quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Capítulo 52 - Depois da tempestade vem a bonança

(narrado pela Guigui)
 
- Princesa, tens que te acalmar. Já passou. - apesar de mo pedir eu sabia que nem ele conseguia estar calmo.

- Desculpa amor. Eu juro que estou a tentar, mas não consigo. Fiquei com tanto medo de te perder…

- Não digas disparates. Eu amo-te. A Elena já não faz da minha vida, não tens de ter medo.
 
- Mas então o que é que ela estava cá a fazer?! Porque é que ela veio cá Javi?
 
- Não sei, possivelmente para me chatear. Mas eu não quero perder tempo a pensar nela, eu amo-te e quero estar contigo. Tenho a certeza disso.
 
- Achas mesmo que ela nos vai deixar em paz assim tão facilmente? Não vai amor. Se ela veio para cá atrás de ti não vai desistir.
 
- Não penses nisso amor. Já te disse, a Elena é passado. Não te preocupes.
 
- Como é que podes afirmar tão convictamente que é passado se nem és capaz de me dizer o que se passou entre vocês? Bolas Javi, eu amo-te e confio plenamente em ti, mas tens que perceber que esta situação não é de todo fácil para mim. Por muito que eu acredite que quando te sentires preparado me vais explicar, não vejo esse dia chegar!
 
- É assim tão importante saber o que se passou?
 
- Sim, é muito importante. Preciso de saber contra quem estou a lutar, percebes?!
 
- Não, não percebo, porque tu não tens que lutar contra ninguém. Eu amo-te, já te disse. A Elena já não faz parte da minha vida. Mas se é assim tão importante saberes eu conto-te. - fez uma pausa e respirou fundo antes de prosseguir - No final da época passada eu regressei logo a casa, porque o meu avô estava internado já há uns dias e as previsões não eram as melhores. A Elena ficou cá, ainda tinha uns trabalhos pendentes e tinha combinado com umas amigas irem passar uma semana de férias ao Algarve antes de regressar a Espanha. Eu não me contrapus, como é lógico. Ela tinha passado o ano a trabalhar e mesmo assim tinha-me apoiado em grande parte dos jogos, mesmo os que eram fora. Eu não tinha qualquer moral para lhe pedir para voltar comigo ou para abdicar das férias dela e então segui directamente para Espanha. Quando lá cheguei apercebi-me da realidade do estado do meu avô e no final da segunda semana de lá estar ele acabou por falecer. - nesse momento segurei a sua mão, sabia que não estava a ser fácil para ele contar-me aquilo - Claro que a primeira pessoa para quem quis ligar foi para ela. Falei com ela e contei-lhe o que se tinha passado, ela já estava mais ao menos ao corrente da situação e não me pareceu ficar assim tão chocada. Perguntou-me se eu queria que ela voltasse mais cedo, uma vez que o funeral seria no dia seguinte. Como é lógico não seria eu que lhe ía pedir, disse-lhe que fizesse como quisesse e ela acabou por me dizer: "Amor, as minhas férias também já acabam daqui a três dias e eu precisava de descansar mais um pouco. Depois vou logo para aí.". Tenho que admitir que aquela resposta me deixou perplexo. Eu não conseguia compreender como é que a pessoa com quem eu achava que podia contar para o que quer que fosse tinha tido aquela atitude. Logo a seguir liguei para o Savi, tenho uma enorme amizade com ele, ele ainda estava em Portugal e disse que ía tratar do voo para apanhar o primeiro avião que conseguisse. Ao final do dia ele já lá estava e foi a pessoa que mais me apoiou na altura. Contei-lhe o que se tinha passado e pedi-lhe que não contasse nada à Romi, já sabia que ela ía dizer à Elena que eu não tinha gostado da atitude dela e eu queria que ela se apercebesse sozinha disso. Três dias depois ela regressou e teve uma atitude que parecia que nada se tinha passado. Apareceu super bem-disposta e não se limitou sequer a dar apoio aos meus pais. Chegou a dizer que umas amigas a tinham convidado para ir para Tenerife e dois dias depois partiu. Se eu já tinha achado a reacção anterior estranha, aquela achei completamente ridícula. No tempo que ela esteve de férias mal falámos e, duas semanas depois, ela regressou. Eu não estava a aguentar a situação e acabei tudo com ela. Disse-lhe que voltasse a Portugal e levasse tudo o que lhe pertencia de minha casa. Ela ainda tentou que eu voltasse atrás, mas não havia volta a dar. Ela acabou por vir buscar as coisas. Quando regressei a Portugal, em Julho, ela ainda foi lá a casa tentar convencer-me a voltar atrás com o que tinha decidido, mas eu não conseguia estar com ela e pensar que ela não tinha prescindido de coisas supérfulas para estar ao meu lado quando eu mais precisei. Entretanto não a vi mais... Até hoje.
 
Eu tinha-me mantido em silêncio enquanto ele falava. Estava estupefacta com aquela história. Estava à espera de qualquer coisa menos daquilo.
 
- Desculpa amor, eu não sabia... - disse puxando-o para mim
 
- Eu já devia ter-te contado, mas é difícil recordar tudo isto. Mas podes ter a certeza que eu te amo Guigui, não duvides disso.
 
- Eu sei amor. Amo-te preciosidade. - ficámos abraçados um pouco até que me lembrei que não tínhamos jantado - Amor, deves estar cheio de fome! Não comes nada desde o almoço.
 
- Sim, tenho alguma fome. Podemos mandar vir uma pizza ou assim...
 
- É que nem penses! Vou arranjar jantar. - disse enquanto me levantava. Ele seguiu-me e foi comigo até à cozinha. A única coisa que tínhamos em casa para desenrascar era carne. Fiz arroz e grelhei uns bifes enquanto ele punha a mesa. Jantámos e regressámos à sala depois de eu arrumar a cozinha. Pusemos um filme a dar, ele sentou-se num dos cantos do sofá e eu sentei-me entre as suas pernas. As suas mãos estavam colocadas sobre a minha barriga e eu entrelacei os meus dedos nos dele. Já sabia que aquela noite ía ser assim, carregada de silêncio.
 
- Amor, já arranjaste a mala?
 
- Que mala?
 
- Amor, a mala de viagem, ficaste de voltar amanhã, lembras-te?
 
- Ah, pois foi... Vou só na Segunda-Feira, não quero correr o risco de ter companhias indesejadas.
 
O que ele disse voltou a fazer-me recordar o que ela tinha dito. Ela concerteza sabia em que voo ele ía para casa. Eu confiava nele mas não me agradava a ideia de ela ir no mesmo voo que ele, o que me levou a não insistir com ele.
 
- Ok...
 
- Tens a certeza que não queres ir comigo?
 
- Não posso amor... Sabes que não tenho estado com os meus pais e o Natal é a festa da família. Além disso sabes que a minha família está no Porto e em Coimbra e os meus pais já combinaram de irmos passar a consoada a Coimbra e irmos dia 25 para o Porto.
 
- E quando voltas para baixo?
 
- Ainda não sei amor, ou dia 25 ou só 26, porquê?
 
- Hmm... Estava a pensar apanhar o avião para cá ainda dia 25. Assim ainda partilhávamos um bocadinho do dia de Natal...
 
- A sério?! - inevitavelmente um sorriso desenhou-se no meu rosto e voltei-me para ele. Ao ver o meu sorriso não se conteve e sorriu-me também - Estás a falar a sério?
 
- Claro princesa, também és parte da minha família... - antes de ele terminar o que estava a dizer os meus lábios colaram-se aos dele num beijo cheio de amor e felicidade.
 
- Não sabes como fico feliz por ouvir-te dizer isso. Então eu saio do Porto logo a seguir ao almoço. Dá perfeitamente tempo de estar com toda a gente e ainda chego cá a horas de preparar o nosso jantar de Natal.
 
- Tolinha! Empresta-me o teu computador então para eu marcar já os voos de ida e volta.
 
Levantei-me e fui buscar o portátil. Ele fez a marcação dos voos, e conseguiu um que chegava a Portugal dia 25 às 19h. Ficámos o resto da noite assim, abraçados a ver um filme. Quando o filme terminou fomo-nos deitar, o Javi estava super cansado do jogão que tinha feito e eu ainda tinha o assunto Elena a atormentar-me a cabeça. Deitámo-nos e eu fiquei a vê-lo adormecer. Na minha cabeça continuava o mesmo filme. Porque é que ela tinha vindo atrás dele agora? Será que a Romanella tinha alguma coisa a ver com isso? Como é que o Saviola não a tinha impedido?! Se calhar não sabia... Sim, só podia ser isso. O Saviola e o Javi eram super amigos desde os tempos do Real, ele nunca iria fazer uma coisa destas ao Javi. Fiquei imenso tempo a pensar em tudo aquilo sem conseguir dormir. A última vez que olhei para o relógio este marcava 4.17h. O cansaço finalmente venceu-me e adormeci sem dar conta.
 
Acordei no dia seguinte e olhei para o Javi que olhava perdido para o tecto, mantendo o seu braço a rodear o meu corpo.
 
- Bom dia amor. Já 'tás acordado há muito tempo?
 
- Bom dia princesa. Acordei há um bocado, mas fiquei aqui na ronha... Isso é que foi dormir... - só quando ele falou é que me apercebi que se calhar não era assim tão cedo. Olhei para o relógio que já marcava 12.36h.
 
- Desculpa... - disse algo envergonhada.
 
- Desculpo o quê? A tua preguiça? - disse enquanto me piscava o olho e me sorria. Pelo menos o ambiente já não estava tão pesado como na noite anterior.
 
- Pois, isso também...
 
- Vamos tomar uma banhoca e almoçar?
 
- Sim, vamos lá.
 
Tomámos um duche e vestimos uma roupa prática. 
 
O nosso namoro era já conhecido pela comunicação social, o que nos permitia sair à rua sem nos preocuparmos com fotógrafos, eles já se tinham deixado disso. Quando nos estávamos a dirigir ao carro do Javi passámos pela papelaria e vi aquilo que os meus olhos não queríam de todo ver naquele dia: "Elena Gomez, está de volta! Será que o namoro de Javi Garcia vai sobreviver a este regresso?". Fiquei estática a olhar para aquilo. Não bastava o título, vinha ainda uma foto do "reencontro" a acompanhar, uma foto que só podia ter sido tirada por alguém que estivesse naquela sala. Só havia 2 hipóteses: Romanella ou Inês. A raiva que tinha desaparecido depois da conversa com o Javi voltou. Os meus olhos voltaram a encher-se de lágrimas e o que ía acontecer a seguir era inevitável.

- Perdi a fome, vou voltar para casa. - disse enquanto me preparava para virar costas. O Javi ainda não se tinha apercebido da notícia que estava escarrapachada na primeira página do jornal.
 
- O que se passou amor? - não lhe consegui responder, limitei-me a apontar. Vi os seus olhos rodarem na direcção do jornal e também ele deixou transparecer a irritação que aquilo lhe provocou, no entanto voltou-se para mim e segurou o meu rosto com as duas mãos - Vamos almoçar princesa. Se nos escondermos só vamos dar razão para que falem mais e continuem a inventar mentiras. Se nos virem juntos pelo menos sabem que ela não nos incomoda.
 
- Mas ela incomoda-me Javi! Não percebes isso? Eu gostava muito que não, mas a verdade é que me incomoda!
 
- Eu sei amor, a mim também, não gosto de saber que ela anda por perto, mas nós amamo-nos e não é ela que nos vai separar. Vamos almoçar, por favor...
 
Enterrei o meu rosto no seu peito tentando acalmar-me e senti os seus braços envolverem-me enquanto a sua cabeça pousava sobre a minha. Ele sabia bem como me conseguia acalmar. Voltei a erguer a cabeça, limpei as lágrimas que se tinham apoderado de mim e olhei-o.
 
- Vamos almoçar amor.
 
- Esta é a minha princesa! - disse sorrindo, no entanto não percebi se me estava a dar coragem a mim ou a ele próprio.
 
Seguimos abraçados até ao carro e dirigimo-nos às Docas. Almoçámos num dos restaurantes de lá e depois de almoço ligámos ao resto do pessoal para saber se queríam ir tomar um café. Fomos até Belém, pois tínhamos ficado de nos encontrar lá com eles. O Roberto e a Marta foram os primeiros a chegar e trazíam a Belise com eles. Cumprimentámo-los e sentei-me com a Marta enquanto eles ficaram a falar na rua. Eu sabia que o Javi havia de estar a falar com o Roberto sobre o que se tinha passado na noite anterior. A Belise veio para o meu colo e estava entretida a brincar com o meu porta-chaves enquanto eu e a Marta conversávamos.
 
- Então Guigui, mais animada hoje?
 
- Tenho que estar querida... Mas não é fácil. Parece que isto é um pesadelo.
 
- Pois, eu percebo. Não quero imaginar se fosse comigo. Mas acho que a Elena já voltou hoje para Espanha, a Romi ligou-me há pouco e comentou comigo...
 
- Pelo menos isso, ao menos já não corro o risco de me cruzar com ela nem de o Javi viajar com ela.
 
- Sabes que eu sou muito vossa amiga, mas também sou amiga da Romi... Espero que não te chateies por isso.
 
- Martinha, nem te preocupes com isso, por amor de Deus. Tu tornaste-te uma grande amiga, não o posso negar, e como é lógico eu não quero que deixes de te dar com quem quer que seja. Eu não tenha nada contra a Romanella também, ela é que pelos vistos tem qualquer coisa contra mim.
 
- Eu digo-te o que é. Tu és melhor que nós, é por isso que ela não gosta de ti.
 
- O que é isso Marta? Eu não sou melhor que ninguém!
 
- Eu explico-te. Tu chegaste onde chegaste por ti, não por seres famosa ou ligada a esse mundo. Tu eras uma pessoa comum, tiraste um curso, trabalhas e conheceste uma pessoa que te ama. Nós sempre estivemos ligadas a este mundo, de alguma forma. Somos modelos, temos que admitir que as hipóteses do nosso mundo se cruzar com o deles eram bem maiores que as tuas. O mesmo acontece com a Clarinha e a Sara. Elas têm inveja, é o que é...
 
- Não digas disparates...
 
- Não é nenhum disparates querida, acredita. Com o tempo vais-te aperceber disso. E ao olhares à volta vais também vê-lo....
 
- Olá lindas! - diziam a Clara e a Sara aproximando-se.
 
- Boa tarde meninas. - cumprimentámo-las.
 
- Então e como estás Guigui? - perguntou-me a Sara.
 
- Mais animada... Desculpem lá, mas vocês já viram os jornais? - perguntei eu lembrando-me. A Clara e a Sara olharam-se com cara de caso - Podem responder, eu já vi.
 
- Sim linda, passei à pouco na papelaria e vi... Não podes ligar ao que os jornais dizem.
 
- O que é que têm os jornais? - perguntava a Marta sem perceber. Levantei-me e dirigi-me ao balcão para ir buscar o jornal. Peguei nele e regressei à mesa passando-o à Marta. Por muito que me custasse tinha que começar a aprender a lidar com aquelas imagens - Não acredito! Mas quem é que conseguiu tirar estas fotos? Não estava lá mais ninguém além de nós...
 
- Da Inês e da Romanella. - finalizou a Sara.Os rapazes entraram nesse momento e nós terminámos a conversa por ali.
 
Eu e a Marta levantámo-nos e cumprimentámos o David e o Ruben. Sentámo-nos todos juntos à conversa, que se prolongou até ao fim da tarde. Estivemos a falar sobre onde cada um de nós ía passar o Natal: David ía para o Brasil na Quarta-Feira, a Sara ficava pelo Barreiro com a família, o Ruben passava com a Bela e o Mauro na Costa da Caparica, a Clarinha ía para o Algarve passar com os pais, eu ía passar ao Porto e Coimbra, o Javi ía no dia seguinte para Mula passar com a família e o Roberto e a Marta íam para Madrid na Terça-Feira passar com a família também. Ao fim da tarde dirigimo-nos a nossa casa para nos arranjarmos, enquanto a Marta e o Roberto foram também a casa para se arranjarem e deixarem a Belise com a ama. Quando chegámos a casa os rapazes ficaram-se pela sala a jogar playstation enquanto nós nos fomos arranjar. Depois de tomar banho e ao entrar no quarto vi o Javi sentado na minha cama, sentado, como se estivesse à minha espera. Olhei para ele e ergui a sobrancelha:
 
- Que foi amor?
 
- Nada. - disse sorrindo-me enquanto se esticava para me alcançar. Facilitei e dei-lhe a mão que ele puxou imediatamente. Caí sobre a cama e os seus lábios alcançaram imediatamente os meus, ao mesmo que deitava o seu corpo sobre o meu.
 
- Amor... - tentava falar entre beijos - Tenho que me arranjar... Olha o jantar...
 
- Já vais. Não temos pressa... - aqueles beijos estavam-me a saber demasiado bem e não os quis interromper. Ficamos assim um bom bocado, só a namorar, precisávamos mesmo daquilo. A noite anterior tinha-nos feito ter saudades um do outro.
 
"Toc-toc"
 
Guigui? - ouvi a voz da Clara do outro lado e afastei o meu rosto do do Javi.
 
- Sim querida?
 
- Já estás pronta?
 
- Não, mas desço num instante.
 
Não é preciso teres pressa. Eu e o Ruben vamos andando. A Sara e o David estão lá em baixo à vossa espera.
 
- Ah... Ok. Até já então.
 
Até já.
 
- Posso-me arranjar agora, amor?
 
- Só se tiver mesmo de ser.
 
- Daqui a pouco vamo-nos atrasar...
 
- Achas que eles não querem namorar também? Além disso eu tenho que aproveitar já que amanhã já vou embora...
 
- És muito esperto tu! Mas amor, tenho mesmo que me arranjar...
 
- Pronto, pronto, vai lá... Mas logo ficas lá em casa, nem penses que me deixas sozinho.
 
- Só te deixo sozinho se não tiver outra hipótese amor... E mesmo assim não sei!
 
Acabei de me arranjar e descemos. 




A Sara e o David estavam na sala a namorar. Saímos os quatro de casa e seguimos até ao restaurante. Quando lá chegámos já la estava grande parte dos jogadores e respectivas mulheres ou namoradas. A Clara e o Ruben já tinham chegado e trazíam a Inês com eles. Fomos cumprimentando o pessoal até que chegámos perto do Saviola e da Romanella. Cumprimentei o Saviola e ía para cumprimentar a Romanella quando ela vira costas e vai à casa-de-banho. O Saviola apercebeu-se da situação e dirigiu-se a mim enquanto eu via o Javi dirigir-se para ao pé da casa-benho.
 
- Desculpa Guigui. Se ela soubesse da verdadeira história não tinha esta implicância contigo, mas o Javi não me deixou contar-lhe. Pode ser que o faça agora...
 
- Não tens que me pedir desculpa Savi. Tenho que aguentar, não é? Ninguém me disse que ía ser fácil namorar com o Javi, não sei porque é que pensei o contrário... - nesse momento vi a Romanella a sair da casa-de-banho e o Javi a ir ter com ela, dirigindo-se os dois depois para a rua.
 
- Anima-te! Não te quero ver assim e tenho a certeza que o Javi também não. Vamos até junto do pessoal enquanto eles não voltam. - disse ele também apercebendo-se da ida deles para o exterior.
 
Fomos até junto do pessoal e ficámos todos a conversar e brincar um pouco. O Saviola era impecável comigo e eu não conseguia compreender como é que era possível a Romanella ter aquela atitude comigo, sabendo que o namorado e o Javi eram super amigos. Pouco depois o Javi e a Romanella entraram e vi no rosto dele que a conversa não havia de ter corrido muito bem. Ele aproximou-se de mim e colocou a mão na minha cintura. Virei o meu rosto para ele e vi que o seu rosto tentava transmitir-me serenidade.
 
- Contaste-lhe?
 
- Não, nem vale a pena. Ela é teimosa, vai continuar a insistir em defender a Elena. Não 'tou para isto.
 
- Amor, eu não quero que se chateiem por minha causa... Já volto. - disse enquanto me virava. Ele não hesitou e segurou a minha mão puxando-me de novo para ele - Amor, deixa-me falar com ela...
 
- Para quê princesa? Ela não te vai ligar...
 
- Eu sei que confias em mim, deixa-me falar com ela se faz favor. Eu não lhe vou contar nada, só quero falar com ela.
 
- Amo-te. - disse enquanto me dava um leve beijo na testa.
 
- Eu também meu amor. Mais que tudo. - dei-lhe um leve beijo nos lábios e dirigi-me à Romanella que estava já junto ao Saviola - Desculpem interromper. Romanella, podemos falar?
 
- Não tenho nada para falar! - respondeu prontamente.
 
- Romanella, se faz favor. Eu preciso mesmo de falar contigo.
 
- Romi, fala com a Guigui se faz favor. Facilita, não queiras ser assim tão teimosa. - perante o pedido do Saviola ela acabou por ceder e seguimos as duas para o exterior.
 
- O que é que queres afinal?
 
- Eu sei que não vais facilitar e que não vais aceitar o meu namoro com o Javi, só te peço que penses na amizade que há entre o Javi e o Saviola. Eu não percebo o porquê dessa tua implicância comigo, mas já decidi que não vou insistir a tentar perceber. Não gostas de mim, estás no teu direito, acho é que não tens o direito de estragar a amizade deles. Acredita que se eu vir que o meu namoro com o Javi está a estragar a amizade deles me afasto, há-de me custar muito, mas pelo amor que sinto por ele faço-o.
 
- Que bonito! - disse ironicamente - Quase me deixas emocionada...
 
- Eu não vou continuar a tentar convercer-te de uma coisa que tu própria devias conseguir ver sozinha. Eles estiveram lá um para o outro quando precisaram, se achas que essa tua implicância comigo é mais importante, então força! Continua e vê no que dá. Só espero que nunca te venhas a arrepender da tua atitude.
 
- Já terminaste?
 
- Sim, já. - mal acabo de lhe responder ela dá meia volta e vai novamente para dentro para junto do Saviola. Vi ele perguntar-lhe qualquer coisa e fazer depois uma cara chateada. O Javi tinha-se apercebido que ela tinha voltado para dentro e veio ter comigo.
 
- Como correu? - perguntou enquanto se aproximava de mim.
 
- Mal. Tens razão, ela é teimosa como tudo.
 
- Esquece-a. Ela fica com a dela e nós com a nossa. Vamos para dentro que os comilões querem comer. - disse contendo um sorriso.
 
- Fazes parte desse grupo portanto... - disse olhando-o enquanto ríamos os dois.
 
Quando chegámos a maior parte do pessoal já estava sentado. Eu sentei-me entre a Marta e a Clara com o Javi à minha frente. O jantar correu bem, dentro do possível. A Romanella e a Inês limitaram-se a não dirigir a palavra  a mim, à Clara e à Sara, claro que de vez em quando lá vinha uma boca dirigida a uma de nós. Tentámos não ligar e eu vi o Javi por várias vezes lançar olhares de censura à Romanella. A Marta mantinha-se no meio, ora falava connosco, ora com elas. Notei que a Romanella a começava a pôr de parte em algumas conversas, o que me deixava um pouco trsite, pois não queria que a Marta ficasse prejudicada por nossa causa. Ela pareceu aperceber-se disso, no entanto não deu grande importância. No final do jantar e depois do Javi beber uns copos a mais, decidimos ir para casa.
 
- Sim, já. - mal acabo de lhe responder ela dá meia volta e vai novamente para dentro para junto do Saviola. Vi ele perguntar-lhe qualquer coisa e fazer depois uma cara chateada. O Javi tinha-se apercebido que ela tinha voltado para dentro e veio ter comigo.

- Como correu? - perguntou enquanto se aproximava de mim.

- Mal. Tens razão, ela é teimosa como tudo.

- Esquece-a. Ela fica com a dela e nós com a nossa. Vamos para dentro que os comilões querem comer. - disse contendo um sorriso.

- Fazes parte desse grupo portanto... - disse olhando-o enquanto ríamos os dois.
Quando chegámos a maior parte do pessoal já estava sentado. Eu sentei-me entre a Marta e a Clara com o Javi à minha frente. O jantar correu bem, dentro do possível. A Romanella e a Inês limitaram-se a não dirigir a palavra  a mim, à Clara e à Sara, claro que de vez em quando lá vinha uma boca dirigida a uma de nós. Tentámos não ligar e eu vi o Javi por várias vezes lançar olhares de censura à Romanella. A Marta mantinha-se no meio, ora falava connosco, ora com elas. Notei que a Romanella a começava a pôr de parte em algumas conversas, o que me deixava um pouco trsite, pois não queria que a Marta ficasse prejudicada por nossa causa. Ela pareceu aperceber-se disso, no entanto não deu grande importância. No final do jantar e depois do Javi beber uns copos a mais, decidimos ir para casa. Como o Javi tinha bebido um pouco de mais eu levei o carro e o caminho de regresso a casa foi feito entre muita risota.
 
- Margarida, te amo!
 
- Amor!
 
- Que foi?
 
- Olha lá bem para ti... 'Tou a ver que tenho de ter cuidado contigo. Tu és bom para jogar futebol, agora no que toca à bebida és um fraquinho...
 
- Hey! Então?!
 
- Então o quê? É verdade...
 
- Queres que te lembre do estado em que estavas no dia antes de começarmos a namorar?
 
- Até parece que estava muito mal...
 
- É melhor não te relembrar se não ficas decepcionada contigo própria...
 
- Amor!
 
- Amor o quê? É verdade!
 
- Se calhar foi por isso que aceitei o pedido de namoro... Ainda estava bêbeda!
 
- Agora começo a ficar ofendido! - disse enquanto fazia uma cara de amuado.
 
- 'Tou a brincar amor... Naõ foi por isso que aceitei. - vi-o virar-se para mim já sem a cara de amuado - Foi pela originalidade do pedido. - desmanchei-me a rir enquanto ele fazia aquele sorriso que eu sabia que trazia água no bico.
 
- Agradece por estares a conduzir Maria Margarida, porque quando saíres desse lugar estás bem tramada.
 
- Ui, deve ser isso...
 
- Depois não te queixes.
 
Fomos o resto do caminho a conversar. Quando chegámos a casa dele pus o carro na garagem e, quando entrámos no elevador, ele aproximou-se de mim e começou a beijar-me. Eu estava a deixar-me levar e saltei para o seu colo, colocando as minhas pernas em volta do seu tronco, quando sinto as suas mãos subirem pelas minhas costelas e me começa a fazer cócegas. O riso que soltei foi incontrolável. Ele ria-se comigo e eu contorcia-me de cócegas enquanto o ouvia sussurrar-me:
 
- Eu disse-te que estavas bem tramada.
 
- Que vingativo que tu és Francisco Javier! - dizia eu entre gargalhadas. Nesse momento o elevador abriu-se e eu mantinha-me no seu colo, tentando encolher-me. Continuávamos a rir que nem uns perdidos quando ouvimos alguém a tossir. A minha reacção foi enterrar o meu rosto no pescoço do Javi enquanto ele olhava à volta.

6 comentários:

  1. só tenho uma palavra AMEI

    CONTINUEM

    bjs

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  2. ahahah bem apanhados (a)
    Aquele grupinho de 3 que está ali, chiça.. Que "grandes" amigas -.-"
    Quero mais, beijinhos!

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  3. lindo...

    quem será que tossiu...

    quero mais...

    continua...

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  4. Bem que capitulo :)

    Adorei!

    Quero mais!

    Beijinhos :)

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  5. Não me digas que a Elena teve a lata de ir ao apartamento do Javi???

    Estou super curiosa...
    Continua

    BJS

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  6. Estou tãoo curiosa!

    Quem será que os apanhou?

    Continua please :D

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