(Narrado pela Clara)
Acordei de manhã e tive preguiça de me levantar. Estava bastante cansada do dia anterior. Levantei-me, tomei banho e arranjei-me, não demorei muito. Enquanto preparava o portátil para levar para o trabalho, ouvi o telemóvel, fui até ele para atender.
- Estou quase pronta. Sobe…
- Não tem problema, vou estacionar. Qual o andar?
- 5º, vou abrir a porta.
- Ok.
Abri a porta do prédio e em menos de 5 minutos já ele estava a bater à minha porta. Fui abri-la.
- Entra… - dito isto, fiquei sem palavras.
- São para ti. – disse-me enquanto sorria.
- São lindas, obrigado.
Ele trazia um ramo de rosas, cor de champanhe lindíssimas. Escusado será dizer que amei a surpresa. Acabei de arranjar o que me faltava e disse dirigindo-me para a porta:
- Vamos?
- Não.
- Então? Precisas de alguma coisa? Ir à casa de banho, um copo de água…? O que precisas?
- Preciso daquilo que ainda não me deste! Eu trago-te um ramo de flores e tu é assim que agradeces? – percebi na hora o que ele queria. Fui até perto dele e estiquei-me até chegar à sua cara. Dei-lhe um beijo na bochecha, já sabia que não era aquele beijo que ele queria, mas confesso que gostei bastante da sua cara depois do beijo – Desculpa, mas acho que te enganaste. – dito isto aproximou a sua cara da minha e beijou-me. Foi um beijo apaixonado, bastante lento. Um beijo que fez parar o meu coração e sentir-me nas nuvens. Eu estava a ficar apaixonada e estava-me a sentir tão feliz… Aterrei na terra novamente pouco tempo depois, quando ele separou os seus lábios dos meus. – Assim sim, agora sei que o meu dia vai correr bem.
- Parvinho. Vamos indo? – não quis continuar a conversa, no entanto sabia que o meu dia também iria correr muito bem. Aqueles beijos inesperados faziam-me sorrir, faziam-me feliz!
- Sim. Queres ir onde?
- Não sei, um sítio qualquer. Podíamos parar lá perto do lar, assim não tínhamos que fazer desvios.
- Tudo bem. A menina manda.
Saímos de casa e fomos a caminho do lar. Lá perto havia uma pastelaria. Ele estacionou o carro e saímos. Chegou perto de mim e tentou dar-me a mão mas eu não deixei. Ele reparou que eu não estava à vontade e não insistiu. Entrámos e pedimos o que queríamos.
- Sempre vamos almoçar hoje? – perguntou.
- Ruben, se calhar não dá. Como não fui ontem trabalhar deve haver várias coisas para eu resolver. Não te importas de marcarmos para outro dia?
- Ok. – fez uma pausa, mas logo a seguir voltou à carga. – E logo, jantar?
- Tenho que ir ao lar, lembraste?
- Estás a fugir outra vez Clara.
- Não estou não, só que eu tenho a minha vida. Tenho as minhas obrigações e tenho os meus costumes. Não vou mudar nada assim de repente. – calei-me porque a empregada abeirou-se da mesa para nos trazer o pequeno-almoço.
- Ok. Eu só queria estar contigo.
- E não estás? Ruben, eu pedi-te para irmos devagar. Estivemos juntos ontem, são 8.23h da manhã e estamos juntos. Que queres mais?! Eu não tenho os teus horários ou as tuas folgas. Eu trabalho até às 18h e depois disso sabes como me sabe bem ir ao lar. Tens que me compreender, senão acho que não vale a pena continuar com isto.
Ele não disse mais nada, comemos e no fim não aguentei mais.
- Mas tu vais ficar chateado? Será que não compreendes o que te estou a dizer? Eu não posso mudar a minha vida toda só porque tu agora apareceste. Eu preciso de ter algo que me distraia, algo que eu faça por mim! Não posso, agora de repente, abdicar de tudo por algo que eu não sei o que é ou como vai acabar. E se tu não consegues compreender mais vale acabar já com isto.
- Acabar com o quê? Com aquilo que não existe? Com aquilo que tu não deixas existir? É a isso que te referes? Tu foges, tu sabes disso. Só não consegues admitir…
- Eu não deixo existir? Pois, porque os beijos são invenção da minha cabeça, eu penso que existiram, mas na realidade não deixei que acontecessem. Esquece Ruben, não vai resultar. É melhor esquecermos que nos conhecemos. Obrigado pela boleia. – deixei uma nota com a empregada da pastelaria e saí, nem sequer aguardei pelo troco. Eu queria sair dali o mais rápido possível. Entrei no carro e senti as lágrimas a caírem cara abaixo, estava triste. Tinha-me deixado levar pelas emoções, tinha deixado que aqueles beijos acontecessem e agora era demasiado tarde, eu já estava a sofrer. Cheguei ao trabalho, recompus-me e saí do carro.
O dia foi uma correria, tinha coisas para resolver, não consegui sair para almoçar e já eram 19h quando saí da empresa. Passei no lar para dar um beijinho aos “meus meninos”, mas nem isso me animou. Estive lá durante uma hora, mas tive que ir embora. Eu não estava nos meus dias. Um dia que tinha começado da melhor maneira e que não previa um desfecho assim. Conduzi até casa, entrei, vesti o pijama quando ouvi o telemóvel tocar dentro da mala.
- Estou?
- Oi Clarinha, tudo bem?
- Sim.
- Estás com uma voz estranha. Que se passa?
- Não se passa nada, ‘tá tudo bem.
- Nada não! Olha queres ir beber café? O David foi ter com o Ruben, eu estou sozinha e assim podias-me contar o que se passa… Não aceito um não como resposta.
- Pode ser, mas só se for aqui em casa. Já estou com o pijama vestido e não me apetece sair de casa. Mando-te a morada por mensagem. Pode ser?
- Ok. Então vou aí ter, até já!
Passado meia hora tocam à campainha, era a Sara. Abri a porta do prédio e mais tarde a porta de casa.
- Então, que cara é essa? – perguntou mal me viu.
- A que tenho já há uns aninhos. – tentei desconversar.
- Vá, pára lá com isso. O que é que foi?
- Já te disse que não foi nada. Tive um dia péssimo no trabalho, não tive hora de almoço, saí de lá já passava das 19h… Estou estoirada do dia de ontem e do dia de hoje.
- Ok. Eu não vou insistir mais. Olha queria-te pedir uma coisa.
- Se eu poder ajudar…
- Posso passar a ir contigo lá ao lar? O David falou-me super bem dos miúdos e já o Ruben na semana passada veio todo feliz de lá, não parou de falar de ti e das crianças, no trabalho que desenvolvem lá e nos voluntários. Achas que me posso juntar a ti?
- Claro que sim. Toda a ajuda é bem-vinda. E como é óbvio vou adorar que venhas comigo.
- Então quando fores lá avisa, eu também quero ir.
- Ok.
- Então e agora falando de coisas muito interessantes… Já falaste com o Ruben hoje?
- Sara esse realmente não é um bom tema de conversa. Mas para terminar já com a conversa, eu conto-te mas tu tens que me prometer que não vais fazer perguntas, nem me falar mais dele. Prometes?
- Mas o que é que aconteceu?
- Promete Sara…
- Sim, prometo. Conta lá o que se passou.
- Decidimos que era melhor deixarmos de nos ver… Eu tenho a minha vida, as minhas responsabilidades, o meu trabalho e o lar. E ele tem o futebol. As nossas vidas não são compatíveis e antes que algum de nós se magoe…
- Antes que algum de vocês se magoe decidiste que era melhor fugires.
- Tu prometeste Sara… Não insistas, foi uma decisão dos dois.
- Eu sei que prometi, mas acho que estás a ser parva.
- Deixa-me ser então… Eu sei que não ia dar certo.
Ela não insistiu mais. Ficámos mais um tempo na conversa e entretanto ela decidiu ir embora.
oHH tadim do ruben *)
ResponderEliminarvalaa publica mais!!
e com eles juntinhos XDD
SO MAIS UM! SO MAIS UM!! XDD
ResponderEliminaradRO a tua FAnFIC *)
ResponderEliminarQuero mais... mas o rapaz tinha que desistir assim tão facilmente???
ResponderEliminarContinuem....
Bjs