(Narrado pela Guigui)
- Guigui? - não sabia muito bem à quanto tempo estava na água.
Olhei para a praia e percebi quem me chamava. Esperei pela onda seguinte e apanhei-a até à beira-mar.
- Olá bebé! Que horas são?
- Horas de jantar. – quando acabou de falar deu-me um leve beijo na boca.
- Já? Desculpa. Parece que hoje estás destinado a esperar por mim… - tentei desconversar.
- Não há problema. Vá, vai lá tomar um duche que eu espero por ti.
Enquanto ele se dirigiu ao bar eu fui para os balneários. Tomei um duche rápido, vesti-me e apanhei o cabelo num rabo de cavalo. Quando entrei no bar não vi o Javi.
- Então Maria, não me digas que espantaste o meu príncipe! – mal acabo de falar vejo-o a espreitar da copa com um sorriso nos lábios.
- Com que então, príncipe…
- Ah, não te vi… Pensei que a lagarta te tivesse espantado. – fui até junto dele. O bar estava estranhamente vazio – Maria, o Ico? – falei um pouco mais alto para que ela me ouvisse.
- Está ali para fora!
- Ah, ok… Então, o que vai ser a ementa?
- Que cheirosa… - ele aproximava-se de mim.
- Não é costume? – mais uma vez tentei desconversar.
- Guigui, o que é que se passa?
- O que é que se passa, como assim?
- Queres mesmo que te explique?
- Desculpa…
- Mas desculpo o quê? Nem percebo o que se passa… Queres-me explicar?
- Sei lá! Nem eu sei bem… Adoro a tua companhia, fico cheia de saudades quando não estou contigo, mas tenho medo que nos estejamos a precipitar. Normalmente não sou assim, atiro-me de cabeça e sinceramente nem penso no que estou a fazer, mas contigo é diferente. Eu estou mesmo a gostar de ti.
- Então qual é o problema?
- Javi, eu quero que, o que quer isto seja, resulte. Porque sinceramente já me és essencial…
- Achas que não és especial para mim? Tolinha… - aproximou-se de mim e beijou-me com desejo. Foi um beijo longo que entretanto interrompi pelo silêncio que estava instalado. Não se ouvia um único barulho vindo do bar.
- Isto não está demasiado silencioso? – levantei-me e espreitei para o bar. Estava totalmente vazio e as portas fechadas. Não havia sinal do Ico nem da Maria. Olhei para o Javi que tentava esconder um sorriso – O que é que se passa Javi?
- Nada.
- Javi?...
- Que coisa! Comentei com o Ico que tínhamos combinado de jantar e como isto estava com pouca gente ele aproveitou para fechar mais cedo.
- Ai foi? E agora fecha-se o bar e eu não sei de nada? Bonito…
- Anda cá, não resmungues tanto! – voltou-me a puxar para si e abraçou-me.
- Bebé, estou cheia de fome….
- Vamos jantar então! Não quero a minha princesa com fome. – deu-me um beijo na testa e colocou duas tostas que tinha arranjado na tostadeira – Eu sei que não é nenhum manjar, mas foi o que consegui arranjar.
- Está óptimo! – abracei-o. Era tão bom estar junto dele!
Quando as tostas ficaram prontas fomo-nos sentar numa das mesas da esplanada a comer. Estava uma noite agradável. Quando acabámos de comer levei a loiça para dentro e aproveitei para trazer dois puffs para fora. Coloquei-os junto à parede de forma a podermos ficar encostados. Sentei-me e o Javi veio para junto de mim. Acabei por me enroscar nele.
- Javi?
- Diz princesa.
- Porque é que estás aqui comigo? – ele afastou-me e virou-me para ele.
- Adoro a tua companhia, adoro estar contigo e adoro-te a ti. Tenho passado os dias ansioso por estar contigo. Não consegues ver isso? – abracei-me a ele enquanto ele acabava de falar.
- Obrigado.
- Não sejas tontinha, sim? – abraçou-me, um abraço forte e reconfortante – Adoro-te Guigui. – sussurrou ao meu ouvido.
- Também te adoro Javi. – dei-lhe um leve beijo.
Ficámos uma eternidade assim, abraçados, enquanto conversávamos e observámos o céu.
- É tão bom estar assim contigo!
- Pois é, mas se calhar está na hora de irmos embora, não?
- Já? Ainda é cedo princesa…
- Amanhã não tens treino de manhã?
- Tenho…
- Então se calhar já não é assim tão cedo. Vamos lá preguiçoso!
Levantámo-nos e levámos os puffs novamente para dentro. Fui buscar a minha mala e seguimos para os carros abraçados. Quando chegámos ao parque ele colocou-se à minha frente com as suas mãos à volta da minha cintura.
- Amanhã tenho folga. Fazemos alguma coisa depois do teu treino?
- E que tal ires ver o treino?
- Amanhã deve ser à porta fechada, não?
- Não te preocupes com isso. Apanho-te em casa às 8.30h para irmos tomar o pequeno-almoço e depois seguimos para lá, pode ser?
- Se não houver problema, claro que sim! Bebé, avisa-me quando chegares a casa, sim?
- Aviso sim, e tu também, ok?
- Combinado. – sorri-lhe.
Olhou-me e pude ver a felicidade que os seus olhos transmitiam.
- Obrigado pela noite princesa!
- Obrigado eu bebé. – sorri-lhe e aproximei o meu rosto do seu. Dei-lhe um beijo suave. Quando ía para me afastar ele abraçou-me com mais força e beijou-me. Um beijo longo, carregado de paixão.
- Adoro-te princesa. Até amanhã.
- Até amanhã bebé. Adoro-te!
Entrei no carro e fiquei a vê-lo dirigir-se ao seu. Quando entrou arranquei. Àquela hora já não havia trânsito e em menos de meia cheguei a casa. Quando entrei a Clara já dormia. Peguei no telemóvel e mandei-lhe uma mensagem:
“Cheguei agora a casa. Adoro-te! Dorme bem meu essencial. Beijão”
Fui até ao meu quarto, vesti o pijama e dirigi-me à casa de banho para me arranjar. Quando regressei ao quarto peguei no telemóvel e tinha já a resposta do Javi:
“Também cheguei agora a casa minha princesa. Amanhã estou aí às 8.30h, não te atrases :p Dorme bem. Adoro-te!”
Gostei!!
ResponderEliminarMas agora quero o segundo da noite :P
Continuem....
perfeito...
ResponderEliminarquero mais...
posta mais hoje, por favor...
continua...
tou cada vez mais gostando da tua fan fic...