quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Capítulo 40 – No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo

(narrado pela Guigui)


Tirei-lhe o casaco, seguido da t-shirt e comecei a beijar os seus abdominais. Ele tirou-me o top e ao sentir os nossos corpos tocarem-se arrepiei-me. Ele notou e afastou-se olhando-me nos olhos.

- ‘Tás com frio princesa?

- Não bebé…

- Então?!

- Estou feliz, nervosa, ansiosa…

- An? – interrompeu-me confuso.

- Não sei bebé. Parece que não acredito que isto é real, que nós somos reais, percebes?

- ‘Tou perdido…

- Javi, eu admirava-te como jogador, como figura pública. Nunca na vida me passou pela cabeça que um dia as nossas vidas se pudessem cruzar e eu pudesse ser tua namorada, pudesse estar aqui, assim, contigo. Percebes?

- És tão tolinha… Eu adoro-te e agradeço por as nossas vidas se terem cruzado e por podermos estar assim, porque é das coisas mais felizes que me aconteceram na vida. Vem cá. – disse enquanto as suas mãos seguravam o meu rosto e me beijava delicadamente – Eu amo-te Margarida.

- Javi? – olhei para ele atónita.

- Sim princesa?

- Tu o quê? – ainda estava aparvalhada com o que ele tinha dito.

- Eu amo-te. A M O-T E. Percebeste agora? – a minha cara completamente aparvalhada transformou-se num sorriso completamente sincero e sentido.

- Sabes como é bom ouvir isso?

- Um dia vou saber. – o seu rosto transmitia-me uma calma inexplicável.

- Um dia?

- Sim, um dia.

- Eu amo-te Javi. Eu não quero que esperes por um dia. Quero que sintas o mesmo que eu, agora, comigo. Já te tornaste parte de mim. Eu… - ele não me deixou terminar de falar. Os seus lábios colaram-se aos meus e as nossas línguas voltaram a sentir-se.

Abracei-me a ele com o máximo de força que tinha e senti-o levantar-se comigo completamente encaixada no seu corpo. Encaminhou-se para o quarto sem que os nossos lábios ou os nossos corpos de separassem e deitou-me cuidadosamente na sua cama. As nossas mãos iniciaram uma exploração ao corpo um do outro. Lentamente desapertei-lhe as calças e cuidadosamente tirei-as. Sorriu-me e fez-me o mesmo. Ficámos os dois apenas em roupa interior.  Os nossos beijos tornavam-se cada vez mais intensos e percorriam os nossos corpos. Cada toque dele arrepiava-me de uma forma que me deixava ansiosa por mais. Rebolei um pouco de forma a poder ficar por cima dele e sentei-me no seu colo, passando as minhas mãos desde o seu rosto até ao peito. As suas mãos pousaram nas minhas ancas e apertaram-nas.  Voltaram a subir pelas minhas costas e, quando chegaram aos meus ombros, baixaram as alças do meu soutien e voltaram a descer até ao centro das minhas costas onde me desapertou o soutien.  O nosso desejo pelo corpo um do outro era cada vez maior mas aquele jogo de carícias tornava-se cada vez mais apetecível.  Puxou-me para si de forma a poder beijar-me  e após um longo beijo, rebolou deitando-se por cima de mim. Prosseguiu com o beijo que tinha começado ao longo do meu corpo enquanto me tirava o soutien que se mantinha pousado sobre o meu peito. Beijou-me o pescoço e desceu até ao meu peito beijando-o.  Puxei-o de novo para mim e beijei-o ao mesmo tempo que me colocava de forma a que o seu corpo e o meu pudessem finalmente unir-se. Senti-o entrar dentro de mim,  primeiro calmamente, mas acelerando à medida que os nossos corpos pediam por mais.   Os nossos corpos entendiam-se na perfeição e durante grande parte da noite amámo-nos sem pudores e sem pressas. Deixámos que os nossos corpos nos guiassem ao máximo prazer, entre carícias, brincadeiras e declarações, e quando o atingimos, acabámos por adormecer nos braços um do outro.



Acordei com a noite anterior ainda bastante presente na minha memória. Olhei para o lado e o Javi já lá não estava. Levantei-me e fui até à sala com o lençol enrolado ao corpo. Ao passar pela cozinha ouvi barulho e vi-o a fazer o pequeno-almoço. Sorrateiramente aproximei-me dele e beijei-lhe as costas enquanto me encostava a ele.

- Bom dia meu amor. – disse com uma voz ensonada e com os olhos entreabertos.

- Bom dia princesa! – voltou-se para mim e abraçou-me enquanto os seus lábios se uniam aos meus em mais um daqueles beijos super intensos.

- Assim não sei se aguento bebé…

- Não sabes se aguentas o quê, princesa?

- Se te aguento assim, todo bonzão em tronco nu à minha frente e a beijar-me dessa maneira…

- Não sejas tolinha…

- É verdade.

- Isso é fome. Anda comer para não te atrasares.

- Que vontade de me despachares… - sentei-me enquanto ele trazia o pequeno-almoço para a mesa e se sentava junto a mim dando-me um beijo na testa. Coloquei as minhas pernas em cima das dele e tomámos o pequeno-almoço assim, juntinhos.

Acabámos de tomar o pequeno-almoço e fomos tomar um duche demorado, entre carícias e brincadeiras. Quando terminámos vestimo-nos e o Javi foi-me levar ao bar e seguiu para o Caixa Futebol Campus, pois o mister tinha convocado o plantel para se encontrarem lá de manhã. O dia no bar estava a correr normalmente. Ao fim da tarde enviei uma mensagem à Clara a saber como estava a correr a estadia em Barcelona. Ela informou-me que estava a correr tudo bem, excepto a relação com a Bá, e que tinham sido convidados para um jantar nessa noite. Aquela persistência da Bá em chatear a Clara sobre a relação com o Ruben estava a começar a irritar-me bastante. Eu e a Bá tínhamos feitios muito diferentes, mas apesar disso sempre me tinha parecido que a amizade dela com a Clara era muito importante para as duas e por isso aceitava-a e acabava por até me dar bem com ela. No entanto ela já começava a abusar e eu não queria voltar a ver a Clara super triste. Eu gostava de ver a Clara assim, via-se a felicidade estampada no seu rosto e estava super apaixonado pelo Ruben e ele por ela. O meu pensamento foi interrompido pelo Ico.

- Guigui, tenho uma notícia para ti…

- Boa ou má?

- Não sei, isso vais ter tu de me dizer.

- Então?

- O Saca vem cá para a semana. Acho que era uma boa altura para conversarem…

- Ah, ‘tá bem… Realmente não posso adiar a nossa conversa para sempre e não suporto este afastamento entre nós.

- Não sei é se o teu namorado vai achar muita piada.

- Porque é que não haveria de achar?

- Olha, pela tua antiga relação com o Saca, porque é que seria?

- O que é que tem a minha antiga relação com o Saca?

- Miúda, eu não acredito que não contaste ao Javi sobre o Saca…

- Não, não contei… Mas também não há nada para contar. O que havia com o Saca já acabou e eu agora estou com o Javi e estou bem.

- Guigui, é melhor contares-lhe… Isso não vai dar bom resultado.

- Deixa-te de coisas Ico. – disse enquanto voltava ao balcão.

A noite correu normalmente. Era Sexta-Feira e o bar estava super cheio. O Javi, o David e a Sara apareceram lá e fui ter um pouco com eles.

- Boa noite pessoal! Vêm aqui ver-me trabalhar, é?

- Claro que não amor, vim matar saudades.

- Boa noite Guigui. Isto hoje ‘tá mesmo cheio… - dizia a Sara enquanto me vinha cumprimentar.

- Alô garota! Quase que já estava com saudades suas! – o David, como sempre, brincava comigo.

- Pois, ‘tou a ver que sim! Já sabes como é Sara, enquanto este pessoal não começar com os exames não tenho noites de Sexta-Feira sossegadas.

- Raio da juventude! – brincava a Sara.

- Sarinha, não é amanhã que vais fazer mudanças?

- Oh, como não está cá a Clara se calhar deixo para o próximo fim-de-semana…

- Porquê? – perguntei sem perceber.

- Ela deve chegar cansada e cheia de saudades do Ruben. Não quero ficar lá a empatar…

- Miúda, não sejas totó! Amanhã de manhã vais ter lá a casa, tem é que ser cedo, para eu te dar as chaves e começares a fazer as mudanças… Eu é que não te posso ajudar que tenho que vir para o bar que a Maria não está cá.

- Mais uma razão para deixar isso para depois…

- É que nem penses! O Javi ajuda-te e de certeza que o Ruben também não se há-de importar… E além deles tens sempre o resto do plantel.

- Ué, mas cê acha que a gente não dá conta do recado?

- Vocês são fraquinhos David… A vossa sorte é que o Javi vai ajudar.

- Lá vão começar… - disse o Javi olhando para a Sara e prevendo o que aí vinha.

Eu e o David começámos nas nossas discussões enquanto o Javi e a Sara se riam das nossas figuras. Ao fim de um bom bocado e de muitas gargalhadas terminámos a nossa discussão. Eles estavam os três super cansados e eu ainda tinha que ficar pelo bar.

- Amor, se calhar é melhor irem embora. Devem estar super cansados.

- Estou um bocado amor, mas espero por ti.

- Não senhor! Vai para casa.

- Mas como é que tu vais depois? ‘Tás esquecida que estás sem carro?

- Pô cara, deixa o seu carro com a garota que eu te deixo em casa!

- Não é preciso David. O Ico de certeza que não se importa que eu leve o carro dele.

- É que nem penses princesa. Eu vou com o David e tu levas o meu carro.

- E confias em mim ao ponto de me emprestares o teu carro? – perguntei enquanto olhava para ele e elevava a sobrancelha.

- Confio-te a minha vida meu amor. – segredou-me ao ouvido – Vais ter lá a casa?

- Tolinho… É melhor ires para minha casa amor... Amanhã a Sara vai lá ter de manhã.

- É verdade… Vou para tua casa então. Até logo meu amor. – aproximou-se e ía-me dar um beijo quando eu desviei um pouco a cara de maneira a ele dar-me o beijo na bochecha.

- Olha as pessoas amor. Até logo. Amo-te meu príncipe. – dei-lhe as chaves suplentes que tinha sempre no bar enquanto ele me deu as do seu carro.

- Até amanhã Guigui! – despediram-se o David e a Sara.

- Até amanhã meus queridos. Amanhã estou às 9h à tua espera, Sara.

- Combinado.

Eles seguiram para o carro e eu voltei para o balcão. Fiquei no bar quase até às 2h. Quando saí dirigi-me ao seu carro e segui para casa. Quando lá cheguei, e depois de estacionar o carro, subi as escadas e ao chegar à porta de casa descalcei-me para não o acordar. Abri a porta e mal entrei vi-o deitado no sofá da sala a dormir. Aproximei-me dele e ajoelhei-me no chão junto ao seu rosto a apreciá-lo. Dei-lhe leves beijos no rosto para o acordar.

- Já chegaste princesa? – disse com os olhos semi-abertos.

- Sim bebé, cheguei agora mesmo. Vamos dormir?

- Sim princesa. O meu beijinho? – aproximei-me e beijei-o.

- Vamos bebé… - peguei na sua mão e ajudei-o a levantar.

Os seus braços envolveram o meu corpo e caminhámos assim até ao quarto. Quando lá chegámos vesti o pijama e dirigi-me à casa de banho enquanto o Javi se despia. De novo no quarto encontrei-o já deitado. Deitei-me junto dele e senti o seu braço imediatamente envolver o meu corpo.

- Boa noite meu amor.

- Boa noite princesa. Amo-te.  – beijou-me e eu pousei o meu rosto sobre o seu peito enquanto o meu braço rodeava a sua cintura.

- Também te amo meu príncipe. Dorme bem.

Fechei os olhos e não demorei a adormecer. O dia tinha sido esgotante e a presença dele serenava-me.

4 comentários:

  1. Opá ADOREI!! :P

    Agora quero mais...

    Beijinhos!!

    ResponderEliminar
  2. Está fabuloso como sempre linda!
    Amei!Amei!Amei!
    Quero muito mais :P
    Beijinho

    ResponderEliminar
  3. perfeito...

    quero mais...

    posta mais hoje, por favor...

    cada vez está melhor...

    continua…

    ResponderEliminar
  4. Muito bom, imperdível. Já é impossivel não vir ler os vossos capitulos.
    Continuem que eu venho ler decerteza.
    Beijinhos

    ResponderEliminar