segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Capítulo 43 - Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar

(narrado pela Guigui)




Acordei com os raios de sol a invadirem o meu quarto. Olhei para o relógio e vi que eram quase 8h. Peguei no telemóvel e desliguei o despertador antes que tocasse. O Javi ainda dormia serenamente unto a mim. Aproximei o meu rosto do seu e sussurrei ao seu ouvido enquanto as minhas mãos passeavam pelo seu peito.

- Bebé, acorda.

- Hmm...

- Xuxu?

- Hmm...

- Amor do meu coração...?

- Hmm...

- Dorminhoco, vá lá, toca a acordar. - ele abriu ligeiramente os olhos e sorriu-me - Temos que nos levantar bebé, a Sara e o David ficaram de vir cá ter às 9h.

- Bom dia princesa. - nem a preguiça o deixava menos apetecível. Os seus braços envolveram o meu corpo num abraço carinhoso.

- Bom dia meu amor. Anda, vamos tomar banho. - disse enquanto o beijava suavemente.

- Mais 5 minutos amor...

- Nem mais 5, nem menos 5. Vamos embora amor... - ele continuava a molengar - Vou tomar banho. Até já.

- Sem mim, não! - levantou-se num ápice e dirigiu-se atrás de mim até à casa-de-banho. Tomámos banho e vestimo-nos. Enquanto o Javi se acabava de arranjar fui até à padaria buscar pão para o pequeno-almoço. Quando voltei comecei a arranjar o pequeno-almoço e quando o Javi chega junto a mim a campaínha tocou.

- Abres, amor? Deve ser o David e a Sara.

- Sim, vou já la. - abriu a porta do prédio e a de casa e voltou para junto de mim - Ainda não recebi os meus bons dias...

- Ai não? Se calhar ficaram esquecidos... - coloquei os meus braços de volta do seu pescoço e beijei-o.

- Bom dia meninos! - cumprimentou-nos a Sara quando chegou à porta - Podemos?

- Oh minha querida, a casa também é tua, lembras-te? Estejam à vontade. - respondi-lhe afastando-me do Javi.

- Bom dia casalinho!- cumprimento-nos o David.

- Bom dia puto!

- Bom dia Ovelha Choné! Bem dispostos?

- Não vai começar, né Guigui?

- Não fofinho, hoje dou-te folga. - deitei-lhe a língua de fora - Já tomaram o pequeno-almoço?

- Não, estávamos a pensar convidar-vos para irmos tomar a qualquer sítio...

- Então sentem-se aqui e comam à vontade. - disse-lhes enquanto me levantava para ir buscar canecas e pratos para eles.

- A gente toma depois, não se preocupa não.

- É que nem pensem! Está aí leite, cereais, pão, fruta, ovos e iogurtes no frigorífico. Ovos mexidos?

- Isso até que me ía saber bem... - nesse momento a Sara deu-lhe uma cotovelada - Ué meu amor, que é que foi isso?

- Uma forma subtil de te fazer calar.

- Mas porquê? - perguntei eu e o David em uníssono.

- Olha, porque seria? Não estás em casa e a Guigui não é tua criada. Abusado!

- Então Sara? Não sejas totó. Até parece que me custa alguma coisa. Ainda por cima uns ovos mexidos também me íam saber bem... - o David mantinha-se a olhar para a Sara sem perceber a sua reacção enquanto eu olhava para o Javi e lhe sorria - Amor, também queres ovos? - ele acenou afirmativamente - Sara? - perguntei olhando para ela.

- Pode ser. - acabou por responder.

- E depois eu que sou abusado?! Você às vezes é muito chatinha mesmo. - dizia abraçando-a enquanto a beijava carinhosamente. Eles fazíam um casal lindo.

- Então, olhem aí o mel... - dizia o Javi rindo-se de toda aquela situação.

Dirigi-me ao fogão e enquanto preparava os ovos mexidos a Sara aproximou-se de mim, enquanto o David se sentou na mesa com o Javi.

- Desculpa lá querida, não te queria dar trabalho...

- Que disparate, Sara! Até parece que isto dá algum trabalho... Senta-te com eles que eu já levo os ovos para a mesa.

- Meninos, torradas? - eles acenaram que sim - Guigui?

- Sim Sara, torradas. Não consegues mesmo estar parada?

- Temos que dividir as tarefas domésticas. - e sorriu-me.

Entre muitas brincadeiras e conversa tomámos o pequeno-almoço. Já passava das 10h quando me despedi deles para ir para o bar.

- Querida, podes ficar já com estas chaves para ti, são as minhas suplentes, mas eu depois mando fazer outras. Bom trabalho e bem-vinda cá a casa.

- Obrigada Guigui. Logo vamos tomar um cafezinho contigo.

- Fico à espera então. Até logo David. Até logo amor. - aproximei-me dele e beijei-o.

- Até logo princesa. Amo-te.

Peguei na mala e caminhei para o carro. Liguei-o e arranquei rumo ao bar. Pouco depois de chegar ao bar recebi uma chamada da Clara. Vinha num voo mais cedo e precisava que alguém a fosse buscar. Disse-lhe que não podia mas fiquei de falar com a Sara. Quando desliguei liguei logo para a Sara.

- Sim Guigui…?

- Olá miúda. Então, já me encheste a casa de tralhas ou quê?

- Ainda muito pouco… Passou-se alguma coisa?

- Não nada de especial. ‘Tás ao pé do Ruben?

- Sim, porquê?

- Então desvia-te que eu preciso de falar contigo.

- Já está querida. Diz…

- A Clara vai chegar num voo mais cedo e…

- O quê?! – interrompeu-me com um grito.

- Sarinha, acalma-te. É suposto ser surpresa e o Ruben não saber. Como eu estava a dizer, ela precisa que alguém a vá buscar. Eu não posso porque a Maria não está cá e o Ico tem o dia recheado de aulas, portanto disse-lhe que ias lá, pode ser?

- Claro que sim! A que horas é que ela chega?

- Por volta das 14h.

- Ok, então a essa hora estou à espera dela no aeroporto.

- Sarinha, mas nada de te desbroncares. O Ruben não pode desconfiar…

- Fica descansada, eu arranjo uma desculpa qualquer. Vá, beijinhos e até logo.

- Até logo querida, beijinhos.

O Ico tinha o dia preenchido de aulas e a Maria estava de folga, logo o bar estava por minha conta. Como era Sábado havia mais clientela que durante a semana. Começava a aproximar-se o mês de Outubro e com ele o frio, mas antes de as temperaturas descerem a pique, muita gente aproveitava os fins-de-semana para apanhar sol nas esplanadas. O dia estava a correr bem, o Ico terminava a última aula às 18h. Estava ansiosa pelo final do dia, as saudades do Javi já começavam a apertar e sabia que só o ía ver à noite, quando chegasse a casa dele. Depois do Ico terminar a última aula e tomar um duche foi ter comigo ao bar.

- Então miúda, isto esteve muito cheio?

- Esteve cheio de gente. Famílias com os putos todos atrás, sabes como é…

- Pois, parece que sei. Então e o namoradinho, ainda não apareceu?

- Não apareceu e nem deve aparecer. O treino só deve acabar daqui a pouco e não combinámos nada. Também comigo aqui não lhe vou dizer para vir cá ter, coitado.

- Tanta lamentação…

- Ah, é verdade Ico. Amanhã não venho trabalhar. Ainda me deves uma folga e amanhã há jogo e eu quero ir ver, ok?

- Amanhã? Mas amanhã é Domingo Guigui, isto deve estar outra vez cheio de gente…

- Ico, é que nem comeces. Se eu hoje consegui dar conta do recado a Maria também consegue amanhã. Ela é super competente e eu tenho plena confiança nela! – o Ico estava-me a tirar do sério.

- Hey, acalma aí a fera… Precisas de falar assim?

- Se é a única forma de perceberes o que te digo, então sim, é preciso falar assim.

- Fogo, vai lá ver o raio do jogo...

- Ico… - apercebi-me que tinha reagido de forma impulsiva e aproximei-me dele – Desculpa bebé, mas eu quero mesmo ir ver o jogo. Já o de Quarta-Feira era para ter ido ver e não fui. Eu sei q fui um bocadinho impulsiva, mas desculpa-me.

- A tua sorte é que és a minha melhor amiga, se não estavas bem tramada. – virou-se para mim e abraçou-me – Tão tolinha que és… Vamos lá trabalhar se queres folga amanhã.

- Ui, deves pensar que me impedias de a ter. – deitei-lhe a língua de fora e dei-lhe um beijo na cara antes de voltar ao trabalho.

Já passava das 19h quando vejo 3 figuras entrarem-me pelo bar. Não estava à espera deles por ali.

- Amor, que boa surpresa! – disse enquanto abraçava o Javi.

- Sabes como é, não consigo ficar muito tempo longe ti.

Como estava gente no bar tentei que passássemos um pouco despercebidos. Cumprimentei o Ruben e o David e ficámos um pouco na conversa. Eles informaram-me que a Clara e a Sara vinham ter connosco e perguntaram-me se ía com eles. Perguntei ao Ico se me dava duas horinhas de folga. Ele sorriu-me e assentiu. Passado cerca de meia hora chegou a Clara e Sara. A Maria ainda não tinha chegado, mas como o bar estava calmo saímos para ir jantar. Fomos a uma pizzaria perto do bar. Quando lá chegámos e depois de fazermos o pedido começámos a combinar as coisas para o dia seguinte.

- E então, amanhã vou mesmo ter a minha princesa no camarote? – perguntou o Javi enquanto me sorria.

- Vais sim, meu amor. Vou ficar lá a apoiar-te do início ao fim!

- Esses dois agora é só mel. Só espero que você não se aproveite para ficar enchendo o saco da minha menina!

- Opah, lá vai ele começar… Mas tu ‘tás-te a esquecer que a tua namorada agora é minha colega de casa? Se eu a quiser chatear é muito mais fácil fazê-lo em casa, assim não te aturo a ti.

- Vocês vão-se deixar disso? – perguntava a Clara.

- Desiste bebé. A Sara e o Javi já tentaram e não vale a pena. Parece que eles adoram estas picardias…

- Hey, nós estamos aqui, reparaste?! – perguntei eu e o David em simultâneo olhando para o Ruben.

- Eu não, vocês é que parece que não se sabem comportar como adultos.

- Mau Maria, queres ver que temos o caldo entornado…

- Guigui, deixa lá o mau feitio... Olhem, como é amanhã?

- Não sei. Eu vou dormir a casa do David, mas podemo-nos encontrar depois de eles irem para o estádio para fazermos qualquer coisa. Que tal uma ida às compras?

- Vocês e as compras… ‘Tou tramada. Clara, vais dormir em casa do Ruben ou lá em casa?

- Dormimos lá em casa, pode ser bebé? – disse enquanto olhava para o Ruben.

- Claro que sim. Respondeu-lhe ele.

- Ah, ok. Então durmo em tua casa, amor?

- Claro que sim princesa.

- Então e que tal se amanhã, em vez de estarem a levar os três carros para o estádio de manhã, fossem todos ter lá a casa, seguiam só num carro e nós depois íamos as três noutro? – sugeriu a Clara.

- Sim, pode ser. – acabou a Sara por dizer após a concordância de todos.

- Fica combinado. Então e contem-me lá o que se passou na minha ausência…

O resto do jantar decorreu entre muita brincadeira, risota e conversas. Contámos à Clara da surpresa que eu tinha feito ao Javi, da tristeza do Ruben nos últimos dias e até das minhas discussões com o David. Depois de jantar fomos até ao bar. Eles ainda foram até ao bar tomar um copo e depois seguiram para casa. O Javi deu-me uma cópia das chaves dele e fiquei de ir lá ter quando saísse. Como era noite de Sábado fiquei no bar até mais tarde. Acabei por sair de lá eram quase 2h. Fui directamente para casa do Javi. Quando entrei fui directamente para o quarto e encontrei-o deitado a dormir profundamente., Tirei uma camisola dele, fui à casa-de-banho e quando regressei ao quarto deitei-me cuidadosamente junto dele. A minha tentativa de não o acordar não funcionou.

- Só agora princesa? Que horas são? – disse ensonado.

- Sim bebé, o bar estava cheio… São quase 2.30h.

- Vem cá. – disse enquanto me puxava para junto de si e eu o abraçava.

- Dorme bem meu amor. – beijei-o suavemente e quando ía para me afastar senti-o puxar-me mais para si – Amor, precisas de descansar.

- Tenho o resto da noite para descansar.

- Amor…

- Tenho saudades tuas princesa. - enquanto falava, puxava-me para o seu colo e começava a beijar-me o pescoço.

- Amor... - ele continuava a beijar-me o pescoço e ía descendo até ao meu peito, deixando-me louca de desejo.

Começava a tornar-se cada vez mais difícil parar e deixei-me levar. As minhas mãos subiram ao longo do seu peito até ao seu rosto. Puxei-o para mim e beijei-o. Ele deu-me um longo beijo e voltou a descer até ao meu peito. Enquanto uma das minhas mãos se mantinha na sua nuca a outra começava a despir a única peça de roupa que ele tinha vestida. A sua mão subiu pela minha perna até ao meu tronco, despindo-me as únicas peças de roupa que se mantinham no meu corpo. Os nossos corpos ansiavam um pelo outro. As suas mãos acariciavam as minhas pernas e coxas, os seus lábios continuavam a beijar o meu peito e as minhas mãos, que envolviam as suas costas, puxavam-no mais para mim enquanto eu gemia baixinho. O suor começava a escorrer pelos nossos corpos o que me deixava cada vez mais excitada. As nossas mãos exploravam cada vez mais rápido o corpo um do outro, à medida que os nossos beijos se intensificavam. Acabámos por saciar o nosso desejo entre muitas declarações. Soltámo-nos a muito custo e deitámo-nos lado a lado.

- Assim esgotas-me num instante…

- Eu? Tu é que me tiras as forças. Amanhã, se o mister reclamar da minha forma física, faço queixa de ti.

- Então?! Daqui a nada o homem não me pode ver à frente. Quando vou aos treinos desconcentro-te, antes dos jogos deixo-te em má forma física. Se calhar é melhor voltares a ficar solteiro… - disse enquanto me preparava para me voltar para o outro lado da cama. Nesse momento ele puxou-me de novo para junto de si, enquanto os seus braços voltavam a envolver o meu corpo.

- Solteiro nunca mais meu amor. Contigo para sempre.

- Sempre é muito tempo…

- É o tempo que quero ficar contigo. Amo-te princesa. – disse olhando-me nos olhos.

- Também te amo meu amor. – sorri-lhe e enterrei o meu rosto no seu pescoço enquanto lhe dava leves beijos – Dorme bem.

- Tu também meu anjo. Amo-te.

Mantive o meu rosto no seu pescoço e acabámos por adormecer assim.

2 comentários:

  1. Olha lá eu sei que tenho fama de ser tarada, mas isto não se faz! Ás 2h30 da manhã??? Depois como é que os adeptos não andam descontentes! Dás cabo do rapaz a poucas horas do jogo

    É claro q dp ele n rende dentro das 4 linhas :P

    Mas pronto, tenho a dizer q adorei

    Continua

    Bjs

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  2. tou sem palavras...

    quero mais...

    posta mais hoje, por favor...

    continua...

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