- Sim... Não dá mais, este tipo de amizades não dá para mim, eu amo-te e tu és quem eu quero do meu lado. Não quero arriscar perder-te...

Ele levantou-se do seu lugar e pôs-se de joelhos junto de mim - Tu nunca me vais perder, porque aquilo que eu sinto por ti, não sinto nem nunca senti por mais ninguém. Nem sabes como me fizeste feliz com o que acabaste de dizer! Eu também já não aguentava mais, és demasiado importante para seres apenas minha amiga... - mal acabou de falar abraçou-me - Desculpa o que te fiz, tu não merecias, sempre me deste razão para confiar em ti. Nunca me escondes-te nada... Desculpa...

- Está tudo bem, já passou e agora vamos aproveitar que estamos bem. Que tal tomarmos café na esplanada, com esta vista fantástica à nossa frente?

- Gosto da sugestão. - ambos nos levantámos e seguimos para a esplanada, pedimos os cafés e sentámo-nos a apreciar a vista. 
 
 Estivemos algum tempo a namorar e a trocar juras de amor tendo apenas a lua como testemunha.

- Falta-nos o mar e a praia... - disse eu.

- Pois falta, mas isso resolve-se já... - Levantou-se pegou na minha mão e depois de pagar saímos do restaurante. Entrámos no carro.

- Ruben, não vamos agora para a praia. Já é tão tarde...

- Vamos sim, fazer as pazes sem as maiores testemunhas do nosso amor não pode dar bom resultado...

- Não sejas supersticioso, se alguma coisa correr mal, os únicos culpados somos nós.

- Pois, porque não fizemos as pazes na praia, perante a lua e o mar...

- Não sejas parvinho, vamos é para casa. Ficas lá hoje?

- Para dormir contigo estou sempre pronto, mas não preferes dormir lá em casa? Estamos mais à vontade...

- Ok, mas primeiro vamos a minha casa para ir buscar as coisas para amanhã, assim vou directa para a empresa.

- Está bem.

Ele conduziu até minha casa e quando lá chegámos fomos surpreendidos pelos meus pais que lá estavam.

- Mãe? Pai?

- Clarinha, desculpa vir sem avisar filha. - desculpava-se a minha mãe.

- Não tem problema, mas aconteceu alguma coisa?

- Não. - olhei para o Ruben que estava um pouco atrapalhado, os meus pais já o conheciam da televisão e dos jornais, agora ele não os conhecia de lado nenhum - Desculpem não os apresentei, mãe, pai, este é o Ruben. Ruben, esta é a minha mãe Fátima e este é o meu pai, Raul.

- Muito prazer... - dizia o Ruben ao cumprimentá-los.

- Finalmente tenho o prazer de te conhecer pessoalmente. - dizia a minha mãe - Sim, porque esta menina não responde a nada do que lhe perguntamos...

- Ó mãe nem comece, sabe bem que detesto que se metam na minha vida.

- Filha, a tua mãe tem razão, já era hora de nos conhecermos. Já que tu não nos convidas, nós tivemos que vir de surpresa... - reforçava o meu pai.

- Não acredito que fizeram este caminho para virem conhecer o Ruben...

- Claro que não filha, o teu pai está na brincadeira. Ele tem que tratar de uns assuntos por causa do hotel. 

- Mas aconteceu alguma coisa?

- Não, venho a uma reunião...

- Ok. Então e vão dormir onde? Podiam-me ter dito que vinham, eu tinha ido lá a casa arranjar as coisas...

- Não te preocupes, nós vamos ficar lá no hotel onde vamos ter a reunião amanhã. Em principio, se tudo correr como o teu pai espera, bem podes largar a empresa, porque vais ter que gerir o hotel.

- Fátima, não comeces com ideias, ainda não sei como vão correr as coisas amanhã...

- Sim mãe, deixe-se dessa conversa. Tenho a certeza que o pai vai arranjar alguém, bem mais qualificado que eu, para o hotel.

Nesta altura lembrei-me que só a Guigui sabia que os meus pais tinham um hotel no Algarve e essa tinha sido a razão para a nossa mudança. Quer o Ruben, a Sara ou o David não tinham conhecimento disso, o que originou a cara deles de espanto. Mantivemo-nos na conversa mais algum tempo, até que os meus pais se despediram de nós, combinei jantar com eles no dia seguinte e depois foram embora.

- Vou buscar as minhas coisas, não demoro... - disse eu ao Ruben.

- Acho melhor não Clara.

- Mas...

- Hoje não Clara, é lixado quando a pessoa que amamos nos desilude...

- O quê? Desilude?

- Esquece, vou para casa...

- Ruben? Espera...

- Espera nada... Ficaste chateada comigo por causa do carro, acabaste comigo por isso e agora venho a descobrir que os teus pais são donos de um hotel no Algarve e que estão a pensar ficar com outro aqui. Não achas que já me devias ter dito alguma coisa?

- Eu sei que sim... Mas foi algo que nunca foi importante na minha vida, a Guigui sabia porque somos amigas desde miúdas. De resto os meus amigos nunca souberam, não por ter medo de alguma coisa, mas apenas porque nunca foi importante.

- Desiludiste-me tanto Clara... Tens noção que se eu soubesse disto nós nunca nos tínhamos chateado, a Inês nunca teria posto em causa que estavas comigo por causa do dinheiro?

- Ruben, não dramatizes, não vamos voltar a essa conversa. Já resolvemos as coisas e eu já esqueci o que me fizeste, agora vamos olhar em frente e seguir a nossa vida.

- Já esqueces-te o que te fiz?! Mas primeiro fizeste-me andar a mendigar a tua atenção quando, afinal, a culpa em parte também foi tua...

- Não te pedi para mendigares nada, muito menos a minha atenção, se o fizeste foi porque sabias que tinhas feito porcaria...

- Pois, eu fiz porcaria mas ao menos pedi desculpa! Já tu...

- Eu?! Estás a gozar, certo?! Estás chateado porque os meus pais são donos de um hotel e eu fiz porcaria porque não te contei?!

- Estás a ver? Essa tua atitude deixa-me cada vez mais desiludido. Eu assumi o que fiz, agora tu pensas que não fizeste  nada de mal, pensei que eu era importante na tua vida, mas pelos vistos não sou...

- Ruben, anda cá por favor...

- Vou para casa Clara, preciso de pôr as ideias em ordem...

- Ruben, eu estou a tentar resolver as coisas, facilita um bocadinho...

- Deixa-me pensar... 

- Amor, por favor, não vás...

- Esquece Clara, hoje quero ficar sozinho...

De seguida despediu-se de todos e saiu, eu despedi-me também e subi para o quarto. A noite foi passada às voltas na cama, mais a frio, cheguei à mesma conclusão que ele. Eu não tinha agido bem, já lhe deveria ter dito, mas ele também já me conhecia, sabia perfeitamente que detestava falar da minha vida, mesmo com ele.


Desculpem a demora a publicar,
espero não vos desiludir
com o capítulo.
Deixem  o vosso comentário.
Bjs

Clara

7 comentários:

  1. 1°: Sempre acerteii, era a Inês!! ;)
    2°: E's ma', uma pessOa fiica cOntente pOrque eles fiinalmente se voltaram a entender, e passadOs uns paragrafOs vOltas a separa-lOs, nãO e' justO.. :(

    Cada vez melhOr, cOntiinua, liinda..

    BjnhO

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  2. Opah mas porque raios eles não foram para a praia e ver a lua????
    Tinham mesmo de se chatear??? Não gosto nada...
    Quero mais... :) :) :)
    Muito bom!!!
    Beijinhos linda.

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  3. Outra vez não :o
    Adoro adoro adoro *.*

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  4. agora que fiquei contente por ela e a ines resolverem se conhecer e de ter voltado para o ruben , tinha de aparecer alguem par estragar a felicidade aos dois!
    ai clarinha eles os dois tem de se entender!! =)

    como sempre tá lindooooo e espero ansiosa pela continuaçao! :D

    beijinhos linda**

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  5. OH finalmente resolveram-se!
    Amei!
    Beijinhos

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  6. posta hojeeee !!
    please, estou a adorar.
    beijinho grande

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  7. preciso de um capituloooo
    xDD
    beijinho

    Catarina

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