(narrado pela Guigui)
Acordei mais tarde, eram quase horas de almoço, com a Clarinha a chamar-me para ir almoçar com eles. Levantei-me e tomei um duche rápido. Quando acabei de me arranjar vi que tinha tinha duas mensagens dele.
"Amor, vou sair agora de casa. Devo chegar a Múrcia ao fim da tarde. Amo-te."
"Princesa, estou a chegar à fronteira. Logo que chegue a casa ligo-te. Amo-te meu amor"
Não hesitei em responder-lhe:
"A distância e a saudade parecem gémeas. Amo-te meu essencial. Até logo. Um resto de boa viagem."
Desci as escadas e eles estavam já à minha espera. Fomos almoçar enquanto eles me tentavam distrair à viva força. Acabei por não almoçar grande coisa e liguei ao Ico a saber se queria ir surfar à tarde. Ele disse que já tinha combinado ir para Carcavelos com o Saca e perguntou se eu não queria convidar a Maria. Falei com a Maria que aceitou de imediato. Os casalinhos ainda tentaram insistir que passasse a tarde com eles, mas rapidamente perceberam que eu precisava mesmo de me distrair de outra maneira. Despedi-me deles e segui até à Costa da Caparica, para ir buscar a Maria, a minha prancha e o fato que estavam no bar. A tarde passou a correr, apanhámos boas ondas, sempre com os rapazes super atentos. Ao fim do dia acabei por ir ter com o Roberto e a Marta para lhes levar as suas prendas de Natal e a da Belise e desejar-lhes uma boa viagem. A Quarta-Feira passou normalmente, aproveitei mais uma vez para ir surfar e comprar as últimas prendas de Natal e na Quinta-Feira acabei por aproveitar a ida da Clarinha para o Algarve para também eu ir para Coimbra, assim sempre aproveitava mais tempo com a família.
A alegria da minha família era contagiante e era disso mesmo que eu estava a precisar. Os meus pais só iriam ao fim do dia para lá e acabei por ir sozinha. Quando lá cheguei fui logo deixar as coisas a casa da minha tia, onde ía dormir e fui cumprimentar a restante família que estava reunida na casa grande. Os meus primos mais novos já lá estavam e como é lógico vieram logo a correr ter comigo e pedir-me que fosse brincar com eles. Como a terra da minha família era uma daquelas aldeias em que não se passa nada e grande parte da população é idosa, o meu namoro com o Javi não era um assunto muito falado, o que me safava dos interrogatórios. Passei toda a tarde a brincar com a criançada e só à noite começaram a chegar os mais velhos. Os meus pais estavam cheios de saudades minhas e aí sim começou o interrogatório. Quiseram saber como é que eu e o Javi nos tínhamos conhecido, como é que ele me tratava, quando é que o podiam conhecer, etc. Contei-lhe tudo o que havia para contar e pude ver no rosto do meu pai uma alegria imensa por estar tudo a correr, já a minha mãe deixava transparecer alguma preocupação. Não lhe agradava a ideia de eu namorar com um jogador de futebol, que podia a qualquer momento ir jogar para outro país além de que tinha um ódio inexplicável por espanhóis. O facto dos jornais terem feito o favor de falar sobre o regresso da Elena, deixava-a ainda mais de pé atrás. A minha mãe não era grande amante de futebol e o facto de ser natural do Porto e adepta do FCP durante muitos anos, não ajudavam. Ainda tentei fazê-la ver que estava a julgar uma situação que não conhecia, mas não adiantou de muito, o que me deixou bastante triste. O meu pai tentou que eu não ligasse grande importância ao que a minha mãe tinha dito, mas não adiantou de muito. Voltei para perto dos meus primos e passei assim o resto da noite, entretida e a tentar esquecer a opinião da minha mãe. Ao final da noite fui ajudar a deitar os meus primos e quando estava a ir para casa da minha tia recebi uma chamada do Javi. Estivemos a falar durante um bom bocado. Ele contou-me que já tinha visitado quase toda a família e que a mãe tinha falado maravilhas de mim à restante família. Fiquei super feliz por sabê-lo ao mesmo tempo que um nó se criava na minha garganta. Eu não era capaz de lhe dizer que a minha mãe não aceitava o nosso namoro, muito menos ao telefone. Ele notou-me um pouco triste mas consegui convencê-lo que era apenas das saudades. Despedimo-nos quando eu já estava a chegar a casa da minha tia. Quando entrei em casa da minha tia ouvi a voz da minha prima Catarina e corri para o quarto para ir ter com ela.
- Nininha, que saudades! - disse entrando de rompante no quarto enquanto a abraçava.
- Guigui! A falta que me fazes miúda! - correspondia ao meu abraço - Como é que estás?
- 'Tou óptima e tu?
- Está tudo bem. Bem, giríssima já vi que estás! Já percebi como é que conquistaste o espanhol.
- Que parva! Então e tu, como é que está o Martim?
- Está tudo bem. Ele foi para Viseu com os pais. Mas conta-me novidades! Quero saber tudo sobre aquele pedaço de mau caminho... Como é que se conheceram?
Comecei a contar-lhe tudo e ela estava super entusiasmada. A Catarina era um ano mais velha do que eu, namorava com o Martim já há cerca de 5 anos, estava a tirar Arquitectura na Universidade de Coimbra e era a culpada por grande parte das minhas noites académicas em Coimbra. Eu adorava aquela cidade e uma das coisas das quais eu tinha mais pena era de não ter entrado na faculdade de Coimbra. O espírito académico daquela cidade era uma coisa do outro mundo. Eu e a Catarina sempre tínhamos sido super unidas, no entanto ela estava na idade de ganhar juízo e acabar o curso, o que fazia com que já não fosse tão frequentemente a Lisboa e eu com o bar acabava por também não vir tantas vezes a Coimbra.
- Então e aquela Elena sempre voltou?
- Nem sei bem... Veio cá, tentou reatar, o Javi deu-lhe para trás e ao que parece foi embora. É esperar para ver... O pior é mesmo a Romanella.
- A Romanella? Quem é essa? Isso agora é só nomes esquisitos. - ri-me do que ela disse e expliquei-lhe.
- É a namorada do Saviola. É que o Saviola e o Javi são super amigos e a Romanella é super amiga da Elena e não gosta nada de mim. Mas olha, sinceramente não me vou importar muito com isso. Estou com o Javi e estou bem, os pais dele gostam de mim. A Romanella não gostar de mim e a minha mãe não gostar do Javi são pequenos pormenores que não me podem incomodar.
- A tua mãe não gosta do Javi? Qual é a panca da tia?
- Ó querida, nem sei bem. Ela diz que é por ele ser jogador de futebol e que a qualquer altura pode sair do clube e ir jogar para fora, mas acho que o facto de ele ser espanhol e benfiquista tem também alguma coisa a ver...
- Pelo menos já conquistaste os sogrinhos...
- Não sejas parva. Olha, vou é dormir que os putos deram cabo de mim.
- É o que dá ficares meses sem cá vir. Olha lá, e como é que ficaram as cenas com o Saca? Aquela vossa relação era um bocado marada.
- Agora estão bem. Ao início ficaram um bocado estranhas... Pois, porque tu não sabes da melhor: o Saca gosta de mim.
- Olha que novidade.
- Não estás a perceber. Ele gosta mesmo de mim, ele disse-me.
- Guigui, tu nunca tinhas reparado?! Eu sei que ele disfarça bem, mas até eu que raramente o via já tinha percebido. O rapaz ficou arrasado, 'tá visto...
- Foi um bocado complicado, mas agora já está tudo bem.
- 'Tou a ver que a culpa do rapaz estar tão mal no campeonato mundial é tua. Olha que ficar para trás logo no início em Peniche foi uma vergonha.
- Não digas disparates Nininha, ele anda super revoltado por causa disso. Ainda por cima a última etapa também não lhe correu nada bem... Pode ser que comece o próximo ano melhor.
- Esperemos que sim. Vá, vai lá dormir que eu também vou. Amanhã o dia vai ser longo.
- Até amanhã priminha. Adoro-te! E não penses que amanhã te safas de me contar as novidades...
- Ui, devem ser muitas. Até amanhã miúda. Adoro-te.
Saí do quarto e dirigi-me ao quarto de hóspedes. Arranjei-me e deitei-me, adormecendo logo de seguida. A véspera de Natal correu normalmente. Acordei cedo com a Catarina a chamar-me. Fomos até Coimbra, pois ela ainda precisava de comprar algumas prendas e queria a minha ajuda. Regressámos a casa antes de almoço e já podíamos ver a excitação da criançada. Passámos grande parte da tarde na casa grande com as mulheres da família a fazer os doces. A tarde ía avançada e já estava na hora de tratar do jantar, que era tradicionalmente cozinhado pelas três melhores e mais velhas cozinheiras da família, as minhas tias Alice, Beatriz e Amélia. Eu, a minha irmã e a Catarina permanecíamos na cozinha para as ajudar quando ouço a Catarina.
- Ó tia, então o que é que acha do seu futuro genro? - perguntou à minha mãe ao mesmo tempo que eu olhava para ela suplicando que não continuasse a conversa. A minha mãe permanecia calada e a Catarina falou novamente - Diga lá que a sua filha não tem bom gosto! O rapaz é todo jeitoso...
- Ficou-se foi mesmo só pela aparência, porque no que diz respeito a cabecinha não teve muito bom gosto.
- Não seja assim tia. Vai ver, o rapaz ainda a surpreende.
- Surpreender-me? Só se terminar com este disparate antes que dê mau resultado.
- Ó Mena, não sejas assim. Nem conheces o rapaz. Quando o conheceres logo falas. - a tia Alice estava a ver que a conversa não ía dar bom resultado e tentou acalmar os ânimos. Cada palavra do que a minha mãe dizia parecia uma faca a espetar-se cada vez mais funda no meu coração.
- Achas que preciso de conhecer Alice? Eles são todos iguais, andam aí sempre a pavonear-se de um lado para o outro, arranjam uma namorada ou mulher para parecer bem e depois metem-se com o primeiro rabo de saias que lhes aparece à frente.
- Isso é o que as revistas dizem tia, não quer dizer que corresponda à verdade. Ainda por cima a tia não é nada de ligar a revistas...
- Catarina, eu não preciso de ler as revistas para ver como esses tipos são. Ainda por cima esse agora tem a ex-namorada de volta, achas mesmo que vai continuar com a tua prima? Ela é que se está a convencer disso, a queda depois é maior, mas ela é que sabe.
- Mãe, eu respeito-te muito, mas é preciso que me respeites também. Se não aceitas a minha relação ao menos respeita-a e não estejas a fazer o máximo por me estragar o dia. É noite de Natal, é suposto ser a noite da família, não preciso que ma estragues. Se não se importam eu vou para a sala ter com os miúdos, as maldades desses pelo menos são inofensivas. Nini, se precisarem de mim chama-me. - virei costas e dirigi-me à sala. A minha mãe nada tinha dito e antes de voltar costas pude ver o sorriso de apoio das minhas tias e da Catarina. Eu e a minha mãe sempre tínhamos tido algumas picardias, ela nunca tinha aceite o facto de eu ter tirado um curso para abrir um bar, condenava a minha amizade com o Ico e com o Saca e sempre tinha feito o favor de o demonstrar sempre que eles íam lá a casa. Gostava imenso da Clara, mas isso principalmente por os meus pais e os da Clara serem amigos de longa data, e o facto da Clara ser uma pessoa extremamente calma e cuidadosa ajudava também.
O resto da noite correu bem dentro dos possíveis. A minha mãe não me dirigiu mais a palavra e eu apenas falei com ela durante a troca de prendas, quando lhe desejei um Feliz Natal. Acabei por me ir deitar cedo, não sem antes falar com o Javi e matar um pouco as saudades. No Domingo acordei super cedo e decidi ir logo para o Porto. Já me tinha despedido da maior parte da família na noite anterior, sobrando apenas a Catarina e a tia Amélia. Elas desejaram-me uma boa viagem e disseram que o jogo da Académica, um dos primeiros do ano, seria uma óptima oportunidade para elas conhecerem o Javi. Fiquei feliz por sentir que não tinham a mesma opinião da minha mãe, agradeci-lhes o apoio e saí. A viagem até ao Porto correu bem. Passava pouco das 10h quando lá cheguei, enviei uma mensagem ao meu pai a avisá-lo e aproveitei para ir passear pela Ribeira. Depois de apanhar um bocadinho de sol decidi ir para casa dos meus avós. Fui a primeira a chegar e aproveitei para ajudar a minha avó enquanto púnhamos a conversa em dia. Também a minha avó decidiu fazer um interrogatório sobre o meu namoro que tinha dado tanto de falar aos jornais e revistas. Tentei simplificar a conversa de forma a tentar terminar com ela quando entretanto começa a chegar o resto da família. O interrogatório prolongou-se e as críticas começaram por parte de alguns membros da família. Apesar de ser uma família do Norte era uma família maioritariamente benfiquista no entanto tinha alguns adeptos Portistas.
- Tu também é só famosos… Primeiro aquele surfista e agora o jogador de futebol. Daqui a nada és conhecida como a conquista dos famosos. – a minha prima Sofia era das pessoas mais venenosas e invejosas que eu conhecia. Sempre tinha feito o favor de demonstrar a inveja que sentia das outras pessoas.
- Ó Sofia, deixa de dizer disparates que já tens idade para isso. Além disso não fales do que não sabes.
- Priminha, é só preciso abrir uma revista que passo logo a saber. Se era protagonismo que querias já o conseguiste.
- Filha, deixa a tua prima sossegada. Sabes bem que se ela quisesse protagonismo já o teria há muito. – a minha tia Fátima tentava terminar a conversa.
- Fátima, deixa a tua filha falar. Pode ser que assim a Margarida caia na realidade e pare de sonhar alto. Como se uma relação com um jogador fosse dar em alguma coisa… - a minha mãe prosseguia a conversa.
- Tia, desculpe lá, mas é que já começo a não conseguir tolerar isto. Avó, vamos acabar o almoço que eu ajudo-a.
- Margarida, não vais poder fugir para sempre. Eu e a tua prima só te queremos abrir os olhos. Achas mesmo que essa relação vai dar resultado?
- Mãe, já falei contigo ontem sobre isto. Não estou para ficar com o Natal completamente estragado, portanto faz-me o favor de terminar a conversa por aqui. Quanto a ti Sofia, é melhor não voltares a falar sobre o que não sabes. – dirigi-me à cozinha para ajudar a minha avó. Quando lá cheguei já estava ela a começar a pôr a comida nas travessas.
- O rapaz faz-te mesmo feliz, não faz querida?
- Muito mesmo avó, acredite.
- E gosta mesmo de ti?
- Acredite que sim.
- Então pronto, para mim é o que interessa!
- Gostava tanto que a avó o conhecesse…
- E vou conhecer querida, qualquer dia apareço lá em Lisboa para te fazer uma visita e conhecer o rapaz. – disse enquanto me sorria – Filha, vais ter que ter muita paciência com a tua mãe, sabes que ela só te quer proteger, é por isso que faz o que faz. É claro que não acho bem, mas depois do que aconteceu com o Santiago ela preocupa-se muito contigo.
- Eu sei avó, mas ela tem que fazer um esforço por aceitar as minhas decisões. Já viu que tem sido assim com tudo? Com os amigos, com o curso, com o trabalho e agora até com o namorado. Bolas, já chega…
- Eu sei querida, mas ela vai perceber. Dá-lhe tempo e ela vai conseguir ver a mesma alegria que eu vejo nos teus olhos.
- Gosto tanto de si avó! – disse abraçando-a.
- Eu também querida. Agora vamos tratar disto que tu tens de ir cedo para Lisboa e a viagem ainda é longa…
Sorrimos e continuámos a colocar o almoço nas travessas enquanto o meu pai nos veio ajudar e deu-me um pouco de apoio. O almoço foi um pouco complicado, pois a minha prima continuou a mandar bocas. Quando terminámos o almoço entreguei as prendas que tinha levado, recebi as minhas e despedi-me de todos. O meu pai foi-me levar à porta e antes de entrar no carro deu-me um abraço forte.
- Vê se não ficas tanto tempo sem nos ir ver. E logo que eu vá a Lisboa quero conhecer o Javi, combinado?
- Combinadíssimo! Eu queria tanto que a mãe aceitasse este namoro como tu aceitas.
- Eu sei querida, mas vais ver que ela o vai aceitar, dá-lhe tempo e deixa-me falar com ela também. Sabes que a teimosia dela comigo acalma...
- Obrigado! Vais gostar tanto dele pai. Sabes, ele tem muitas parecenças com o Santiago. - senti um tristeza invadir o meu pai - Desculpa...
- Querida, não tens que pedir desculpa. Faz-nos bem lembrar o Santiago.
- Adoro-te pai! - disse enquanto lhe dava um forte abraço.
- Eu também querida! Boa viagem. Avisa-me quando chegares.
- Fica descansado. Diz à mãe que eu a adoro.
- Ela sabe disso.
- Eu sei, mas relembra-a.
Entrei no carro e arranquei enquanto acenava ao meu pai. Fiz o caminho de regresso a Lisboa a pensar na minha família e principalmente no Santiago. Eu tinha imensas saudades dele, mas quase não tinha como o contactar, apenas por e-mail, ao qual ele respondia muito raramente. Cheguei a Lisboa perto das 18h. Como tinha aproveitado a comidinha da avó já não precisava de fazer o jantar, o que me deu tempo para passar por casa, tomar um duche rápido, vestir uma roupa mais bonita e correr até ao aeroporto para ir buscar o Javi. Quando lá cheguei vi que o voo estava ainda um pouco atrasado e acabei por ir buscar uma revista para me distrair enquanto o esperava. Estava já super impaciente quando ouvi o aviso de que o voo dele tinha acabado de aterrar. Escusado será dizer que corri até à zona de desembarque e me estiquei imediatamente à sua procura. Não vinha muita gente naquele voo e eu continuava sem o ver, até que vejo uma cabeça que eu sabia perfeitamente a quem pertencia, ainda que o rosto estivesse tapado pelas pessoas que vinham à sua frente. Não conseguia acreditar que o estava a ver, era como um sonho. Que saudades! O meu coração batia a mil, a emoção de o voltar a ver era enorme. Não aguentei. Chamei-o e corri até ele.
- Santiago?! - ele ainda não me tinha visto e nessa altura pude ver a surpresa nos seus olhos e um sorriso a aparecer no seu rosto. Eu tinha a certeza, mas a pergunta era inevitável - És mesmo tu?
- Parece que sim! - disse ao mesmo tempo que eu saltava para o seu colo e me abraçava, enquanto eu tentava segurar as lágrimas que teimavam em escorrer-me pela cara - Que saudades miúda!
- Também eu! Não sabes a falta que me fazes! - nesse momento abro os olhos e vejo o Javi que me olhava com um ar confuso e simultaneamente desiludido. Sorri-lhe e fiz-lhe sinal para que se aproximasse ao mesmo tempo que saltei do colo do Santiago e o puxava para junto do Javi - Que saudades amor! - disse abraçando-o enquanto agora era o Santiago a olhar confuso para nós. Eu continuava a chorar, não de tristeza mas de uma alegria imensa.
- Senti tanto a tua falta princesa. - disse apertando-me contra si.

Agora fiquei curiosa... Quem é o Santiago??
ResponderEliminarBjs grandes
Hum... acho que o Javi não deve ter achado muita piada ao ver a guigui ao colo do tal Santiago!!
ResponderEliminarE quem é esse Santiago??? Será irmão???
Adoro a vossa Fic, tanto tu como a clara têm imenso jeito!!!
Continuem...
Bjs
adorei...
ResponderEliminarquero mais...
continua...
e acabas assim??
ResponderEliminarquem é o santiago???
o que é que vem ele fazer a Portugal???
posta outro por favor
beijos``
realmente as Sofias só nos chateiam a cabeça ! :P
ResponderEliminargostei, e continua! :)
tou a Adorar a tua FIC :D :D
beijinhos
Diana
Está tão lindo :)
ResponderEliminarSe a mãe da Guigui conhece-se o Javi nao dizia isso nao :P
Apesar de ele ser um pedaço de mau caminho é muito querido neh Guigui?
Beijinhos
P.S:Qualquer dia matas-me por eu estar sempre a dizer estas coisas do espanhol x)