sábado, 13 de novembro de 2010

Capítulo 5 - O Jogo

(narrado pela Clara)

Acordei e quando olhei para o relógio já era quase meio-dia, tomei um banho rápido vesti-me, comi um iogurte e uma peça de fruta, peguei na chaves de casa e do carro, no meu cachecol do Benfica e lá fui eu. Ainda não ia para o bar, mas como já não voltava a casa, levei logo o cachecol. Dirigi-me para o lar, não passava um dia em que eu não fosse lá, quando cheguei, já todos tinham almoçado e estavam a acabar de levantar a mesa, cumprimentei as auxiliares, e senti umas mãos à volta da minha cintura, era a Luísa, largou-me e eu baixei-me para lhe dar um beijinho, no momento em que me baixo volta ela a agarrar-me de tal forma que desequilibrei-me e caímos as duas no chão, ela começou a rir de tal maneira que me contagiou… Passámos parte da tarde assim, entre risos e brincadeiras, a dançar e a cantar, ela uma criança super alegre e eu ao pé dela acabava por me esquecer da idade que tinha, parecíamos duas crianças…
Eram 16h, quando decidi que ia embora, sabia como era o bar em dia de jogo, e de certeza que a Guigui precisava da minha ajuda, despedi-me de todos e vim embora. Como era normal a Luísinha não se despediu de mim, ela ficava sempre chateada quando chegava a hora de me vir embora.


(narrado pela Guigui)

O dia de domingo passou sem sobressaltos. O Ico andava, como sempre, atarefado com as aulas de Surf e eu a Maria atendíamos os poucos clientes que íam ao bar enquanto preparávamos as coisas para a noite. Os dias de jogos lá no bar eram sempre de muito trabalho, principalmente os do meu Glorioso. O bar começava a encher a meio da tarde e só tínhamos descanso quando fechássemos.
Tínhamos um ecrã gigante onde era projectado o jogo. A Maria lá ía resmungando à medida que via Benfiquistas a chegar. Como é lógico eu já estava equipada com o meu cachecol do n.º 6!

- Guigui, precisas de ajuda? – a Clara tinha acabado de chegar e como é lógico já estava com o seu cachecol do n.º5.

- Obrigado bebé, mas não preciso. Está lá a frente uma mesa vazia guardada para nós. Vai-te sentar, se quiseres. – Eu sabia como a Clara ficava nervosa à medida que a hora do jogo se aproxima, e ainda mais no decorrer do mesmo. – Clara, e respira fundo se faz favor! – sorri-lhe.

- Sabes que isso é impossível Guigui! – respondeu-me a Clara.

Quando se dirigia para a mesa reparou que todas as mesas estavam ocupadas, voltou atrás e perguntou-me.

- Guigui, qual é a mesa? Já estão todas ocupadas…

- Estão todas ocupadas? Eu não acredito! Quem é que é o ignorante que não sabe que aquela mesa fica sempre para mim? Todos os nossos clientes sabem perfeitamente isso… - enquanto dizia isto dirigia-me à mesa.

Quando estamos a chegar à mesa a Clara pára e agarra-me no braço. Eu sem perceber continuo, quando lá chego percebo a reacção dela e começo-me a rir. Os dois rapazes que estão na mesa olham para nós sem perceber a nossa reacção até que um deles decide falar.


(narrado pela Clara)

- Boa tarde Clara! Pensava que não te ía voltar a ver… - levanta-se, aproxima-se de mim e dá-me dois beijos.

- Bo… Boa tarde Ruben, tudo bem? Pois, parece que pensaste mal… - respondi sem saber muito bem o que dizer.

- Boa tarde Ruben, não sei se te lembras de mim… Mas isso também não interessa agora. Essa mesa já estava ocupada. – às vezes a Guigui era um bocadinho impulsiva nas suas reacções.

- Estava?? Como não vimos ninguém cá sentado… Mas desculpa. – disse ele meio atrapalhado.

- Não estava nada, a Guigui é que às vezes consegue ser incoveniente.

- Então mas aqui é ond… - começou ela por dizer, não acabou a frase porque puxei-a até ao balcão, pedindo desculpa ao Ruben e ao rapaz que estava com ele.

- Mas o que é que estás a fazer? Queres espantar a clientela? Não te esqueças que o cliente tem sempre razão, é a regra básica do negócio. E ele tinha razão, não ‘tava lá ninguém sentado. – disse-lhe eu.

- Mas toda a gente sabe que aquela mesa é nossa, e ele não pode pensar que só porque é o Ruben Amorim vem para aqui e senta-se onde quer e bem lhe apetece… - resmungou ela.

- Vá lá Guigui, tu não és assim, até parece que não dispensas-te já várias vezes aquela mesa, nomeadamente ao Saca, quando vem cá com os amigos.

- Ok, tens razão. Mas agora onde te sentas? Isto já ‘tá cheio, já não há mesas! Eu fico atrás do balcão, mas tu ficas onde?

De repente sinto uma voz atrás de mim:

- Desculpem lá meter-me na conversa, aquela mesa ‘tava guardada para ti Clara?

- Sim! – responde a Guigui, antes que eu pudesse dizer alguma coisa.

- Não te preocupes Ruben, eu também não consigo ver o jogo sentada. – disse eu tentando minimizar a situação.

- Então se a mesa era para ti, vem-te sentar lá, gostava muito de ter a tua companhia.

Dei a minha mala à Guigui e segui com ele para a mesa. Quando chegamos estava um rapaz lá sentado, que se levantou de imediato. O Ruben apressou-se a apresentar-nos.

- Clara, este é o Mauro, meu irmão. Mano esta é a Clara, a rapariga que te falei ontem. – O Mauro deu-me dois beijinhos e sentamo-nos, trocaram os dois um sorriso, e eu pensei, “mas por que raio falaram de mim ontem??”

Estava eu perdida nos meus pensamentos quando aparece a Guigui:

- Xuxu, esqueceste-te do teu cachecol. – dizia ela com um ar provocante, enquanto eu fui apanhada de surpresa.

Como é obvio não me tinha esquecido dele, tinha-o posto na mala de propósito, afinal o cachecol era do Ruben Amorim, e eu não me sentia propriamente a vontade de o ter comigo naquela situação. Deu-me o cachecol, e perguntou o que queríamos tomar. Eu pedi o normal, uma tosta e uma imperial, e eles pediram 2 imperiais.
Eu já tinha comido, íamos os três na segunda imperial, quando o jogo começa, o Benfica entra bem no jogo e logo a seguir ia marcando golo num remate de fora da área do Carlos Martins. Os minutos foram passando e o Benfica sempre a dominar, sem no entanto chegar ao tão esperado golo. No inicio da segunda parte, após um ataque falhado da nossa parte, o Nacional inicia o seu contra-ataque, em que o jogador do nacional passa pelo Javi Garcia, tendo apenas como opositor o Luisão, de forma a parar aquele ataque que provavelmente daria golo, o Luisão faz falta, o que leva o árbitro a mostrar o cartão vermelho. Era injusto, não o cartão vermelho mas toda a situação, o Benfica estava a dominar o jogo desde inicio, só não tinha marcado ainda por estar com azar, e ter um grande guarda-redes pela frente. Todos no bar mostraram o seu desagrado com aquela situação, nem conseguia olhar para o Ruben, ele ‘tava com uma azia. Não me importei e arrisquei:

- Não te preocupes, eles são capazes, vais ver que já a seguir o David faz uma daquelas suas subidas no terreno e marcam golo.

Ele sorriu, mas não me respondeu.
10 minutos depois, já o Jesus tinha tirado o Saviola para entrar o Sidney, este com a bola nos pés passa para o David, que tira um adversário do caminho, passando a bola ao Peixoto, que devolve ao David já com este no inicio da área, que remata… E no bar só se ouve:

- GOLOOOOOOOOO – gritámos todos, e num acto espontâneo Ruben dá-me um abraço, eu nem me mexi, não estava à espera daquilo, não tínhamos assim tanta confiança.

- Desculpa – disse ele após me largar, com um sorriso tímido e envergonhado nos lábios.

- Não te preocupes, o Benfica torna-nos assim um pouco doidos. – respondi piscando-lhe o olho.

O jogo acabou, ganhando o Benfica com o golo do David.

1 comentário:

  1. gosTEi!! xD como de custume...lºoºL

    ohhHH eu bem sei o que o ruben e o mauro falarAM ^.^

    qerO maIS capitlo!!! hojE!! pra Me fortalecer po jogo dE amanHA, XD
    aHHh se o ruben for titular amanha(:P)quero 5capItulos pra Festejar?! que me dizes?!!!


    continua, gosto mtO da tUa fanFIC::...escrEves bEm a histoRiaA

    *) 5<4ever

    ResponderEliminar