(narrado pela Guigui)
Assim que lá chegou vi aquele sorriso maravilhoso reaparacer.
- Tola... - aproximou-se de mim e os seus braços envolveram o meu corpo ao mesmo que encostei a minha cabeça ao seu peito e os meus braços rodearam o seu tronco - Agora quero ver como é que vou tirar isto daqui.
- Pode sempre ser uma tatuagem no teu popó! Até fica gira... - tinha escrito "Desculpa" na porta branquinha do carro dele, com batom vermelho, visto que era a única coisa que tinha na mala.
- Ai fica giro? - disse afastando-se de mim e olhando-me nos olhos. Eu acenei afirmativamente e ele encurralou-me entre ele e o carro começando a fazer-me cócegas.
- Javi, pára! - estava a ser difícil controlar o riso, contorcia-me com as cócegas e ele não parava.
Comecei também eu a fazer-lhe cócegas até que consegui escapar. Corri pelo parque de estacionamento, entre os carros, continuando a fugir dele. Choquei contra o David que ficou a assistir àquela cena atónito e continuei a fugir, desta vez em direcção ao campo de treinos. O Javi seguia-me e conseguiu apanhar-me finalmente quando lá chegámos. Ao agarrar-me caímos os dois no chão, fiquei sobre ele e senti os seus braços envolverem a minha cintura. Olhei-o nos olhos e sorri-lhe, ele fez o mesmo. Como era bom poder ver aquele sorriso de novo. Coloquei as minhas mãos no seu peito e deixei a minha cabeça tombar sobre o mesmo, fiquei a ouvir o seu coração bater e sorri, sorri por saber que aquele coração batia por mim. Levantei o meu rosto e olhei-o.
- Amo-te. Não te quero perder, nunca. Não quero mentiras nem segredos. Quero que me contes sempre tudo, é muito mais fácil perdoar-te se souber das coisas. Desculpa a minha atitude... - ele colocou o seu dedo nos meus lábios.
- Tu tiveste toda a razão. Amo-te princesa. No que depender de mim nunca mais nos vamos chatear. Estes dias foram os dias mais dolorosos da minha vida. Amo-te, amo-te, amo-te!
Aproximou os seus lábios dos meus e beijou-me, um beijo carregado de saudade e desejo. Quando aquele beijo terminou voltei a pousar a minhã cabeça no seu peito. Ficámos assim, abraçados e juntos até que senti uns pingos no meu rosto.
- Parece que está a chover amor...
- A chover? - olhei para ele que se ria - Então prepara-te para correr se não queres ficar encharcada. Isto não é bem chuva...
Levantei o rosto e vi que os expressores da rega estavam a funcionar.
- Eu não acredito! Javi, despacha-te! Vamos ficar encharcados. - eu tentava levantar-me e ele puxava-me mais para si, continuando a abraçar-me - Vamos ficar doentes... Tu tens jogo na próxima semana...
- Não sejas chata. Se ficarmos doentes ficamos os dois de cama...
- Javi…
- É da maneira que matamos as saudades… - sussurrou-me ao ouvido.
- Que parvo! Levanta-te daí vá…
Ele não só não se levantou como começou ainda a rebolar abraçado a mim ao longo da relva. Resultado: ficámos os dois completamente encharcados. O resto da manhã foi passado ali, a namorar e a brincar, no fundo, a matar saudades um do outro. Quando saímos de lá eu morria de frio. O Javi acabou por ir até ao balneário buscar toalhas para nos secarmos e dirigimo-nos de seguida para casa. Assim que estacionou o carro na garagem veio-me abrir a porta do pendura, não me deixando sair logo. Colocou-se à minha frente impedindo-me de sair. Beijou-me com desejo e virou-me de frente para ele, as suas mãos subiam ao longo das minhas pernas e as minhas estavam apoiadas na sua nuca. O desejo e a saudade deixavam-nos incontroláveis. Saltei para o seu colo e obriguei-o a sairmos dali. Sempre entre beijos e carícias dirigimo-nos até à porta de casa. Assim que lá chegámos ele procurou as chaves e abriu a porta, entrámos e eu empurrei a porta com uma das mãos. O Javi virou-se novamente na direcção da porta e encostou-me à mesma. Olhei-o nos olhos e aquele sorriso deixava-me cada vez mais derretida. Afastei um pouco o seu tronco do meu e despi a minha camisola, desapertando de seguida o seu casaco. Cuidadosamente e equilibrando-me, libertei um dos seus braços e despi uma das mangas, fazendo o mesmo de seguida ao outro. As minhas mãos começaram a subir por dentro da sua t-shirt e eu sentia os seus lábios a beijarem o meu peito, enquanto as suas mãos começavam a despir os meus collants. Aquela sucessão de toques começava a deixar-me cada vez mais ansiosa por mais. Num ápice puxei-lhe a t-shirt, obrigando-o a colocar os braços novamente para cima. Ele sabia que eu estava a provocá-lo e sorriu-me. A sua mão subiu até às minhas costas e desapertou-me a parte de cima do biquini, pegando novamente em mim ao colo e levando-me para a sala. Cuidadosamente deitou-me no sofá e começou a beijar o meu corpo, enquanto me despia as peças de roupa que ainda se mantinham no meu corpo. Assim que eu me encontrei completamente nua, as suas mãos acariciaram meticulosamente cada milímetro do meu corpo, fazendo gemer de prazer. Fiz um esforço por conseguir despi-lo e, assim que consegui, inverti as posições e sentei-me sobre ele. Iniciei uma sucessão de beijos que começou na sua boca e foi até ao final do seu tronco e ouvi a sua respiração acelerada. Ele puxou-me para cima e a sua língua procurou ansiosamente a minha. Eu estava a amar cada segundo daquele momento, o desejo consumia-nos e no entanto mantínhamo-nos calmos, sem pressa de terminar aquele momento, aproveitando todos os segundos e tornando aquele momento eterno e inesquecível. Aquela sucessão de carícias prolongou-se até que acabámos por unir os nossos corpos, iniciando uma dança lenta e bastante prazerosa. À medida que o desejo aumentava ainda mais, se é que era possível, também aquela dança aumentava de velocidade e intensidade. Era tudo tão natural, tão genuíno, as nossas bocas não se descolavam e as nossas mãos pareciam ter vida própria. Atingimos finalmente o auge e ficámos abraçados. Eu estava com aquele sorriso parvo de menina apaixonada e tinha a certeza que o do Javi não seria muito diferente. Calmamente levantei o meu rosto e olhei bem fundo nos seus olhos.
- Amo-te Javi, era impossível viver sem ti.
- Eu também te amo minha princesa maravilhosa. - deu-me um beijo na testa e voltou a olhar-me – Vamos tomar um duche?
- Convite irrecusável.
Ele pegou-me ao colo e levou-nos até à casa-de-banho. Tomámos um longo banho, as saudades que eu tinha daqueles banhos a dois, de poder sentir a água e o seu corpo quente contra mim em simultâneo. Saímos do banho abraçados e foi entre carícias que nos vestimos. Ficámos o resto do dia em casa, na ronha. À tarde deitámo-nos no sofá a ver um filme. Nos últimos dias pouco ou nada tinha dormido e o cansaço apoderou-se completamente de mim, acabando por adormecer sobre o Javi.
(narrado pelo Javi)
Andava preocupado com a Guigui, não sabia onde andava nem com quem, se estava bem ou mal… Quando entrei em campo vi que ela estava no camarote com a Marta.
- Puto, ela veio ao jogo.
- Que é que cê ‘tá falando cara?
- A Guigui! Ela ‘tá lá em cima no camarote, junto à Marta, vês?
- ‘Tou vendo sim. Ela te ama cara, era impossível ela não vir ver você, não te dar seu apoio. Mas cê tem que ir com calma, não pressiona a garota que ela ‘tá muito chateada mesmo.
Eu sabia que o David tinha razão. Não duvidava que ela me amasse, mas realmente neste momento ela estava muito magoada comigo. O jogo correu bem, apesar da primeira parte mais atribulada. No final do jogo, já nos balneários enquanto nos vestíamos, o Roberto perguntou-me se queria ir jantar com ele e com a Marta. Aceitei na hora, certamente a Marta tinha feito o mesmo convite à Guigui e sabia a amizade que elas as duas já tinham criado, era quase impossível ela não aceitar. Quando saímos dos balneários procurei-a na sala de espera, mas nada.
- Ela já foi embora Javi.
- Olá Marta. Mas foi embora porquê?
- Disse-me que estava cansada.
- Ah, ok. Eu vou andando então...
- Então puto? Vem jantar connosco.
- Deixa estar Roberto, vou para casa...
- É que nem penses! Vá, vamos embora.
Ainda me tentei esquivar, no entanto o Roberto não tinha intenções de me deixar ir para casa. Acabei por jantar com eles e depois fui para casa. Assim que lá cheguei deitei-me e após algum esforço acabei por conseguir adormecer. Acordei no dia seguinte de manhã cedo e fui para o treino. Assim que passei o portão do Caixa Futebol Campus deparei-me com algo que me incomodou, a Guigui estava a chegar com o Alan e, pelo aspecto que trazia, a noite não devia ter sido das mais calmas e certamente não tinha dormido em casa. Apesar de ela ter razões para estar chateada comigo e de eu compreender a parte dela, aquilo incomodava-me, não o podia negar, vê-la na companhia do Alan deixava-me morto de ciúmes. Vi-os entrarem juntos no edifício e mantive-me mais uns momentos no carro tentando acalmar-me. Respirei fundo e saí do carro, dirigi-me ao edifício e, assim que lá entrei, vi-os a conversar animadamente com o resto do pessoal que já lá estava. Dei os bons dias ao pessoal e caminhei directamente para o balneário. Equipei-me e fiquei a matar tempo no balneário. Quando eles começaram a entrar saí e dirigi-me ao campo. Ela já lá estava, sempre junto do Mister na conversa. Peguei numa bola e comecei a dar uns toques, precisava de me abstrair da sua presença. Pouco depois o resto do pessoal começou a chegar e o Mister deu início ao treino. Os olhos do Alan não desgrudaram dela em todo o treino e, das poucas vezes que a olhei, reparei que o seu olhar estava posto em mim. Fiz um esforço tremendo por ignorar a sua presença ali, não estava a ser fácil, mas eu não me podia desconcentrar. Assim que o Mister deu o treino por terminado, saí disparado na direcção do balneário.
- Cara, cê tem que se acalmar....
- Tenho que me acalmar David?! O que é que ela está cá a fazer com ele?
- Isso eu não sei, só sei que ela te ama e tenho a certeza que não fez nada de errado. Ela só 'tá querendo provocar você...
- E está a conseguir... Eu amo aquela miúda, a sério que sim. Eu não suporto estar longe dela e suporto ainda menos vê-la com mais alguém que não eu.
- Cê tem que ter calma mano... Já sabe como é a Guigui, ela é teimosa e 'tá querendo dar uma de durona, mas no fundo ela 'tá do mesmo modo que você.
O resto do pessoal começou a entrar no balneário e eu peguei nas coisas para ir tomar banho. Entrei no chuveiro e deixei que a água escorresse sobre mim incessantemente. Devo ter demorado uma eternidade, porque quando saí do chuveiro vi que o balneário já estava com pouca gente e, até o David que era sempre o último, já estava praticamente pronto. Vesti-me e saí do balneário, ao passar na sala de espera dei de caras com a Guigui. Tentei esquivar-me e saí disparado, ela ainda me chamou mas nem lhe respondi. Senti que ela seguia atrás de mim, no entanto não me tinha voltado a chamar. Assim que cheguei perto do carro para entrar percebi o motivo. Não consegui esconder a felicidade que senti naquele momento e sorri como há vários dias não sorria. Ela olhava-me e naquele momento senti que não a tinha perdido, que ela era minha tal como eu era dela. Aproximei-me dela e abracei-a, voltei a sentir o seu rosto no meu peito e os seus braços também a envolverem o meu tronco. Iniciámos as nossas brincadeiras e, comecei a fazer-lhe cócegas. Ao correr atrás dela para a apanhar ela chocou contra o David e pude ver que ele estava feliz por nós.
- Finalmente! 'Tava vendo que não se acertavam...
Sorri-lhe e continuei a correr atrás dela. Acabei por apanhá-la já dentro do campo e caímos os dois na relva. Trocámos juras de amor e ficámos ali a namorar entre muitas brincadeiras. Quando saímos de lá, completamente encharcados do banho que tínhamos levado dos expressores da rega, dirigimo-nos para casa. A minha mão não desgrudou da dela em todo o caminho, assim como o meu pensamento. Assim que chegámos a casa comecei a provocá-la e acabámos por fazer amor. Tomámos um banho e de seguida fomos para a sala. Ficámos o resto do dia em casa a namorar até que a Guigui acabou por adormecer sobre mim. Fiquei a olhá-la completamente enternecido. Eu amava-a como nunca tinha amado ninguém e senti finalmente que o medo que me tinha perseguido nos últimos dias não tinha razão de ser. Vê-la ali junto a mim era a sensação mais reconfortante do mundo. A certa altura senti-a mexer-se e comecei a beijá-la levemente no pescoço, começando ela a reclamar de seguida. Ela tinha um óptimo acordar, mas só de manhã. Se dormisse a meio do dia acordava com um mau humor descomunal como os putos.
- Já acordada princesa? - ela nada disse e voltou a aninhar-se no meu peito - Queres dormir mais, guapa?
- Amor, sabes que acordo com a birra, não comeces já... - comecei a passar o meu nariz suavemente pelo seu rosto e continuava a dar-lhe leves beijos - Amor...
- Não quero saber da tua birra. Amo-te. Nem o teu mau humor me importo de aturar.
- Amor, pára... - ela estava a começar a ficar mesmo birrenta e acabei por colocar a minha mão na sua nuca, puxando o seu rosto para perto do meu e beijando-a. Ela deixou-se levar e correspondeu inteiramente àquele beijo - Amo-te... - disse sorrindo assim que terminou o beijo.
- Também te amo princesa. Não tens fome?
- Alguma... Se calhar é melhor irmos comer qualquer coisa, não?
- Acho que é melhor.
(narrado pela Guigui)
Vestimo-nos num instante e saímos de casa. Liguei à Sara e perguntei-lhe se ela, a Clara e a Catarina estavam em casa, ao que ela me respondeu que sim, apenas a Clara tinha ido jantar com o Ruben. Disse-lhe que ía jantar com elas e seguimos para lá. Assim que chegámos, o Javi estacionou o carro e veio-me abrir a porta.
- Assim vou ficar mal habituada amor, vou ficar que nem uma princesa.
- Podes ficar mal habituada à vontade guapa, no que depender de mim vou-te mimar até não poder mais. - roubou-me um beijo rápido e colocou-se atrás de mim, pousando as suas mãos na minha barriga. Caminhámos assim até à porta de casa, enquanto ele me ia beijando os ombros, pescoço e rosto.
- Amor, já chega de mimo... - dizia-lhe eu entre risos. Coloquei as chaves na fechadura e rodei-as, abrindo a porta. Assim que olhámos lá para dentro vimos vários olhos postos em nós, e apenas uma pessoa nos sorria - Boa noite pessoal.
- Oi... Alguém me pode explicar o que se passa aqui?
- Cê não vê amor? Esses dois finalmente fizeram as pazes. Essa daí é fraquinha, não aguenta muito tempo ali sem o Javi.
- Menos, sim David? Vê lá se não te esticas...
- Até parece que 'tou falando mentira. Cê não vive sem esse cara aí...
- Tens algum problema com isso ó zuca? A miúda é minha, até parece que 'tás com ciúmes! - quando terminou de falar enterrou o seu rosto no meu pescoço e beijou-me.
- Ai, mas querem ver que eu tenho que me chatear? Tu, - disse apontando para o Javi enquanto o encarava - não me venhas agora dar graxa que eu cá nou sou de ninguém, sou tua namorada, não sou tua! E tu, - disse, apontando agora para o David - deixa de dizer disparates antes que eu me chateie contigo. E agora vamos tratar do jantar que eu estou com fome, sim?
- Ui, que a fera despertou... - disse a Catarina sorrindo.
- Catarina Maria, é que nem venhas tu também. - virei costas e comecei a dirigir-me à cozinha - Será que alguém me vem ajudar ou vou ser a vossa criada hoje à noite?
- Vou já, vou já. - gritou a Catarina, vindo de seguida atrás de mim.
Começámos a preparar o jantar e entretanto a Sara juntou-se a nós. Os rapazes tinham ficado na sala de volta do vício. Enquanto estávamos a preparar o jantar elas quiseram saber o que se tinha passado ao certo, elas ficaram super felizes por mim e continuámos na conversa. Jantámos entretanto e, depois de levantarmos a mesa, fomos todos para a sala. Estávamos a conversar animadamente quando tocaram à porta. Levantei-me e fui abri-la, julguei que fosse a Clara e deixei a porta encostada, voltando a ir-me sentar junto Javi, quando vejo a porta abrir e duas pessoas que não estava nada à espera a entrarem. Levantei-me de um salto e corri até eles abraçando-os fortemente.
- Tia! Tio! Que saudades. Como é que estão?
- Tudo bem minha querida! Viemos fazer uma visitinha, já que as meninas não aparecem no Algarve vimos nós cá acima.
- Até parece tia... A Clarinha esteve lá em baixo há bem pouco tempo convosco, e a tia sabe perfeitamente como eu sou... Nunca sei bem como é a minha vida, um dia de cada vez sem pensar no amanhã. Mas ainda bem que vieram, a Clarinha precisa de um puxão de orelhas para ver se acorda.
- Sempre a mesma, não é Maria Margarida? Os teus paizinhos não te deram mesmo juizinho nenhum...
- Já sabe como eu sou tio... O juízo ficou para o Santiago, e mesmo assim fugiu-lhe na adolescência. Mas nem os apresentei... Pessoal, estes são os pais da Clarinha, a Fátima e o Raul. É um pouco irónico estar aqui a fazer algumas apresentações, mas cá vai... Este é o Javi, o meu namorado, a Sara que é nossa companheira de casa, o David que é o namorado da Sara, a minha prima Catarina, não sei se se lembram dela, e o Pablo que é nosso amigo também...
Eles cumprimentaram-se todos e continuámos na conversa até que finalmente a Clara chegou na companhia do Ruben. Ficou super surpreendida de os ver ali, percebi que eles não tinham mesmo avisado ninguém. Eles acabaram por dizer que tinham vindo para uma reunião por causa do hotel e nesse momento pude reparar nas caras do pessoal. A Clara não falava muito da sua vida, no entanto pensava que pelo menos a Sara já soubesse das origens da Clara. Os pais dela acabaram por se ir embora e a cara do Ruben demonstrava todo o desagrado relativamente ao que se estava a passar. Nós decidimos dar-lhes espaço e pouco depois ouvimos a porta a fechar. Quando regressámos à sala não estava lá ninguém, deduzimos que o Ruben se teria ido embora e a Clara provavelmente teria ido para o quarto. A Sara ainda quis ir ter com ela mas pedi-lhe que a deixasse pensar. Eles não tinham percebido bem o que se tinha ali passado e começaram com as perguntas.
- Guigui, o que é que se passou aqui? Que história é esta dos hóteis?
- É a história que vocês ouviram. O que é que não perceberam?
- A Clara é rica? Ela nunca falou muito da família, falava na quinta no Algarve, mas pensei que fosse uma cena super natural...
- A Clara não gosta de falar disso. Sabes como ela é Sara, ela não gosta de subir na vida pelo que tem, mas sim pelo que trabalha. Ela nunca contou nada disto porque não é importante para ela. A verdade é que ela podia muito bem ter uma vida maravilhosa sem se mexer, mas ela não gosta disso, nunca foi de se aproveitar da família porque sabe bem o que custou aos pais conquistarem o que têm hoje.
- Mas ela não falou nem p'ró Ruben!
- Pelos vistos não David, mas eu também não posso fazer nada. Eu conheço a Clara desde sempre, os nossos pais são amicíssimos, daí eu saber de coisas que vocês não sabem, mas como é lógico não sou eu que vou contar o que quer que seja... É uma decisão da Clara, e mesmo que eu não concorde tenho que respeitar.
- É, mas eles podiam bem ter evitado esta briga se ela tivesse contado para o Ruben... A Inês andou azucrinando a cabeça do Ruben dizendo que a Clara queria se aproveitar dele e afinal se calhar ela tem mais dinheiro que ele.
- David, a Clara tem o dinheiro que recebe do emprego que tem. O dinheiro que os pais têm não é dela, pelo menos ela não o vê assim. A única coisa que a Clara deixou os pais darem-lhe foi o carro, e mesmo assim teve que ser ela a escolhê-lo, por eles tinha recebido um Mercedes, um Audi ou um BMW. Eles chatearam-se porque tinham que se chatear. Nem o Ruben nem a Inês precisam de saber que os pais da Clara têm dinheiro para confiarem nela. Portanto nem vale a pena continuarem com esta conversa comigo. Quanto a vocês não sei, mas eu preciso de dormir, portanto vou buscar as minhas coisinhas e vou dormir.
- Vens para casa princesa?
- Eu já estou em casa bebé...
- Não sejas tola! Estou à tua espera.
- Ok, já volto então.
Subi as escadas e fui ao meu quarto buscar o que lá tinha deixado no dia anterior. Antes de voltar a descer passei no quarto da Clara e espreitei, ela estava deitada de costas para a porta. Encostei novamente a porta sem fazer barulho e desci as escadas. Assim que cheguei à sala despedi-me deles, fui à varanda buscar o Buba e saí com o Javi directa para sua casa. Quando lá chegámos o cansaço era tanto que acabámos por adormecer nos braços um do outro.
Minhas lindas, peço desculpa
por andarmos um pouco
desaparecidas, mas o tempo tem
sido pouco para tudo. Vamos tentar
postar o próximo o mais rápido
possível. Espero que gostem do capítulo.
Beijinhos a todas,
Guigui
_ameiiii
ResponderEliminara GuiGui é fantastica xD
quero saber como e que o ruben vai reagir ..
beijinho
Joana
ahaha, adoreii *.*
ResponderEliminarQuero o próximo capítulo rapidinho :D :D
Beijinhos*
Aii GuiGui o capitulo tá lindo!! ^^
ResponderEliminarADOREI :DD
Quero o próximo rapidinho, sim linda?? :)
Bejão**
JúCaa*
Esta' muiitO bOm, Guiiguii!! =D
ResponderEliminarQuerO maiis e rapiidiinhO.. Ta'?
COntiinuem miinhas liinda..
BjnhOs pas duas
Muito bom, lindo!!! Ainda bem que estes dois se acertaram, está um capitulo fantástico!!! :) :):)
ResponderEliminarAgora só falta mesmo o Ruben e a Clara :)
Adoro a vossa fic.
Beijinhos lindas.
assim já gosto mais! gosto de ver estes dois juntinhos! :D
ResponderEliminarestou à espera do proximo capitulo minha linda :)
beijinhos**
muito obrigada pelo comentário, fiqei muito contente por terem gostado dos videos :D
ResponderEliminareu ando a actualizar-me aqui no vosso blog mas ainda vou um bocado atrasada, mas até agora do qe li, gostei imenso!
se puderem passem no meu novo blog qe criei para uma fic, do ruben e do david.
beijinhoos
Adoro, mas quero o Rúben e a Clara bem :) *
ResponderEliminarAi o capítulo está lindo! ^^
ResponderEliminarQuero tanto ler o próximooooo +.+
Fico à espera! :)
Beijinhos ^^
está LINDO!!
ResponderEliminarquero o próximo sim Guigui?
Beijinhos Inês**
Amei!
ResponderEliminarTa lindao!!!
A Guigui e o Javi são bem queridos :)
Quero ver agora tambem o que vai acontecer com a Clara e o Ruben :D
Beijinhos
Ai como amo a vossa fic!
ResponderEliminarDesculpem nunca ter comentado, aggora vou comentar mais!
Quero mais!
Beijo