(Narrado pela Clara)
Eu senti as suas mãos a passearem pelo meu corpo o que me fez arrepiar, ele agarrava-me de uma forma que me fazia sentir desejada. Encostou-me à parede e continuou, beijava-me o pescoço e passava a sua mão pelo meu peito.
- Amor, as velas… – ele não ligou – Deixa-me ir acender as velas…
Ele não deixou, beijou-me e puxava-me para ele. Tirou-me a camisola e pegou-me ao colo, tinha as minhas pernas abertas em volta do seu corpo, dali consegui senti-lo, estava excitado, tão ou mais que eu. Eu continuava encostada à parede, as minhas mãos também percorriam o seu corpo e tirei-lhe a t-shirt, ficando eu logo de seguida sem soutien. Ele levou-me para a cama e as carícias continuaram, ele tocava-me e eu tremia, senti a sua mão descer em direcção ao fecho das minhas calças. Abriu-o e tocou-me, os seus dedos movimentavam-se fazendo-me gemer, ao mesmo tempo que me beijava também o peito. Embora com pouco à vontade, desapertei também o fecho das suas calças tirando-as com a sua ajuda. Toquei-o e senti-o na minha mão, ele continuava a tocar-me, desejávamo-nos mutuamente. Ele tirou o que faltava da minha roupa de forma rápida, já estávamos completamente enfeitiçados pelo momento. Beijou-me e olhou-me nos olhos no momento em que entrou dentro de mim, fê-lo de forma lenta sempre com os olhos postos em mim. Cada vez que o sentia dentro de mim era como se ficasse completa, aqueles movimentos lentos estavam-me a deixar completamente louca. Eu, que estava por baixo dele, resolvi agarrá-lo invertendo as posições. Agora estava eu em cima, era eu quem estava no controlo e impunha o ritmo. Acelerei o movimento, fazendo-o gemer de prazer, ele tinha as suas mãos pregadas no meu corpo, agarrava-ma de forma brusca. Ambos estávamos conscientes que aquele momento não ia durar muito mais, sentíamos calor e a excitação era enorme. Ele resolveu virar-nos novamente, deixando-me por baixo dele, estava completamente descontrolado, sentia-o a vir cada vez mais rápido para dentro de mim, naquele momento eu era dele, e ele meu. O resto do mundo tinha desaparecido. Não demorou muito até gritarmos ambos de prazer, tínhamos chegado ao fim daquela linda e maravilhosa viagem.
Ele agarrou-me na cintura e pediu que o olhasse nos olhos:
- Não tenhas medo de ouvir, porque eu não tenho medo de dizer: Eu Amo-te Clara e tu és a mulher da minha vida!
Soltei um leve sorriso com aquelas palavras e sinceramente foi óptimo ouvi-las, no momento tive uma única certeza.
- Eu também te amo, eu também deixei de ter medo de o dizer. E podes ter a certeza que o medo de ouvir desapareceu… Amei ouvir-te. E repito quantas vezes quiseres: Amo-te.
Selámos aquelas confissões com vários pequenos beijos, até que por fim nos entregámos por completo ao cansaço e adormecemos.
Acordei na manhã seguinte, com pequenos beijos.
- Humm, que bela maneira de acordar.
- Concordo! Se bem que a maneira de adormecer foi bem melhor.
- Agora sou eu que tenho que concordar contigo. – desta vez fui eu quem tomou a iniciativa, beijei-o com carinho. – Amo-te… Não sei como conseguiste em tão pouco tempo, mas a verdade é que te amo, e cada vez estou mais feliz de estar contigo.
- Eu também Clarinha, Amo-te tanto… - desta vez foi ele quem se aproximou e me beijou.
- Vá, tens de te levantar. A que horas tens de estar no estádio?
- Às 10h. Não temos muito tempo.
- Então vai lá tomar banho. Ainda precisas de ir a casa ou vais directo para o estádio?
- Vou directo para o estádio. – disse enquanto se dirigia à casa de banho. Voltou atrás e perguntou-me – Não me queres vir fazer companhia?
Eu sorri e respondi que já lá ia ter. Assim foi, pouco depois entrei também no duche. Demorámos bastante tempo no banho, trocámos vários beijos e carinhos. Estávamos apaixonados e em êxtase pela noite que tínhamos tido. Acabámos o banho e fomos tomar o pequeno-almoço, ao mesmo tempo a campainha toca. Fui abrir, era a Sara e o David.
- Ainda não tens a chave? – perguntei à Sara.
- Tenho, tive foi medo do que ia encontrar aqui. Vocês podiam não estar a contar com visitas.
- Parva! Vocês não são visitas, a casa agora também é tua. E eu respeito quem vive comigo. – disse-lhe, deitando a língua de fora.
- Oi Clarinha. E aí, meu irmão tratou bem de você? – perguntou-me o David.
- Claro que sim, o Ruben é um cavalheiro. Querem tomar o pequeno-almoço? Nós íamos agora começar. – sou interrompida mais uma vez pela campainha. Desta vez era a Guigui e o Javi. Abri a porta e eles entraram – Então mas tu não levaste a chave?
- Levei fofinha, mas não queria ver o que não devo. Por via das dúvidas é melhor tocar…
- Olha outra... Vocês estão-se a passar? Até parece que alguma vez vos faltei ao respeito.
- Claro que não, também nunca tinhas trazido ninguém para cá…
- Vocês já tomaram o pequeno-almoço? – perguntei interrompendo a continuação daquela conversa.
- Nós já. – respondeu o Javi.
- E nós também. – completou a Sara.
Lá tomamos os dois o pequeno-almoço, claro que pelo meio lá tínhamos uma mãozinha do David ou do Javi, a tirar quaquer coisa. Entretanto quando acabámos os rapazes foram embora, despediram-se de nós e seguiram caminho para o estádio.
Nós ficámos as três em casa, ainda ajudámos a Sara a arrumar umas coisas que ela tinha trazido de casa do David e depois resolvemos sair, fomos até ao Colombo. Almoçámos e depois de uma pequenas compras, e enquanto ainda não eram horas de ir para o jogo, fomos até ao FunCenter jogar bowling. O jogo foi super divertido, a Guigui amuou porque as suas bolas iam quase todas para a parte lateral sem acertar nos pinos, enquanto eu e a Sara tínhamos o jogo controlado: numa jogada estava ela à minha frente, na jogada seguinte era eu quem passava para a frente. Quando terminámos o jogo já estava perto da hora de ir para o estádio. Dirigimo-nos ao carro e seguimos para o estádio. Quando lá chegámos fomos logo para o camarote, já lá se encontravam várias pessoas, algumas mulheres namoradas de outros jogadores, bem como familiares. Já lá estava a mãe e o irmão do Ruben. Fomos imediatamente ter com eles.
- Olá minhas queridas! Então como vai a mudança meninas? Se precisarem de mais duas mãozinhas o Mauro tem todo o prazer em ajudar-vos. – dizia a D. Anabela.
- Não é necessário, muito obrigada. Já despachámos tudo. – respondeu a Sara.
Entretanto apresentámos a Guigui à D. Anabela e elas deram-se logo bem. Era quase impossível alguém se dar mal com aquela miúda, ela cativava as pessoas de tal forma, que toda a gente a adorava. O jogo correu bem, ganhámos e desta vez foi o David a marcar. Na altura do golo a Sara ficou louca, quer dizer, ela e nós. Acho que não houve ninguém a saltar naquele camarote como nós as três. O David no meio do seu festejo parou no campo em frente ao camarote e apontou para lá. A Sara disse adeus e ele retribuiu com um beijo. O jogo acabou e nós viemos esperar por eles. Na sala onde estávamos dava para ouvir os festejos do David. Aquele rapaz quando estava contente era demais. Já praticamente todos os jogadores tinham ido embora, quando aparece o Javi que se veio juntar a nós.
- Olá pessoal. – cumprimentou quando chegou perto de nós.
- Olá bebé! – dizia a Guigui pendurando-se logo no seu pescoço e dando-lhe um beijo.
Ele cumprimentou o Mauro e a D. Anabela.
- Então e as duas meninas, ainda demoram? – perguntava o Mauro.
- Ui, se demoram... Aqueles dois hoje estão insuportáveis. Ainda por cima estão feitos vaidosos aqui para as meninas.
De repente ouvimos os gritos a aproximarem-se, eram eles que já vinham a sair do balneário. O David pega na Sara e beija-a, o Ruben cumprimenta a mãe, o irmão e por fim dá-me um beijo.
- E aí galera, tudo bem? – perguntava o David visivelmente animado com o jogo e o golo que tinha marcado.
- Xiii… Estou a ver que hoje estás particularmente insuportável! Mas para Ovelha Choné até jogaste bem. – metia-se a Guigui.
- Pocha garota, cê é metida mesmo. Nem hoje cê me dá folga.
- Dá folga sim. Ela hoje não te vai chatear, pois não amor? – pedia o Javi, olhando para ela.
- Hoje tens sorte, o meu bebé está a pedir-me e eu vou-lhe fazer a vontade. Mas é só hoje, não te habitues…
- Então digam-me uma coisa meninos, amanhã querem ir jantar lá a casa? – perguntava a D. Anabela.
- Não mãe, deixa estar. Tens tido imenso trabalho e se formos lá jantar ainda vais ter mais. – dizia o Ruben.
- Se convidei é porque vos quero lá em casa. Clarinha, posso contar contigo? – insistiu, ao mesmo tempo que olhava para mim.
- D. Anabela, sabe que tenho todo o gosto em aceitar, no entanto se o Ruben disse o que disse, é porque deve ter razão. Fica para uma próxima. – respondi tentando que ela não levasse a mal.
- O meu filho não tem nada a ver com isso! Se estou a convidar é porque faço gosto, além disso irei ficar triste contigo se não aceitares. – disse-me a sorrir.
Eu olhei para o Ruben como que pedindo que me ajudasse. Ele percebeu:
- Ok, pronto nós vamos. Vocês também vêm pessoal? – perguntou aos restantes.
- Gostaria muito que viessem todos. – completou a D. Anabela vendo que os outros não sabiam o que haveriam de responder.
- Então pode contar com a gente, não é pessoal? – perguntou o David, ao que responderam todos positivamente.
Já estava tarde e éramos os últimos, resolvemos ir embora. Combinámos ir beber alguma coisa ao bar da Guigui. O Javi e a Guigui seguiram no carro dele, a Sara e o David no seu carro e como eu e o Ruben não tínhamos carro, apanhámos boleia até minha casa, com o David. Quando já íamos só os dois perguntei-lhe se ele tinha folga no dia seguinte, ao que ele me respondeu afirmativamente. Eu contei-lhe que também eu tinha folga e ele pôs-se logo a fazer planos.
Já no bar sentámo-nos todos numa mesa e o serão foi animado. Já quando estava pouca gente no bar e começa a tocar música brasileira, o David levanta-se e, instintivamente, puxa a Sara, começando os dois a dançar. A Guigui mais uma vez não perdeu a oportunidade de implicar com ele. Mas não por muito tempo, pois logo a seguir o Javi puxou-a também para dançar. Restava eu e o Ruben, que ia olhando para mim como que a pedir-me para dançar, mas eu não estava com muita vontade. Ele levantou-se e veio até mim, pegou na minha mão e eu acabei por ir atrás dele.
- Eu não tenho jeito nenhum para dançar. – disse-lhe.
- Eu também não, mas ficamos assim, juntinhos um ao outro. – disse enquanto colava o seu corpo ao meu e dançávamos agora ao som de Aurea (Busy for me, http://www.youtube.com/watch? v=sDquwvVB4Gk).
Nesta altura já todos os casais dançavam agarrados, escusado será dizer que haviam muitos beijos e o ambiente era muito romântico. Com o passar do tempo o cansaço começou a aparecer, principalmente nos rapazes. Decidimos ir embora, eu a Sara, o David e o Ruben fomos para minha casa e a Guigui e o Javi, para casa dele.
Quando chegámos os rapazes foram logo agarrar-se à PS3, eu e a Sara sentámo-nos na varanda a conversar, no entanto não estivemos lá muito tempo, já estávamos no Outono e o frio começava a aparecer. Viemos para dentro e sentámo-nos junto deles.
- Mas vocês não vão largar isso. – perguntava a Sara.
- Oh amor, só mais um jogo…
- Mais ainda? Mas vocês não estão cansados? Já se fartaram de correr no campo, ainda querem mais? – disse eu.
- Está tão engraçada a minha Clarinha… Mas sim, vocês têm razão, vamos dormir.
- Ué, cê vai-me deixar na mão?
- Vá lá puto, temos que ir dormir. – disse enquanto se agarrava a mim.
- Pois, tou entendendo o seu dormir. Assim tá desculpado... Vamo dormir amor? – perguntava à Sara.
- Eu já estava à tua espera.
- Então vá meninos, até amanhã. – despedi-me.
O Ruben despediu-se também e seguiu-me. Chegámos ao quarto e cada um vestiu o pijama. Deitámo-nos e ele abraçou-me.
- Hum, é tão bom estar aqui contigo.
- Concordo. Olha o que vamos fazer amanhã?
- Isso é comigo, amanhã estás por minha conta.
- Ok, mas vamos fazer o quê?
- Surpresa. Amanhã é a minha vez de te surpreender.
- Oh, diz lá.
- Não!
- Amor, por favor…
- Já te disse que não vou dizer. Amanhã pela primeira vez vamos passar o dia juntos, e eu quero surpreender-te. A menina super curiosa vai deixar?
- Está bem, eu não insisto mais. Posso só te pedir uma coisa?
- Podes pedir tudo o que quiseres minha linda.
- Dás-me um beijinho? – disse envergonhada.
- Isso nem precisas de pedir, eu estou louco para te beijar princesa… - dito isto beijou-me uma, duas, três…, várias vezes… Quando nos afastámos disse-me - Amo-te princesa, és a mulher da minha vida…
- Eu também te amo, adoro cada momento que estou ao teu lado…
Demos mais um beijo e deixámo-nos dormir tranquilamente…
Lindo, Adorei principalmente a primeira parte!! :P
ResponderEliminarContinua
Bjs
que lindo...
ResponderEliminarquero mais...
posta mais hoje, por favor...
continua...
Só comecei a ler a tua fic ontem e numa noite praticamente devorei todos os capítulos :b
ResponderEliminarVou seguir atentamente e já estou curiosa por mais !
Sempre que puder vou comentar :)
Beijinhos e continua
Bem arrepiante, envolvente.
ResponderEliminarGostei muito.
Continua.
Beijinhos.