Quando chego à sala vejo que a nossa visita matinal era a Inês, que nem me falou. O Ruben virou-se para ela e disse-lhe que ela não tinha nada a ver com as decisões dele e que não admitia que ela se metesse na vida dele. Se ela quisesse falar a bem, que lhe ligasse e combinavam. Agora ele estava comigo e pediu-lhe para ir embora. Assim foi, ela deu-lhe um beijo na bochecha e saiu, mais uma vez não me cumprimentou. Era incrível, ela já nem se dava ao trabalho de disfarçar.
- Pequeno-almoço? – perguntou-me.
- Sim. – respondi-lhe ainda meio desnorteada com o que tinha acabado de acontecer – O que se passou? Chatearam-se?
- Não lhe ligues, depois passa-lhe. Nós não conseguimos ficar chateados por muito tempo. Somos inseparáveis…
Aquela conversa pareceu-me um pouco estranha, primeiro a discussão e depois o Ruben a afirmar que eles eram inseparáveis. Tudo aquilo me tinha feito uma certa confusão. Resolvi mais uma vez deixar passar, se ele não queria falar talvez fosse melhor não insistir. Não me queria meter no meio de assuntos com os quais não ia saber lidar.
- Amor?
- Sim?
- Logo temos jantar com o pessoal, vens comigo certo?
- Mas é já hoje? Pensei que tinham combinado para amanhã.
- Sim, era para ser só amanhã, mas como tiveram que marcar as viagens e alguns só tinham voo amanhã ou na quarta-feira, resolvemos marcar para hoje.
- Está bem, é a que horas?
- Às 19.30h temos que estar no restaurante.
- Ok. Queres-me pronta a que horas? Às 19h dá?
- Não princesa, tem que ser mais cedo, porque depois tenho que ir buscar a Inês.
- A Inês?
- Sim, ela costumava ir comigo, conhece o pessoal todo, por isso disse-lhe para ir. – Outra vez a Inês, mas será que ultimamente para todo o lado que íamos ela tinha que ir atrás? – Mas se preferires eu digo-lhe que a vou buscar mais cedo e depois vou-te buscar a ti?
- Não, vais ter comigo e depois vamos buscá-la.
O resto da manhã foi passada em casa dele, arrumámos as coisas do dia anterior e depois do almoço a Sara e o David aparecerem lá em casa, tinham combinado ir beber café com a Guigui, a Marta, o Roberto e o Javi. Seguimos todos em direcção a Belém. Pelo caminho a Sara mostrou-me o jornal com a notícia do Javi, achei inacreditável alguém tão próximo de nós ter tirado uma foto daquelas. Ainda mais inacreditável porque tinham dado a conhecer aquela foto, mas nunca tinham dado a conhecer nada que tivesse a ver comigo e com o Ruben. A comunicação social desconfiava que eu fosse a namorada dele, até já tinham saído várias notícias com fotos nossas, mas nunca tínhamos assumido nada. E das fotos que saíam nunca houve nenhuma tirada no Estádio da Luz. Achei estranho, quem poderia ter interesse em dar a conhecer o encontro inesperado da noite anterior e nunca ter arranjado fotos de mim com o Ruben, em momentos mais privados. A única pessoa que me veio a cabeça foi a Inês, tinha que ter sido ela, era a única a querer divulgar aquela notícia e não a outra.
Quando chegámos ao pé deles a Guigui já estava mais bem-disposta, via-se que o Javi tinha conseguido mandar embora aquela tristeza. Passámos uma tarde bastante agradável. A Marta tinha levado a Belise, que passou a tarde ao meu colo. Por diversas vezes se meteram comigo por estar tão entretida com a pequena Belise.
- Clarinha cê leva jeito com a garotada mesmo. Até com bebé… - dizia o David.
- Verdade, a Belise com ela até fica mais calma. Ao tempo que está aqui parada, até estou admirado como ela ainda não fez birra. – comentava o Roberto.
- Então havias de a ver no estádio, acho que a Clara deixou de dar atenção ao Ruben durante o jogo. Agora está sempre na brincadeira com ela. – continuava a Marta.
- Vocês são uns exagerados, não vêm que as crianças compreendem-se umas às outras. Por isso é que elas se dão tão bem. E também agradeço a Clara ter a Belise durante o jogo, porque senão voltava ao antigamente, em que estava sempre a elogiar aqui o menino. “Ai o Ruben rematou tão bem.”, “Grande passe que o Ruben fez.”, “O Ruben já merecia o golo.”… - completava a Guigui.
- Caraca, devia ser muito chato mesmo estar sempre ouvindo mentira… - gozava o David, ao mesmo tempo que o Ruben lhe dá um cotovelada.
- Bolas! Vocês são péssimos, mas porque é que a implicância é sempre para o meu lado?! Fogo, se falo é porque falo, se estou calada e no meu canto, têm que chatear… - fiz uma pausa e olhei para a Belise que se ria para mim – Já viste pequenina, eles não me dão descanso… Só tu é que és fofinha para mim não é Bê? – dei-lhe um beijinho e ela retribuiu com uma gargalhada. Escusado será dizer que todos soltaram também uma gargalhada.
- Amor deixa-os falar, eles queriam era ter tanto jeito com bebés como tu tens. – dizia o Ruben, que no fim de falar me deu um beijo na cara.
- Estou vendo que o casalzinho aí não vai demora para me dar sobrinhos…
- Mas tu bebes-te o quê? Café não foi de certeza. Vê lá se deixas de dizer disparates. – virei-me para a Sara e continuei - Oh Sara, vê lá se tratas de dar trabalho ai à Choné, ele diz que quer sobrinhos, mas enquanto não os tem, arranja-lhe um puto que assim tem menos tempo para chatear.
- Livra-me disso… O meu curso está em primeiro lugar…
- Já disse para você amor, eu quero a casa cheia. Mas enquanto cê não termina faculdade eu não me importo de ir treinando.
Desatamos todos a rir, desta vez foi a Sara que ficou envergonhada. – A culpa é tua Clara, vens-lhe dar ideias e depois quem o atura sou eu.
Pouco tempo depois resolvemos ir embora, quando chegámos a casa eu fui a primeira a ficar pronta. Saí com o Ruben para irmos buscar a Inês.
Quando chegámos o clima estava tenso, via a Guigui e a Sara de um lado, e a Romanela de outro, esta logo que vê a Inês faz-lhe sinal, para se juntar a ela. O jantar não teve o melhor início, mas com o avançar da hora e algum álcool à mistura foi melhorando. O restaurante estava por nossa conta e a certa altura ligam a música. Os rapazes que já estavam todos um pouco tocados, levantam-se e dirigem-se às meninas, o David e o Felipe Menezes foram os primeiros, seguindo-se o Javi, Roberto, Jara, Salvio,… , o Ruben foi o último. Mas ele não conseguiu chegar perto de mim, pois a Inês levantou-se e puxou-o, perguntando-me se eu não me importava que ela me roubasse o namorado por um bocadinho. Como é óbvio, a parva da Clara fez um sorriso e respondeu que ela estava à vontade. Eles lá foram dançar com o resto do grupo e eu fiquei a ver. Aquela miúda estava a tirar-me do serio, eu não lhe queria dar importância, no entanto sabia que amizade é um assunto complicado e não tinha noção de qual seria a reacção do Ruben se eu tocasse nele. Mas tornava-se cada vez mais difícil tolerar tudo aquilo. Fui até à esplanada do restaurante e olhei para o céu, estava estrelado, tal como na noite em que ele me pediu namoro, abri um leve sorriso e lembrei mais uma vez o que sentia. Era esse o meu remédio, quando batia a teimosa da insegurança. Fechei os olhos foi como se de repente sentisse os seus lábios colados ao meus, deixei-me levar na imaginação, eu beijava-o com amor, desejo. Era como se ele ali estivesse naquele momento. Abri os olhos.
- Como sabias que eu estava aqui? – perguntou-me intrigado.
- Amor eu já te sinto à distancia… - brinquei e ele riu-se – Podes não acreditar, mas no momento em que fechei os olhos pensava que estava a imaginar o teu beijo. Surpreendeste-me quando abri os olhos e vi que não estava a sonhar acordada…
- Parvinha… Sabes que te amo?
- É a minha única certeza… Eu também te amo.
- Quando vais para baixo?
- Terça-feira.
- Tão cedo? Não queres ir só na quinta? Assim aproveitávamos mais um bocadinho juntos. Eu estou de férias…
- Não sei bebe, tenho medo de apanhar muito trânsito para baixo. Mas também posso ir na quarta, ainda vou bem a tempo.
- Ainda bem. Vou morrer de saudades tuas!!
- Não sejas exagerado, eu volto depressa…
Abraçou-me e ficamos por momentos em silencio…
- Ruben?? – aparecia a Inês a chamá-lo.
- Diz?
- Não queres ir indo, eles já estão a ir embora, não ficamos cá a fazer nada.
Apeteceu-me dizer-lhe: “Se se estão a ir embora podias apanhar boleia com eles, assim escusavas de chatear!”, optei por ficar calada. Fomos buscar as nossas coisas e seguimos para o carro, ele pediu-me para o levar, pois não estava em condições de conduzir. Deixámos a Inês em casa e seguimos para a dele.
- Amor, as chaves? – perguntei-lhe parada à porta da sua casa, enquanto o menino me agarrava e beijava. – Ruben? – ele não respondia, meti a mão no bolso das calças dele e tirei-a. Abri a porta e entrámos.
- Ruben pára… - pedia-lhe tentando afastar o meu corpo do dele. – Bebé…
- Shiuu… não digas nada, só que me amas… - pediu-me.
- Eu amo-te tonto, mas isso tu já sabes.
- Então anda cá princesa, estou louco para que sejas minha… - acabou de falar e dirigiu os seus lábios para os meus, beijou-me com fulgor e paixão. Por diversas vezes ouvio-o dizer-me ao ouvido “Amo-te”, “És a mulher da minha vida”.
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Acordei no dia seguinte sozinha na cama dele, tinha apenas o lençol em cima do meu corpo, o que me lembrou de imediato a noite anterior. Abri um sorriso e ouvi-o falar:
- Acordas-te bem-disposta princesa. – disse quando entrava no quarto, com um tabuleiro nas mãos, cheio de coisas, torradas, leite, sumo, fruta…
- Claro que sim. Depois de ter adormecido tão bem acompanhada… Porque não me chamaste? Eu ajudava-te a preparar o pequeno-almoço.
- Pois e assim tirava a piada à surpresa. Ainda por cima estavas tão sossegadinha ai a dormir. – disse ao mesmo tempo que se sentava na cama e pousava o tabuleiro.
- Sabes uma coisa?
- Diz…
- Adorei acordar aqui, para ser perfeito só faltava que estivesses ao meu lado…
- Eu é que adoro ver-te na minha cama, e fica ainda melhor quando te vejo assim, com apenas o lençol sobre ti… Dá uma vontade de tirá-lo… - fez aquele sorriso com o qual eu me derretia e após tirar o tabuleiro de cima da cama avançou na minha direcção.
- Amor nem penses!
- Importas-te de não estragar o momento? – perguntou-me quando já estava em cima de mim – eu já estou a imaginar…
- Sim, então fica-te pela imaginação. Deixa-me lá acabar de comer. – disse ao mesmo tempo que me tento levantar.
- Nem penses que vais sair daqui.
As suas mãos percorriam o meu corpo, eu já estava sem roupa, logo ele não teve qualquer trabalho a tirá-la. Em vez disso apressou-se a tirar a dele, o lençol já se encontrava sobre nós os dois e ele super cuidadoso amou cada parte do meu corpo. As suas mãos divagavam pelas minhas costas, enquanto a sua boca saltitava entre a minha boca, o meu pescoço e o meu tronco. Sentia-me tão desejada que um friozinho percorria-me a espinha, cada toque seu aumentava a minha excitação. Depois de um beijo doce, olhou-me nos olhos e senti-o entrar em mim. Cada momento destes era especial, antes de sermos um só, ele fazia questão de me olhar e dizer que me amava. Este acto só me fazia apaixonar ainda mais, aquele homem tinha entrado na minha vida e tinha-a virado de pernas para o ar. Eu entregava-me a ele com a maior naturalidade, como se fosse algo que estava destinado acontecer. Depois de longos momentos de amor intenso, sinto o Ruben acelerar o movimento, sabia que ele estava quase a atingir o prazer máximo. Cada movimento era rápido e intenso e em poucos minutos gememos os dois numa sintonia perfeita. Tínhamos ambos atingido o fim que tanto desejámos, entregámo-nos ao cansaço e adormecemos
Acordei, mas desta vez estava nos seus braços. Ele ainda dormia e eu não o quis acordar, deixei-me ficar com a cabeça sobre o seu peito e adormeci novamente. Quando finalmente acordámos, tomámos um longo banho e arranjámo-nos. Almoçámos com a Sara e o David e passámos a tarde nas compras. Os rapazes precisavam da nossa ajuda para comprar alguns presentes.

adorei...
ResponderEliminarquero mais...
continua...
GOstO muiitO, mas tu iissO ja' sabes!! =DD
ResponderEliminarContiinua...
BjnhOo
Adorei, amei, gostei, quero mais... são palavras que tu tão bem j+a conheces, mas que ainda assim não consigo deixar de escreve-las aqui sempre que leio algum capitulo vosso!!
ResponderEliminarContinuem...
Adoro mesmo a história, mas adoro ainda mais as pessoas que a escrevem!!
Beijocas
Está Lindo este capítulo !!
ResponderEliminarFico á espera do próximo.
Bjokas e continua...
Tatty
Olá meninas conheci a vossa fanfic atraves da minha melhor amiga mas como tinha muitos capítulos para ler resolvi deixar essa tarefa para as férias (assim estaria mais atenta a tudoo!). Bem digamos que quando comecei a ler não consegui parar mais e li tudo de uma vez só e fiquei completamente rendida!!! É realmente fantástico o que escrevem e espero que continuem porque estou a gostar muito (^.^)
ResponderEliminarParabéns e Feliz Ano de 2011 =D
Beijinho *
Se poderem passem pelo meu blog e deixem também a vossa opinião http://in-the-end3.blogspot.com Obrigada!