terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Capítulo 68 - Problemas atrás de problemas



(Narrado pelo Ruben)

Ela entrou de cara fechada. Algo a incomodava e não percebi o que era, talvez a confirmação da gravidez a tivesse deixado insegura novamente. Decidi que iria fazer o pedido, provavelmente já a ia deixar mais bem-disposta e segura. Queria dar-lhe mais uma prova em como estava com ela e não ia abandonar o barco nesta altura. Quando me aproximei ela nem me deixou falar, fiquei confuso e ia para falar novamente mas ela pediu-me para não insistir e dirigiu-se para o quarto.

- Clara? Fala comigo! – pedi-lhe quando ela já ia a meio das escadas.

- Ruben, por favor…

- Não Clara, pedi para me ligares quando acabasse a consulta e não o fizeste. Demoraste este tempo todo para chegar a casa e eu compreendi. Eu também tenho o direito de saber como está o bebé. Fala comigo, por favor…


(Narrado pela Clara)

Ele tinha razão, mas ia custar-me tanto… Desci as escadas e sentei-me no sofá sem pronunciar uma única palavra.

- Desculpa, tens razão.

- Amor, eu estou e vou ficar aqui, por isso… - vi-o retirar mais uma vez a caixa do bolso.

- Não Ruben… - pedi-lhe.

- Clara? Eu amo-te e quero…

- Não Ruben, eu não estou grávida, não precisas de casar comigo.

- O quê?

- É isso mesmo, foi um falso positivo. Nas análises que fiz mostra bem que não estou grávida.

- Mas e os enjoos, os vómitos…?

- São os valores das análises que estão muitos altos. Eu vou para cima, quero dormir.

- Clara?

- Ruben, por favor, deixa-me… - deixei-os na sala e corri para o quarto. Deitei-me na cama e as lágrimas corriam cara a baixo. Se por um lado era verdade que não estava preparada para ser mãe, por outro já me tinha habituado à ideia e depois aquela caixa… Ele ia-me pedir em casamento e eu não deixei. Parecia que estava a sonhar, adoraria aceitar aquele pedido mas não seria correcto fazê-lo. Ele não se podia comprometer dessa maneira, não quando já não havia razão para o fazer. Chorei, chorei e chorei... Era estúpido, eu devia estar contente, mas não sei porquê a única vontade que tive foi de chorar. Adormeci sem dar conta…


(Narrado pela Sara)

Todos assistimos àquela conversa, estavam ambos destroçados e nós sem poder dizer nada. A Clara subiu a correr, reparei que tentou conter as lágrimas, embora fosse um alívio para ela não estar grávida sabia que já estava habituada à ideia e que foi um choque aquela notícia. O David foi ter com o Ruben que estava no sofá completamente rendido ao momento que tinha acabado de acontecer.  

- Se acalma mano, também cês ainda são muitos novos e não planearam nada não.

- David, ela nem me deixou ficar perto dela.

- Pô Ruben, ela quer ficar sozinha, embora ela não quisesse o bebé ela já estava habituada com a ideia. Deixa ela pensar mano, amanhã cê fala com ela.

- Eu ia pedi-la em casamento, ela não deixou, ela não quer ficar comigo…

- Deixa de dizer bobagem cara, aquela garota é louca por você, só está um pouco confusa. Vamo, eu te deixo em casa, cê precisa descansar…

- Calminha, vocês não vão a sítio nenhum. Eu estive a fazer o jantar e nós vamos jantar. A Clara precisa de tempo, precisa de ficar sozinha. Mas tu ficas aqui connosco Ruben… - dizia a Guigui.

- Sim, eu concordo com ela. Daqui a nada eu vou ver como está a Clara, mas tu vais comer connosco. – insisti eu.

Assim foi, o Ruben não ripostou, nem para isso ele tinha disposição. Jantámos e pouco depois eu fui ver da Clara. Ela estava deitada com a roupa que tinha usado durante o dia. O rosto dela transparecia tristeza, tinha estado a chorar pois notava-se na maquilhagem esborratada. Custou-me tanto ver a minha amiga assim… Optei por não a acordar, mais tarde voltava lá para a mandar vestir o pijama.

- Como é que ela está? – perguntou o Ruben.

- Está a dormir, achei melhor deixá-la descansar…

Ele não disse mais nada, baixou simplesmente o olhar. Eles foram embora pouco depois.

(Narrado pela Clara)

- Clarinha? Acorda Clara...

- Sim?... – respondi ensonada

- Amiga, trouxe-te um copo de leite para beberes e uma torrada. Tens que comer alguma coisa.

- Sara, não me apetece… Que horas são? O Ruben?

- Já é tarde, o Ruben já foi embora com o David.

- Nem me quis ver? Eu perdi-o Sara…

- Shiu, não digas asneiras. Ele ficou um pouco triste com a notícia, o que é normal, mas não o perdeste amiga. Ele ama-te Clara e tu sabes o que ele ia fazer…

- Sim, mas eu não podia. Ele só o ia fazer porque pensava que eu estava grávida, eu não vou estragar a vida dele Sara.

- Estragar? Tu estás-te a passar! Não imaginas como ele vinha entusiasmado com o anel. É tão lindo amiga, ele conhece-te tão bem…

- Vá, pára com isso. Ainda somos muito novos para casar e como afinal não estou grávida não temos razão para o fazer. Agora vai-te lá deitar para eu ir dormir também.

- Sim, desconversa… Vá, até amanhã amiga.

Ela saiu e eu vesti o pijama para dormir, fui lavar os dentes, tirar a maquilhagem que já estava bastante borrada e deitei-me. Lembrei-me do Ruben e por isso mesmo resolvi mandar-lhe uma mensagem.

“Desculpa! Não tenho palavras para desculpar a minha atitude, sei que fui parva e egoísta, mas é esta parva e egoísta que está aqui a mandar-te mensagem e a dizer que te ama. Amo-te e és o homem da minha vida, de manhã acordei ao teu lado e sem dúvida que foi a melhor parte do meu dia.
Desculpa ter-te magoado… Amo-te, até amanhã…”

Depois de a enviar adormeci. Já passava das 8.30h quando saí de casa, dirigi-me para a empresa e quando lá cheguei fui logo falar com o Tiago. Na reunião de Quarta-Feira o Tiago tinha sugerido que eu estivesse à frente de um novo projecto da empresa. Como eu desconfiava da gravidez recusei, no entanto com esta minha nova condição já poderia aceitá-lo. Assim foi, falei com ele e fiquei com o projecto. Comecei a trabalhar de imediato nele, era algo que me ia roubar muito tempo e me ia dar muito trabalho, mas também ia gostar bastante de o fazer. A manhã passou e eu por várias fezes tentei ligar ao Ruben, não tendo sucesso em nenhuma das tentativas. Durante o almoço liguei novamente mas mais uma vez sem sucesso. A tarde passou também e o facto de não falar com ele já me estava a tirar do sério, pelo que resolvi ligar ao David.

- Oi Clarinha, está tudo bem com você?

- Estaria se eu conseguisse falar com o Ruben. Tu estás com ele?

- Não Clara, a Inês veio assistir ao treino e eles saíram juntos. Mas eu vou tentar ligar para ele e já falo de novo com você. Combinado?

- Sim, obrigado.

- Não tem que agradecer.

Outra vez a Inês! Mas será que aquela miúda não ia mesmo sair da minha vida? Bolas… Estava eu nos meus dilemas quando o telemóvel toca.

- David?

- Clara, eu já falei com ele, eles estão em casa dele, cê já deve conseguir falar com ele.

- Ele não atendeu de propósito, não foi David?

- Não, ele não ouviu o celular. Liga para ele agora. Beijo.

- Obrigado, beijinhos.

Era óbvio que ele não atendeu os meus telefonemas de propósito, só um cego não viria que ele me estava a ignorar. Decidi ligar novamente.

- Estou?

- Amor, tentei falar contigo o dia todo.

- Não vi as chamadas.

- E a mensagem que mandei ontem, também não viste?

- Vi, mas esqueci-me de responder.

- Precisamos de falar Ruben…

- Sim, mas eu agora não posso.

- Posso passar em tua casa quando sair aqui do trabalho?

- Se fazes assim tanta questão.

- Faço sim, precisamos mesmo de resolver isto. Amo-te, até logo.

- Até logo.

A forma seca como ele me respondeu gerou em mim uma enorme tristeza. Ele estava realmente chateado comigo… Saí do trabalho já depois das 19h, tinha estado com a cabeça enfiada no projecto e nem dei pelo tempo passar. Era isso que acontecia quando eu tinha que me abstrair de algum assunto, o escape era o trabalho. Cheguei a casa do Ruben e depois de me abrir a porta subi, a porta do apartamento estava encostada. Quando entrei estava o Ruben no sofá na brincadeira com a Inês. Ela estava super à vontade, sem sapatos e com uma camisola dele. Como é óbvio não gostei do que vi.

- Olá. – disse interrompendo o momento de brincadeira dos dois.

- Olá Clara. – disse ela com um olhar triunfante.

O Ruben não respondeu.

- Não sabia que estavas cá Inês, pelos vistos a hora não foi boa.

- Não, a hora realmente não foi boa, lembras-te que combinaste comigo que vinhas cá ter depois do trabalho? Já viste as horas?

- Eu saí agora do trabalho Ruben, eu sei que devia ter saído mais cedo, mas agora tenho um projecto novo e perdi a noção das horas.

- Pois, pelos vistos a nossa conversa podia esperar. Se pôde esperar até agora, também pode esperar até amanhã. Eu agora estou com a Inês, amanhã falamos Clara.

Aquelas palavras caíram como bombas na minha cabeça. Ele preferia estar com a Inês a resolver as coisas comigo?

- Ok, quando quiseres falar liga-me. Eu não fiz por mal, como te disse perdi a noção das horas, mas tu é que sabes.

Nem lhe dei tempo para responder, saí novamente pela porta e corri até ao carro. Aquela angústia de não ter falado com ele e de saber que a culpa era minha tomou conta de mim. Conduzi e quando dei por mim estava junto à praia, uma praia onde costumava ir em criança, a praia do Meco. Não sei ao certo quanto tempo lá estive, sei que tinha deixado o telemóvel no carro porque não queria ser incomodada. Durante aquele tempo revivi diversos momentos da minha vida: as brincadeiras com a Guigui e os nossos irmãos naquela mesma praia, a minha mudança para o Algarve com os meus pais, o meu regresso a Lisboa para ir para a faculdade, o Marco e o seu acidente e a melhor parte da minha vida: o Ruben… Lembrei-me das suas surpresas e das vezes que tinha corrido atrás de mim, das vezes que me disse “ Amo-te” e de como eu sabia que era sincero. Revivi o momento em que tive conhecimento que o teste de gravidez estava positivo e senti novamente o seu abraço forte. Ele tinha tanta razão para estar chateado, eu tinha sido tão egoísta… Num impulso levantei-me da areia e corri para o carro, não sei que velocidade levava, mas sei que não demorei muito a chegar a casa do Ruben. Toquei à campainha sem sucesso, ele não abria. A certa altura vinha uma vizinha dele a entrar que me conheceu e me deixou entrar no prédio, quando cheguei à porta do apartamento toquei novamente. Ele não devia mesmo estar em casa, por isso sentei-me de costas para a porta e esperei por ele.


(Narrado pelo Ruben)

Depois da Clara sair pedi à Inês para ir embora também. Se por um lado me tinha dado gozo ver os ciúmes da Clara, por outro tinha-me partido o coração ver o que sofreu com a situação. A consciência pesou-me, tinha-lhe prometido que não a ia fazer sofrer e não o tinha cumprido. Embora estivesse chateado com ela, queria ter resolvido a situação, não era justo para nenhum dos dois estarmos chateados. Por isso mesmo apressei-me a pegar na chave do carro e fui até casa dela. Quem me abriu a porta foi o David que estava lá com a Sara.

- E aí mano, cê falou com a Clara?

- Não puto, armei-me em parvo e ela foi embora. Ela está lá em cima?

- Não. Amor, a Clara ainda não chegou pois não? – perguntava o David à Sara.

- Não amor. Oi Ruben, não estiveste com a Clara?

- Ela esteve à bocado lá em casa, mas eu mandei-a embora.

- Mas mandaste-a embora porquê? – perguntou a Sara.

- Olha, porque fui estúpido, a Inês estava comigo e começou a encher-me a cabeça.

- A Inês? Outra vez a Inês?! Vocês são mesmo parvos! Já este é a mesma coisa. Quando há uma chatice entre nós a razão é sempre a mesma. Ruben, tu não entendes que a Inês não gosta da Clara? E como é óbvio a Clara não é parva e já percebeu isso… Agora onde é que a Clara se meteu?!

- Deve estar no lar, é sempre para lá que ela vai…

- Vou-lhe ligar.

Ela ligou-lhe mas a Clara não atendeu. Aguardámos algum tempo e tentámos ligar novamente. Nada, continuava sem atender. Eu com a pressa de sair deixei o telemóvel em casa por isso não lhe podia ligar. Como ela devia estar no lar, a Sara ligou para lá a confirmar. A Joana disse-lhe que ela não estava lá e comecei a ficar preocupado.

- Mas onde é que ela se meteu? – perguntei.

- Vou ligar à Guigui, pode ser que estejam juntas.

Ela ligou e nada, a Guigui também não sabia dela.

- Estou a ficar preocupado.

- Não fica assim não, a Clarinha está bem. Aquela garota não se mete em encrenca não, descansa…

- Mas eu fui muito estúpido com ela, tentou falar comigo o dia todo e eu não atendi de propósito, à bocado quando ela esteve lá em casa ainda lhe fiz ciúmes com a Inês. Ela não me vai perdoar…

- Deixa de ser parvo, já que hoje só fizeste porcaria à minha amiga vê lá se agora atinas. Espera um bocado, ela não tarda está aí.

Começou a ficar tarde e nada, já tínhamos jantado a Sara já lhe tinha tentado ligar mais umas vezes e continuava sem conseguir falar com ela.

- Chega! Eu vou a casa buscar o telemóvel e vou procurá-la, ela não pode ter desaparecido de repente!

O David ofereceu-se para ir comigo, mas eu neguei. Quando saí do elevador apeteceu sorrir e foi o que fiz. Depois de tudo o que lhe fiz, ela estava sentada no chão encostada à porta de minha casa. Tinha os olhos fechados e dormia, peguei nela ao colo e levei-a para dentro. Ela acordou sobressaltada enquanto a deitava no sofá:

- Ruben?!

- Shiu, sou eu sim…

- Amor desculpa, eu fui uma parva ontem.

- Calma, está tudo bem. Tu foste uma parva ontem e eu fui um parvo hoje, ambos errámos e temos que pedir desculpa.

- Eu não te quero perder…

- Não vais, esqueceste-te que eu sou só teu?

- Mas eu magoei-te, eu entrei em pânico quando te vi agarrar na caixa. Estava com medo de te contar que afinal não estava grávida, tu estavas tão feliz…

- Calma, eu estava feliz com a gravidez sim, mas eu continuo feliz agora, quando chegar a nossa hora vai acontecer. Não precisas de ter medo… E quanto à caixa, tu sabes o que está lá dentro… Eu estou preparado, tu estás?

- Desculpa amor, mas ainda acho que é muito cedo…

- Não tens que pedir desculpa, o anel já é teu e no momento certo eu vou pô-lo no teu dedo.

- Obrigado pela paciência. Eu amo-te tanto.

Abracei-a e dei-lhe um beijo na testa. – Também te amo minha Clarinha!

- Estiveste onde? Eu estive tanto tempo à tua espera…

- Pois, tu estiveste à minha espera e eu estive à tua.

- Ahn?!

- Estive este tempo todo em tua casa, tentámos ligar-te para o telemóvel e tu nada.

- Pois, o telemóvel ficou no carro!

- O teu ficou no carro e o meu aqui em casa, passei por aqui só para o vir buscar porque eu ia à tua procura…

- Andámos desencontrados hoje…

- Parece que sim, mas agora estamos juntos. Desculpa a cena à bocado com a Inês, eu fui parvo e magoei-te.

- Já passou, agora já estamos bem.

Ela passou a noite lá em casa, foi importante estarmos juntos mais tempo. Percebi que ela estava um pouco triste por afinal não estar grávida, ambos já estávamos habituados à ideia e foi um choque perceber que já não íamos ter o bebé.

- Amor, pára lá… Não íamos dormir?! – disse tentando virar-se de costas.

- Sim… Mas não tem que ser já… - puxei-a novamente para mim.

- Fofinho, pára…

- Não sejas assim Clara, eu quero-te… - disse-lhe baixinho perto do seu ouvido, senti que ela tremeu com as minhas palavras, o que me deixou ainda com mais vontade de a ter.

- Amor, assim eu não aguento… - disse já completamente rendida.

- Não tens que aguentar, só tens de me deixar amar-te… - quando acabei de falar as mãos dela voaram para a minha cara, agarrou-me e espetou-me um beijo daqueles como só ela me sabia dar. Assumiu o controlo da situação pondo-se em cima de mim, como eu adorava que ela o fizesse, deixava-me louco só com aquele olhar. Sentia o quanto ela me amava só olhando nos seus olhos, ela estava sobre mim, explorava cada canto do meu corpo. Os beijos e as carícias sucediam-se, ela tirou-me a camisola e eu tirei a dela, o que sentíamos não era apenas físico. Ela beijava o meu corpo com o maior desejo fazendo-me tremer por diversas vezes. Eu estava em êxtase já não aguentava o desejo de a ter e ela estava a fazer-me sofrer. Agarrei-a e trocámos de posição, fiquei por cima dela e ela sorriu-me, aquele sorriso malandro como se quisesse dizer “Sou tua… Ama-me à tua vontade…”. Se eu já estava completamente louco, aquele sorriso deixou-me descontrolado livrei-me do resto da roupa que ela ainda tinha e ela tirou também a minha. As minhas mãos exploraram o seu corpo, toquei-lhe no peito e ela estremeceu, resolvi fazê-la sofrer mais um pouco levando a minha boca até ao sítio por onde antes tinham vagueado as minhas mãos. Ela estremeceu ainda mais, soltando de seguida um gemido. Ela vingou-se tocando na parte mais sensível do meu corpo e aí quem gemeu fui eu. Aquele jogo estava bom demais e por isso decidi ir ainda mais longe, a minha mão foi descendo até baixo da sua barriga, toquei-a e ela soltou um gemido de súplica. Com o olhar ela pedia-me para ser minha, o que me deixou ainda mais excitado. Não perdi mais tempo e fiz-lhe a vontade, vontade essa que era mútua. Ambos queríamos aquilo mais que tudo e foi essa vontade que me fez unir os nossos corpos rapidamente.

- Se for para ter reconciliações destas, não me importo de discutir contigo todos os dias… - disse-lhe.

- Não sejas tonto, isto não era para acontecer. Nós íamos dormir…

- E vamos, mas diz lá, agora até vais dormir mais bem disposta…

Não obtive resposta, somente um beijo. De seguida ela deitou a sua cabeça sobre o meu peito e ficámos assim até adormecermos.


(Narrado pela Clara)

Acordei antes do Ruben e olhei para o relógio, eram 9.07h. O jogo em Coimbra no dia seguinte fazia com que eles fossem para estágio no sábado, logo eram os últimos momentos que eu tinha com ele. Levantei-me devagarinho e fui até à cozinha. Preparei o pequeno-almoço e pus tudo num tabuleiro levando-o para o quarto.

- Fofinho? – disse ao mesmo tempo que lhe dava vários beijos na cara – Acorda amor…

- Hum?!

- Amor anda lá, senta-te…

Nisto ele agarra-me rapidamente e põe-me em cima dele, abraçando-me e dando-me leves beijos.

- Amor pára lá, - tentei falar no meio dos beijos que ele me dava – Vê o que eu preparei para nós…

Ele olhou e abriu “aquele” sorriso… Pediu para me sentar ao seu lado e comemos o nosso pequeno-almoço. Depois, enquanto ele tomava um duche eu fui arrumar as coisas do pequeno-almoço, indo depois eu tomar banho. Ainda não eram 11h e já estávamos prontos para sair. Fomos dar uma volta pela praia de Carcavelos e almoçámos os dois em Cascais. Foi tão bom passar aquela manhã com ele. Depois fui levá-lo ao Estádio porque eles iam para Coimbra. A tarde foi passada no computador a fazer o projecto, deitei-me tardíssimo mas foi inevitável, se queria no dia seguinte ir a Coimbra ver o meu amor a jogar tinha mesmo de adiantar o projecto.
No dia seguinte levantámo-nos às 9h, arranjámo-nos e tomámos o pequeno-almoço. Saímos de Lisboa por volta das 11h em direcção a Coimbra. A viagem foi rápida, íamos na conversa e nem custou muito a chegar lá. Almoçámos em casa da família da Guigui, todos adoraram rever o Santiago e conhecer o Javi. Eu e a Sara saímos logo a seguir ao almoço para irmos indo para o estádio, demos uma volta no centro comercial e perto da hora do jogo fomos ter com a Guigui para entrarmos todos juntos no Estádio. Este estava com meia casa, mas mesmo assim a sua maioria eram adeptos do glorioso. Vimo-los entrar para o aquecimento e eles também nos viram a nós. Quer o Ruben, quer o David disseram-nos adeus e esboçaram um sorriso. O jogo não correu muito bem, estávamos a ganhar por um golo mas a exibição não era das melhores, eles por diversas vezes escorregaram e não conseguiram dar o melhor seguimento às jogadas. Foi já na segunda parte que, com o resultado ainda favorável, o Ruben sofre uma falta e fica no chão. Os médicos entram e o meu coração pára. Aquilo não podia acontecer, ele não podia ficar lesionado outra vez, não ia aguentar não poder jogar novamente. Vi os médicos a pedirem a sua substituição e as lágrimas começaram a cair da minha cara… Seriam novamente os joelhos a dar-lhe problemas?

5 comentários:

  1. Olha hoje só tenho reclamações a fazer!

    1º o rapaz queria tanto ser pai, e tu vais e dizes que foi um falso positivo, tá mal!

    2º mas eles agora passam a vida a amuar um com o outro, acho que te vou processar de plágio tá, só na minha é que ele pode andar sempre ás turras com a namorada, sim!!

    3º o "nosso" ruru nem no raio da Fic tem descanso! até aqui ele se lesiona, que tal pensares antes em dares uma noite ou um dia com bastante exercício físico ao rapaz e á Clara??

    4º então e esta inês, já desaparecia da face da terra, não?

    5º quero mais... sim

    Agora a sério, está cada vez melhor! Bem agora só me resta ir dar na cabeça á guigui, para ver se ela se despacha a publicar o dela :P

    Ah é verdade, quando era criança, via o " dartacao e os três mosqueteiros", hoje em dia vejo "os nosso homens e as três malucas" :P

    Adoro-vos!

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  2. Não tá nada de jeito??!!! Eu ia tendo uma coisa má com este capitulo... pensei k eles se iam chatear msm a sério... Mas o final foi muito bom. Tirando a lesão... mas dessa é k ele n se livra, antes fosse ficção...
    Muito bom, mesmo muito bom. Quero mais... :)
    Beijinhos

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  3. tá lindo o capitulo como sempre! :)
    o ruben e a clara fazem um casal tao lindo e até já estava a adorar a ideia de serem pais! :)

    continua e posta rápido! :P

    ah e concordo com a caty, já tá na hora de despachar a Ines ! só atrapalha! xD

    beijinhos

    Diana

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