(narrado pela Guigui)
18 de Dezembro
Estávamos quase no Natal, os últimos tempos tinham corrido bem e eu e o Javi estávamos super bem. Esta época não estava a correr tão bem como a anterior, mas a equipa estava a conseguir recuperar. A Romanella continuava a não querer conhecer-me, por outro lado a Marta já passava mais tempo comigo, com a Sara e com a Clara, pois o Javi e o Roberto estavam a dar-se super bem. Hoje é o dia do último jogo antes do Natal e tinha combinado com a Clara, a Sara e a Marta irmos fazer ainda algumas compras de Natal enquanto não chegava a hora do jogo. Como os rapazes tinham dormido em nossa casa, tínhamos combinado com a Marta e o Roberto de irem lá ter de manhã para eles seguirem juntos e nós irmos também juntas. Já estávamos todos prontos a tomar o pequeno-almoço quando ouvimos a porta tocar.
- Eu vou lá! – disse levantando-me. Abri a porta e esperei que eles subissem – Bom dia família feliz! Tudo bem? – disse cumprimentando a Marta ao vê-la com a Belise ao colo.
- Bom dia linda. Está tudo bem. Desculpem o atraso, mas a ama da Belise não pode vir e tive que a arranjar para a trazer connosco. Espero que não se importem.
- Claro que não. Até vais ganhar uma ama mal chegues com ela ali à cozinha! Entrem. Bom dia grandalhão! – disse cumprimentando o Roberto.
- Bom dia miniatura, tudo bem? – disse sorrindo-me.
Eles entraram e mal chegam à cozinha vi a Clara a levantar-se num ápice, com aquele seu brilho tão característico e a encaminhar-se na direcção da Marta.
- Bom dia pessoal. – cumprimentou-os – Bom dia princesa, estás boa? – disse sorrindo para a Belise enquanto lhe esticava os braços. O Ruben apreciava a cena completamente derretido – Queres vir aqui ao meu colinho?
- Bom dia! – disseram os restantes.
- Eu não te disse? – disse eu à Marta enquanto passava por elas.
- Disseste o quê? - interrompeu-me a Clara.
- Nada, nada Clarinha. Bem, toca a despachar que aqui os rapazes têm que se despachar. Já tomaram o pequeno-almoço? – eles acenaram que sim – Bem, de qualquer maneira podem sentar-se a fazer companhia. Grandalhão, se quiseres come mais qualquer coisinha, com esse tamanho todo tens que te alimentar bem…
Sentámo-nos à mesa e terminámos o pequeno-almoço. Os rapazes saíram e nós ficamos a arrumar a cozinha enquanto a Clara se perdia em brincadeiras com a Belise. Quando terminámos saímos e fomos em direcção ao Chiado. Elas já sabiam como eu me sentia claustrofóbica em centro comerciais, e como não chovia fizeram-me a vontade. Estivemos o resto da manhã nas compras de Natal, e a Marta acabou mesmo por comprar presentes tradicionalmente portugueses para levar para a família. Como não podia deixar de ser eu fiz a maior parte das minhas compras no Bairro Alto, nas lojinhas que tanto estimava e que a Clara tanto estranhava. Como o jogo era cedo decidimos almoçar tarde de forma a irmos em seguida para o estádio. A caminho decidi cumprir o meu ritual e enviei uma mensagem ao Javi:
“Amor, estou agora a caminho do estádio. Boa sorte campeão. Amo-te! Beijo”
Recebi a resposta logo a seguir:
“Eu já cá cheguei princesa. Obrigado. Até logo. Amo-te. Beijão”
Quando chegámos ao estádio subimos e já estavam lá algumas pessoas, incluindo a Romanella com uma amiga. Não prestei grande atenção, mas quando ouvi a Romanella apresentar a amiga à Marta congelei.
- Guigui, o que foi? – perguntou-me a Clara apercebendo-se da minha reacção, o que despertou também a atenção da Sara que percebeu imediatamente o que se passava.
- Calma Guigui. Não penses no que não deves. De certeza que foi a Romanella que a convidou, não te preocupes. – disse tentando acalmar-me. Nesse momento vejo a Inês chegar e juntar-se a elas. Senti os olhos postos em mim e quando me voltei vi a Marta a dirigir-se à casa-de-banho com a Belise e as restantes cochichavam enquanto nos olhavam.
- Querem-me explicar o que se passa? – perguntava a Clara continuando sem perceber.
- Não a reconheces? - perguntava-lhe a Sara espantada. A Clara voltou-se com mais atenção e notei que finalmente a tinha reconhecido.
- Eu não acredito! O que é que ela está aqui a fazer?
- Meninas, eu não vou conseguir ver o jogo aqui. Eu tenho que ir para outro sítio. Clara, tens o teu redpass? – a Clara ía responder-me mas foi interrompida pela Sara.
- Não Guigui, ela é que está aqui a mais. Tu tens o teu namorado a jogar lá em baixo. Vais fazer de conta que ela não está ali e vais erguer essa cabeça, ouviste bem?
- Sara, é a Elena, como queres que eu finja que ela não está ali?! O que é que ela está ali a fazer? Isto não pode ser verdade… - nesse momento chegou a D. Anabela que se aproximou de nós.
- Boa tarde Bela! – disseram as duas.
- Boa tarde meninas, como estão? – ela já as tinha cumprimentado e depois de ver a minha cara aproximou-se de mim e segurou o meu rosto enquanto me falava convictamente – Minha querida, já sei o que tens. Ergue o rosto e sorri, o Javi precisa do teu apoio. Ele também não vai estar à espera disto quando sair, acredita. – notei que ela sabia o que se tinha passado entre o Javi e a Elena, mas optei por não lhe fazer perguntas. O Javi contar-me-ía quando se sentisse preparado.
- Obrigado D. Anabela. – sorri-lhe enquanto ela me deu um abraço. Era uma pessoa realmente extraordinária, e ultimamente acho que já se tinha tornado uma mãe para todas nós.
- Não tens de agradecer. Tens é de deixar o Dona e tratar-me só por Bela, pode ser?
- Já sabe que não me ajeito muito bem… Mas vou fazer um esforço Bela.
- Isso mesmo! E agora sorri. Meninas, nada de a deixar ir-se abaixo!
- Acho que agora ela já fica um pouco mais animada! – disse a Clara sorrindo-me carinhosamente.
O jogo correu bem dentro das quatro linhas e acabámos por ganhar 5 – 2, com golos dos argentinos (2 golos do Saviola, 2 do Salvio e 1 do Aimar). No camarote o ambiente tinha sido de muita tensão, a Romanella tinha feito questão de não nos cumprimentar sequer e a Inês tinha-nos cumprimentado apenas por respeito à Bela. As três tinham-se mantido afastadas do resto das pessoas e a Marta acabava por andar de um lado para o outro, pois a Belise estava encantada com a Clara. No final do jogo descemos para os balneários para os esperar. Eu estava super nervosa, pois elas tinham-se instalado nos sofás mais perto da saída, de forma a que o Javi a visse logo que saísse do balneário. A Clara, a Sara e a Bela mantinham-se junto a mim tentando acalmar-me e até a Marta se mantinha junto a nós. Os jogadores iam saindo e nós íamo-los felicitando pelo jogo, no entanto eu estava a ficar cada vez mais nervosa. Quando o Saviola saiu veio-nos cumprimentar e nós demos-lhe os parabéns pelos golos que tinha marcado. Ele agradeceu e dirigiu-se para junto delas. Apercebi-me do olhar que lançou à Romanella, provavelmente por causa da presença da Elena. Ele e o javi eram super amigos e eu tinha a certeza de aquilo o incomodava. Já só faltavam sair os quatro: Javi, Roberto, Ruben e David. Vi a porta abrir-se e saiu o Ruben e o David que vieram na nossa direcção. Ao passarem por elas o David reconheceu a Elena e eles foram-lhe falar encaminhando-se de seguida para nós.
- Ué, que é que ela ‘tá fazendo aqui? – perguntou-nos curioso. No olhar do Ruben via-se a mesma surpresa.
- Ora aí está uma pergunta para a qual eu gostaria de ter resposta David! – disse-lhe de forma seca enquanto continuava como uma barata tonta a andar de um lado para o outro – Desculpem lá, mas vocês são capazes de ir dizer ao Javi para se despachar? Eu só quero sair daqui, por favor… - o David parou-me enquanto me segurou nos braços obrigando-me a olhá-lo.
- Guigui, não se preocupa. Cê sabe que o Javi te ama. – o meu olhar não conseguia transmitir outra coisa se não angústia. Os olhos delas mantinham-se pregados em mim – ‘Tá bom, eu vou chamar ele. Respira fundo, ‘tá?
- David, hoje não é mesmo um bom dia para me pedirem calma. Por favor despacha-te a ir chamá-lo, pode ser?
- ‘Tou indo.
Ele voltou-se e quando se estava a aproximar da porta do balneário a porta abriu-se e ele saiu. Vinha na brincadeira com o Roberto e não deu pela presença dela até que viu o olhar do David e percebeu que algo se passava. Nesse exacto momento ouvi-a.
- Querido, que saudades! – ela correu na sua direcção e o seu rosto manteve-se estático a olhar para ela que nesta altura já estava a alcançá-lo.
Senti uma raiva enorme apoderar-se de mim e as lágrimas ameaçavam cada vez mais cair. O meu olhar mantinha-se cravado no Javi, esperando por uma reacção dele. Ela estava já junto a ele e os seus preparavam-se para o abraçar quando o vi finalmente afastar-se impedindo o abraço.
- O que é que estás aqui a fazer Elena?!
- Vim-te ver querido, estava cheia de saudades! Além disso presumi que talvez gostasses de companhia para o regresso a casa…
- Mas tu ‘tás-te a passar?! Saudades minhas?
- Sim. Queria fazer-te uma surpresa, mas vou-te dizer já. Estava a pensar ir passar o Natal contigo a casa!
Cada palavra dela fazia aumentar a minha raiva, as lágrimas já me tinham vencido e eu já não conseguia segurá-las. O meu corpo teimava em ceder e a fraqueza apoderava-se de mim. A Bela estava junto a mim e segurava a minha mão tentando acalmar-me. O David tinha voltado para junto de nós e mantinha-se ao meu lado, com uma mão em volta dos meus ombros. Apesar de passarmos a vida a discutir, tínhamos criado uma amizade fortíssima.
- Desculpa lá, mas tu não podes estar bem! De repente decidiste que queres fazer parte da minha vida, que abdicas das coisas para estar comigo e com a minha família? Essa oportunidade já passou Elena!
- Não dramatizes querido. Sabes que me amas! – ela voltava a tentar aproximar-se dele. O Roberto e a Marta olhavam para toda a situação sem perceber o que se passava. O meu coração batia cada vez mais descompassado.
- Elena, eu não te amo! Eu ultrapassei-te, esqueci-te e continuei com a minha vida. Eu estou bem agora, tenho alguém que amo e que tenho a certeza que me ama. E mais importante que tudo, respeita-me!
- Aquela ali?! – disse apontando para mim. A raiva apoderava-se de mim cada vez mais e apenas o facto do David me segurar fazia com que eu me mantivesse no mesmo sítio – Até parece que é mulher para ti!
- Não voltas a repetir isso. É a minha namorada e eu não te admito. E agora faz-me o favor de me desaparecer da frente que eu já perdi demasiado tempo contigo. – ao dizer isto desviou-a e dirigiu-se na minha direcção.
Assim que estava suficientemente perto senti o David largar-me enquanto ele me abraçava. Aninhei-me no seu abraço e apenas lhe consegui sussurrar:
- Tira-me daqui, por favor.
Como eles tinham vindo nos carros do David e do Ruben de manhã e nós tínhamos vindo no do Roberto à tarde tivemos que ir novamente com eles. A Clara, o Ruben, o Roberto e a Marta foram nos respectivos carros, enquanto eu e o Javi fomos com o David e a Sara. O caminho de regresso foi feito em silêncio. Ninguém conseguia pronunciar uma palavra que fosse. Eu apenas conseguia chorar enquanto o Javi me mantinha presa num abraço e olhava para a janela tentando esquecer o que se tinha passado. Quando chegámos a casa eles perceberam que nós precisávamos de estar sozinhos. A Clara dormiu em casa do Ruben e a Sara na do David. Quando eles saíram nós mantínhamo-nos no sofá. Toda aquela cena continuava a repetir-se incessantemente na minha cabeça.

Hey... quero mais
ResponderEliminarGrande Javi!!! :P
continua
bjs
AdOreii!!
ResponderEliminarEste capiitulO esta brutal.. Jazus..
BjnhOO
lindo...
ResponderEliminarquero mais...
continua...
Bem vou deixar aqui o meu testamento. :P
ResponderEliminarA fic é maravilhosa,gosto bastante da forma como voces escrevem,e gosto de haver bastantes pontos de vista :)
Ri-o me bastante com a implicância da menina Guigui com o (meu :P) menino David,tadinho do meu caracolinhos.
Continuem a escrever que a fic esta espetacular.
Quero muitos capitulos destes.Que raio que a Elena pensa?A Guiui é bem melhor e o senhor Javer Garcia pertence-lhe!
Adorei o Capitulo,agora espero por um da Clarinha.
GOSTO MUITO DAS DUAS!
Beijinhos
adorei este capitulo e adoro esta historia. continuem porque esta optima...
ResponderEliminarAté me admira vocês terem leitoras que gostam do David Luiz ahaha a porem o David com a Sara (a)
ResponderEliminarO nosso Javi é o maioré :b
Continuem meninas :D
Beijinhos, Cat