(narrado pela Guigui)
Aquela notícia tinha-me deixado completamente atordoada. O Santiago e a Carolina permaneciam sem perceber o que se tinha passado enquanto nos dirigíamos todos a minha casa. Quando lá chegámos estava o Ruben, a Clara e a Sara. A Clara ficou super surpreendida e ao mesmo tempo feliz por ver o Santiago.
- Meninas, vamos ter um novo habitante. – disse eu mostrando-lhe o meu fofinho.
- Eu não acredito! Mas de onde é que apareceu essa bola de pêlo? Isso não vai ficar cá em casa concerteza… - dizia a Clara olhando para ele.
- Ó Clara, não sejas assim… Olha lá para ele, é tão fofinho… - dizia a Sara já pegando nele.
- Admito que ele é fofinho, mas nós moramos num apartamento… Acham mesmo que temos condições para ter um cão?
- Ai Clarinha, que desmancha-prazeres! Depois falamos disso… Vão lá buscar o brasuca…
Elas saíram e nós ficámos em casa com o Ruben. O Ruben ligou ao Mauro para que trouxesse comida para todos nós e ficou-nos a contar o que se passava ao certo. A Bela e o Mauro chegaram pouco depois e vi que ela estava super preocupada. Fizemos as apresentações e não tardou a que a Sara e a Clara voltassem já com o David. Mal o David entrou vi-o ir directamente na direcção do Ruben e abraçá-los. A amizade que unia aqueles dois era inexplicável. Pusemos a mesa e almoçámos entre conversas e brincadeiras, tentando animar o Ruben. Saímos depois de almoço, enquanto o Ruben ficou com a Bela e o Mauro a conversar. O Javi e o David foram abordados várias vezes por pessoas que tentavam saber se a notícia era mesmo verdadeira ou não. A certa altura a Clarinha recebeu uma chamada e notei que ficou chateada depois de a desligar.
- Então Clarinha, que se passa?
- Oh, o Miguel... Não ficou muito contente por saber do namoro com o Ruben e pôs-se com aquelas cenas dele. Agora com esta notícia ainda pior.
- Linda, não vale a pena ligares. Nenhum namoro é aceite por toda a gente que nos é querida, mas tu ama-lo e quanto a isso não há nada a fazer. Nem o Miguel nem ninguém pode fazer o que quer que seja.
- Eu sei Guigui, mas eu adoro o Miguel, não é justo que ele não o aceite...
- Pois não, mas vais ver que ele aceita, dá-lhe tempo.
- Obrigado linda. Então e como é que correu o interrogatório da família? Tenho a certeza que a Mena e o Álvaro se fartaram de fazer perguntas...
- Fogo, nem sabes. O meu pai ficou super feliz por mim, a minha mãe começou com as tretas do costume. Parece que nunca está feliz com os filhos. Mesmo depois do que aconteceu com o Santiago parece que quer que eu me afaste dela também. Juro que não percebo.
- A sério? A tua mãe realmente sempre foi um bocado reticente com os teus amigos... Já com o Ico e o Saca foi a mesma coisa...
- Ya! Eu juro que não acho normal. E depois, claro que a minha prima Sofia começou logo com as bocas também, a dizer que eu só queria protagonismo e que qualquer dia era conhecida como a conquista dos famosos...
- Essa tua prima realmente... Se continua assim por acaso há de ter uma bela vida...
- Já nem lhe ligo. Entra a 100 sai a 1000. Pelo menos os meus tios e os meus avós ficaram super felizes, a minha avó até disse que qualquer dia vem cá a Lisboa para conhecer o Javi.
- A tua avó é a comédia.
- Ó jeitosas, o que é que vocês tanto falam aí? - perguntava o meu irmão aproximando-se de nós.
- Estávamos a falar da avó... Bem que lhe podias fazer uma visitinha Santiago, não imaginas como ela ía ficar contente...
- Vou pensar nisso. Digam-me lá uma coisa. Onde é que estão a pensar passar a passagem de ano?
- Provavelmente a nossa passagem de ano vai ser fraquinha... Eles têm jogo dia 2, portanto o mais provável é o Mister marcar treino para dia 1 de manhã... - respondia-lhe a Guigui.
- A sério? Isso é que é lixado... Mas pelo menos temos que marcar qualquer coisa animada.
- O Ruben já me disse que a Bela está a pensar organizar qualquer coisa lá em casa, só não sei se com esta história a ideia ainda se mantém...
- Oh, isso também logo se vê... Se calhar já começam a ser horas de voltarmos, não?
- Sim, vamos andando.
- Assim eu e a Carolina ainda vamos procurar sítio para ficarmos.
- Santiago, já me começas a irritar com essa história! Afinal vocês vão ficar cá até quando?
- Opah, vamos ficar pelo menos durante a gravidez da Carolina e depois logo se vê.
- Então não vais estar a ir para um hotel nem para uma pensão. Ficas lá em casa até arranjarem casa, o meu quarto fica por vossa conta. Tenho a certeza que a Clarinha e a Sara não se importam e aposto que o Javi também não se vai importar que eu fique em casa dele.
- O Javi o quê? - disse aproximando-se.
- Bebé, estava aqui a dizer ao meu irmão para ficar com a Carol em minha casa enquanto não arranjam casa e eu ficava em tua casa... Importas-te?
- Claro que me importo! Já viste o que é acordar todos os dias ao teu lado? - eu olhava para ele sem perceber e ele acabou por se rir - És mesmo tolinha princesa! Claro que não me importo. Adorei a ideia!
- Pô cara, cê não pode dizer isso p'rá ela! Viu a cara que ela fez? Devia ter tirado uma foto... - dizia o David a gozar comigo.
- Cê 'tá zoando comigo garoto? - disse imitando o seu sotaque - Ovelha Choné dum raio! E tu ainda o deixas gozar comigo, não é Francisco Javier?
- Desculpa amor, mas é que teve mesmo piada. - disse enquanto me abraçava e me beijava a nuca.
- Não sei se desculpo! - dizia, fazendo-me de difícil - Vá, vamos embora.
Encaminhámo-nos para casa. Quando lá chegámos jantámos todos juntos. Quando terminámos fui arranjar uma mala com alguma roupa para levar para casa do Javi e seguimos com o Santiago e a Carol para casa dele. Eles foram buscar as malas deles e acabaram por voltar para minha casa no meu carro. Ficámos no sofá a ver televisão enquanto namorávamos um bocadinho.
- Amor, temos que decidir um nome para o nosso pequerrucho...
- Snoopy?
- Isso era se ele fosse branco... Bolinha?
- Muito sem piada. Wally?
- Depois pomos-lhe um barrete às riscas vermelhas, não?
- An?
- Esquece... Rex?
- Não gosto... Buba? - nessa altura ele ladrou...
- Acho que ele gostou... Anda cá pequerrucho. - disse eu enquanto pegava nele - Gostas de Buba?
- Claro que gostou.
- Então vai ser esse o teu nome.
- Princesa, ainda não me disseste como correu o teu Natal.
- Normal. Está toda a gente ansiosa por te conhecer. A minha avó até me disse que qualquer dia vem-me fazer uma visita só para te conhecer.
- A sério? Tenho que a impressionar então. - disse com aquele sorriso irresitível.
- Amor, não tens que impressionar ninguém. Eu amo-te e é só isso que me importa.
- Também te amo princesa. Então e os teus pais?
- O meu pai ficou super feliz!
- E a tua mãe?
- Também. - disse rapidamente tentando fugir de seguida à conversa. Ela tinha percebido que alguma coisa se passava - Olha, o que é que achas de depois do jogo com a Académica pedires folga ao Mister e aproveitavas para conhecer a minha família? Aproveitávamos que estavas em Coimbra...
- Não sei princesa. Posso tentar, mas não sei se o Mister deixa.
- Dizes-lhe que é a minha prenda de anos...
- Assim pode ser que ele já deixe. - sorriu-me - Mas só lhe pergunto depois mais perto do dia.
- Claro amor! Então e como é que correu o teu Natal?
- Já sabes amor... A minha mãe fartou-se de te elogiar a toda a gente, a dizer que és super simpática, linda e maravilhosa. Quase fiquei com ciúmes...
- És mesmo parvinho.
- Tu gostas assim... - disse enquanto me puxava para ele e me começava a beijar o pescoço.
- Convencido! - dizia com desdém enquanto tentava resistir.
- Também gostas assim...
- Que modesto...
- Tem dias... - começava a puxar-me a camisola para cima enquanto as suas mãos percorríam o meu tronco e os seus lábios contiuavam a beijar-me.
Começava a tornar-se impossível resistir-lhe. Sentei-me sobre ele, com uma perna para cada lado e tirei-lhe a camisola enquanto ele me tirava a minha. Quando os nossos troncos se tocaram arrepiei-me. As saudades daquele corpo eram imensas e comecei a beijá-lo. Ele pegou-me ao colo e deitou-me no sofá colocando-se de seguida sobre mim. Os seus lábios percorreram o meu tronco enquanto eu começava a suspirar de prazer. Senti-o desapertar-me a saia e puxá-la. Desapertei-lhe as calças e tirei-as também, ficando os dois apenas de roupa interior. Ele pegou-me ao colo e levou-me para o quarto, deitando-me cuidadosamente sobre a cama. Com o mesmo cuidado começou a retirar-me a roupa interior enquanto me continuava a beijar o corpo e a contornar cada centímetro do mesmo com as suas mãos. Contorcia-me e gemia de prazer a cada toque seu. Quando os nossos lábios se voltaram a unir consegui finalmente despir-lhe os boxer. "Amo-te" ouvi-o sussurrar antes de unirmos os nossos corpos. Iniciaram-se investidas lentas que foram aumentando o ritmo à medida que a excitação e o desejo aumentavam também. O desejo deixava-nos completamente descontrolados e ansiosos por mais. Atingimos o orgasmo, mas mesmo assim não ficámos satisfeitos. Virei-o de barriga para cima e coloquei-me sobre ele, voltando a iniciar aquela dança entre os nossos corpos. As suas mãos percorríam o meu corpo enquanto as minhas estavam cravadas no seu peito. Beijei-o de forma fugaz enquanto ambos gemíamos de prazer. Atingimos o orgasmo pela segunda vez e deixei o meu corpo cair sobre o seu.
- Estou a ver que estás em forma. - disse enquanto lhe sorria.
- Depois de uma noite destas o Mister não deve partilhar da mesma opinião amanhã no treino.
- 'Tás-te a queixar? - tentei levantar-me, sendo impedida por ele que me voltou a abraçar.
- Se as minhas queixas servirem para ficar assim contigo para sempre, então sim, estou a queixar-me.
- Amo-te meu tolinho.
- Eu também minha princesa. Dorme bem. - aproximou os seus lábios dos meus e beijou-me ternamente.
- Tu também meu anjo.
A noite passou calmamente, assim como o dia seguinte. Aproveitámos a manhã para ir surfar, o Javi ainda não tinha experimentado a prenda que lhe tinha dado, e à tarde ele teve treino no Estádio. O treino era aberto ao público e nós aproveitámos para ir vê-lo. Estavam centenas de adeptos no Estádio e o apoio à equipa, mas principalmente ao Ruben, era incansável. Vimos que a Clara ficava um pouco mais descansada com aquela atitude dos adeptos, assim como o Ruben, que fez questão de agradecer incessantemente. No final saímos todos juntos, na companhia da Marta e do Roberto que se juntaram a nós. O serão foi animado e decidimos que eu organizaria a festa de Passagem de Ano no bar, uma vez que a Bela provavelmente estava sem cabeça para organizar o que quer que fosse. Os dias até à Passagem de Ano correram normalmente, o Javi tinha treinos e como o bar estava fechado, os meus dias eram passados entre o Surf e as raparigas. Passeávamos, fazíamos compras ou simplesmente juntávamo-nos em casa na conversa. Surgiram algumas ideias para a Passagem de Ano que começámos a pôr em prática. No dia 31 o Javi teve treino de manhã e nós aproveitámos para ir preparando tudo no bar. Aproveitámos a esplanada e pusemos alguns puffs. Como estava frio pusemos dois aquecedores de exterior para manter o ambiente mais agradável. No interior pusemos as mesas prontas para o jantar. Os rapazes chegaram praticamente à hora de almoço e sentámo-nos a almoçar. Íamos a meio do almoço quando a Clara se levantou subitamente, dirigindo-se à casa-de-banho. Eu e a Sara seguimo-la imediatamente. Aquelas más disposições continuavam e ela teimava em não lhes dar importância. Eu e a Sara tentámos chamá-la à razão, dizendo-lhe para fazer o teste, mas ela mantinha a sua ideia fixa e acabou por sair disparada.
- Cheira-me que vamos ser tias Sarinha…
- Não brinques com isso Guigui…
- Ó Sarinha, ainda tens dúvidas? Eu acho que ela continua a adiar isto, mas no fundo sabe o que está a passar…
A conversa terminou e regressámos à mesa. A Clara tinha saído e via-se que aquela situação deixava o Ruben triste. Terminámos o almoço e continuámos os preparativos para a noite que se avizinhava. A meio da tarde tive que sair, pois era preciso fazer ainda umas compras de última hora. Combinei com o Javi que depois das compras iria para casa e seguiríamos juntos de novo para o bar. Saí e dirigi-me às Amoreiras. Depois das compras feitas dirigi-me a casa do Javi e esperei por ele que não demorou a chegar. Fomos tomar banho e fiquei a secar o cabelo enquanto ele se arranjava.
- Amor, ainda demoras?
- Não bebé, já estou a acabar, só falta vestir-me… Já vou ter contigo à sala.
- Ok princesa. Despacha-te que eles devem estar à nossa espera já…
- 5 minutos amor…
Ouvi-o e saí também para o quarto. Vesti-me rapidamente, coloquei o que precisava na mala e voltei à casa-de-banho para me certificar que estava pronta. Dirigi-me à sala e encostei-me à porta.
- Vamos embora amor?
- Sim princesa. – disse enquanto virava o rosto na minha direcção. Ri-me com a sua reacção.
- Amor, fecha a boca que entra mosca, nunca ouviste dizer? – ele acabou por me sorrir.
- Acho que não te vou deixar sair assim à rua princesa.
- Não gosto muito de namorados ciumentos… - comecei a aproximar-me dele. Rapidamente as suas mãos contornaram a minha cintura enquanto as minhas estavam em volta do seu pescoço.
- Estás linda princesa!
- Vá, não comeces… Vamos embora. – dei-lhe um beijo rápido e puxei-o na direcção da porta.
Fomos direitos ao bar. Quando lá chegámos já lá estavam alguns jogadores e respectivas mulheres ou namoradas. A Bela, o Mauro e a Inês também já tinham chegado, assim como o Ico, a Maria e o Saca. Fomos cumprimentar toda a gente e o Javi dirigiu-se para a mesa do DJ, enquanto eu fiquei na conversa com o Ico. Depois de chegar toda a gente fomos todos para as mesas e começámos a jantar. O jantar foi super animado e prolongou-se durante imenso tempo. A meia-noite aproximava-se e fui para junto do Javi. Começámos a ouvir a contagem decrescente: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
- Bom ano meu amor.
- Que o próximo ano seja ainda melhor que este princesa. – puxou-me e beijou-me apaixonadamente. Fomos desejar um bom ano aos restantes quando ouvi uma voz atrás de mim.
- Guigui, vamos? – perguntava-me o Ico. O Javi olhou-me confuso.
- Vais-me abandonar princesa?
- Amor, é o nosso ritual. Vens connosco?
- Que ritual?
- Confias em mim?
- Já sabes a resposta… Vamos lá.
- É coisa boa? – perguntava o David curioso.
- Para saberes vais ter que confiar.
- Cê quer ir meu amor? – vi a Sara olhar-me como que certificando-se que dali viria boa coisa e sorri-lhe.
- Vamos… - disse ainda um pouco a medo.
Dirigimo-nos ao balneário, eu, Javi, Ico, Saca, Maria, David e Sara, vestimos os fatos e pegámos nas pranchas. Encaminhámo-nos para a praia, não sem antes o Ico acender os holofotes que a iluminavam. Entrámos na água e apanhámos as primeiras ondas de 2011, calmamente e entre brincadeiras, enquanto o resto do pessoal nos observava a partir do bar. Saímos passado pouco tempo e regressámos ao balneário para nos vestirmos. Mal entro novamente no bar congelei. Não saía qualquer som da minha voz, comecei a tremer e senti vários olhares postos em mim. Aquilo não podia estar a acontecer…

Então, mas isto é assim???? Quem é que ela viu???
ResponderEliminarQuero mais....
VOcês levam-me ao desespero :P
Beijocas
EntãO acaba-se assiim!! =D
ResponderEliminarQuerO maiis!! =P
E rapiidO se pOssiivel!!
BjnhOs para as duas..
Opá até fiquei maluca com o fim deste capitulo! :P
ResponderEliminarAdorei,realmente voces têm uma escrita fantástica e uma historia de prender qualquer pessoa :)
Beijos**
Mas como é k fazes isto Guigui????
ResponderEliminarOpah quero mais....
O que será que vem aí???
Posta rápido
Beijinhos
fantastico...
ResponderEliminarquero mais...
continua...
isto é assim??? acabam assim??? deixam-nos na duvidas e cheias de curiosidade!!!
ResponderEliminarquero o proximo!!!
beijos***
Agora fiquei bue curiosa! Tinhas mesmo que acabar aqui??
ResponderEliminarAii quero mais!
Beijinhos Inês :)
eu tenho uma reclamaçao a a fazer: isto nao sao maneiras de acabar um capitulo! :D
ResponderEliminaradorei, e já fiquei viciadaa!!!
beijinhos
Diana