(narrado pela Clara)
Acordei com o barulho da campainha a tocar, levantei-me num ápice e fui abrir a porta.
Acordei com o barulho da campainha a tocar, levantei-me num ápice e fui abrir a porta.
- Quem é?
- O Ruben. ‘Tás pronta?
- Então mas não tínhamos combinado às 10h?
- Yah. E eu já cá estou. Vais abrir ou vou ficar aqui à seca?
- Sobe. – abri-lhe a porta e fui ver as horas. Wow, já eram 10h e eu ainda não estava pronta. Ouvi baterem a porta e abri.
- Desculpa, ontem devo-me ter esquecido de pôr o despertador. Eu juro que me despacho. – estava bastante envergonhada. Dito isto dirigi-me para o quarto.
- Não te preocupes. – sossegou-me
- Vou só tomar um duche, prometo que é rápido. Se quiseres tomar alguma coisa estás a vontade, se quiseres jogar playsatation, suponho que saibas ligar. Põe-te a vontade, eu não demoro. – gritava lá para baixo.
- Ok.
Lá fui eu arranjar-me. Tinha pouco tempo para o fazer visto que a Sara e o David também deviam estar a chegar. Quando acabei o banho oiço uma enorme algazarra. Vesti-me o mais rápido que pude e saí da casa de banho.
A grande algazarra era nada mais nada menos que os berros da Guigui a abraçar a Sara.
- Ei, mas o que é que vem a ser isto? Pensava que as crianças estavam no lar, mas parece que não precisei de lá ir para as encontrar. – desci as escadas e fui ter com eles. – Guigui, vens connosco?
- Não, tenho que ir para o bar. Vão onde?
- Vamos ao lar.
- Ok. Então divirtam-se.
- Ahh… Guigui? – Chamei-a novamente.
- Diz…
- Olha finalmente vamos ter companheira de casa.
- Aí é… Então? Vê lá quem é que metes cá em casa. – avisou-me ela.
- Aqui a Sara vem viver connosco. – disse eu vendo a cara de espanto da Guigui a olhar para nós.
- A sério? Que fixe… Eu sabia que os meus conselhos te íam servir na busca pela companheira ideal… - disse piscando-me o olho.
- Parvinha… - disse-lhe deitando a língua de fora.
- Cê vai tratar bem a minha menina, combinado Guigui?
- Achas que eu sou capaz de tratar mal alguém David? – enquanto lhe respondia soltou uma gargalhada.
De repente a campainha toca.
- ‘Tás a espera de alguém Guigui?
- Mas que horas são? – perguntou ela meio desorientada.
- 10.30h. – disse-lhe dirigindo-me para a porta.
- Ele é mesmo pontual. – disse ela baixinho.
- Quem é que é mesmo pontual Maria Margarida? Não me digas que é quem eu estou a pensar…
- Sim Clarinha, é quem estás a pensar… – respondeu-me enquanto abria a porta – Bom dia giraço! – aproximou-se dele e cumprimentou-o. Ficámos todos a olhar para a cumplicidade deles.
- Ué, que é que cê ‘tá fazendo aqui moleque? Cê anda aturando essa garota? Haja paciência… - mais uma vez o David implicava com a Guigui.
- Ó Ovelha Choné, vocês não têm que ir andando? – a Guigui não se deixou ficar.
- Que é que cê me chamou garota?
- Bom dia para vocês também… – o Javi continuava à porta sem perceber muito bem o que é que se estava a passar ali.
- Não ligues David. A Guigui bate mal da tola…. – dizia eu com um sorriso – Vamos embora?
Nós saímos de casa em direcção ao lar. Quando lá chegámos já andavam os miúdos de um lado para o outro. Quando as crianças viram o Ruben e o David, vieram logo ter com eles. O tempo foi passando e enquanto os rapazes jogavam à bola, nós brincávamos com as meninas. Chegou a hora do almoço e nós ajudámos a orientar o mesmo, para a seguir irmos embora.
- Bem e nós vamos almoçar onde? Estou com uma fome… - perguntava o Ruben já meio impaciente.
- Que tal irmos a Costa almoçar? Depois íamos beber café com a Guigui… - sugeriu a Sara.
Concordámos todos e lá fomos. Almoçámos num dos restaurantes junto ao mar. O almoço foi animado, o David e o Ruben davam-se super bem e estavam sempre na brincadeira. Eu e a Sara tentávamos parecer as mais calminhas mas com as brincadeiras deles tornava-se uma tarefa difícil. Já no final do almoço implicaram connosco porque mais uma vez tivemos de ir à casa de banho e fomos juntas.
- Puto não sei o que se passa comigo, cada vez que ‘tou com esta miúda só me apetece não a largar mais… Mas ela está sempre a dar-me para trás, juro-te que não entendo. – desabafou o Ruben.
- Mano tem que ter paciência! Já deu p’rá entender que a Clara não é como as outras garotas. Ela não ‘tá procurando uma relação, ela ‘tá procurando amizade. A Sara me falou que ela não se deixa levar fácil, ela tem que ser conquistada. Mais importante, ela tem que se sentir segura. Dá p’rá ver que ela é tímida, e não gosta de ser o centro. Gosta de estar quietinha, na dela. Vai com calma mano, se você gosta dela conquista a gata.
- Mas é mesmo, como tu dizes “’tou amarradão na gata!”. – Disse o Ruben tentando imitar o sotaque brasileiro.
Continuaram na conversa, e pouco depois chegámos nós.
- Então vamos ter com a Guigui? – perguntei.
- Sim, vamos. – respondeu-me o Ruben.
Pedimos a conta, que entretanto os meninos se anteciparam a pagar, sem nos darem qualquer hipótese de acordo e saímos do restaurante.
- Podíamos ir a pé, pela praia… O bar é já ali a frente. - sugeri.
Eles concordaram e lá fomos nós. O David e a Sara deram a mão e foram andando, eu e o Ruben ficámos para trás. Aquela situação não me agradou muito, mas como os pombinhos queriam ir só os dois e eu não queria ser desmancha prazeres lá fiquei mais para trás com o Ruben.
- Finalmente tenho um tempinho para falar contigo. – dizia-me ele.
- Não sejas exagerado, temos estado juntos o dia todo. Não me digas que eu ainda não tinha falado contigo?
- Tu entendeste o que eu disse. Queria estar assim, um bocadinho só contigo.
- Pois, ‘tá bem… Então diz lá o que querias falar só comigo.
- Logo à noite vamos jantar os dois…
- O quê?
- É o que ouviste, logo à noite vamos os dois jantar… Quero estar contigo, só contigo.
- Ai agora ‘tás a desfazer a companhia deles é? Pensei que eram amigos. – disse eu na brincadeira.
- Pois, na realidade somos amigos, - dizia-me ele com cara séria – mas logo à noite eu dispenso a companhia deles. E suponho que eles também dispensem a nossa… Por isso, para não ficarmos os dois sozinhos, eu faço o favor de te aturar… - dizia ele sem deixar escapar nem um pequeno sorriso.
- Ai fazes-me esse favor? Realmente a Sara bem me disse que tu eras um querido, eu na altura não acreditei, mas pelos vistos enganei-me. Mas se é assim, ok, fica combinado. Mas olha, eu não te fico a dever nada. Porque eu sou fácil de aturar, já tu… Tens um feitiozinho um pouco difícil.
- Nós hoje estamos muito engraçados não é menina Clara? Mas olhe, a menina pode ficar descansada porque para mim não vai ser nada difícil aturá-la. Aliás, vai ser um prazer, mais uma vez, estar na tua companhia.
- Vá, para lá com isso. Já chega de lamechices! Também não vai ser assim tão difícil aturar-te. E quem atura tantas crianças, aturar mais uma não é problema.
- Ai é? – dizia-me enquanto se dirigia a mim e me agarrava para fazer cócegas.
Eu soltei-me e tentei correr pela praia, mas como era óbvio ele corria mais rápido do que eu e apanhou-me num instante. O David e a Sara íam de tal forma entretidos a namorar que nem deram pela nossa brincadeira.
Quando ele me apanhou, agarrou-me pela cintura o que fez com que ficássemos muito próximos. Tentei soltar-me novamente mas ele tinha bastante mais força e o máximo que consegui foi que caíssemos os dois no chão. Estávamos colados, ele estava deitado sobre a areia e ainda me agarrava na cintura e eu estava em cima do seu corpo sem me conseguir afastar. A atracção que sentíamos um pelo outro fez-se notar e sem darmos conta os nossos rostos aproximavam-se ainda mais um do outro. Fechei os olhos e senti os seus lábios nos meus, a sua língua procurava a minha. Senti uma mão dele no meu pescoço enquanto a outra continuava na minha cintura, ambas apertavam o meu corpo ainda mais contra o dele. Quase que aposto que sentia o bater rápido do seu coração, tal como ele devia sentir o meu. Parecia que aquele beijo não tinha fim, a nossa atracção era de tal forma que me esqueci de onde estava. Lembrava-me apenas de como aquele momento era lindo e único, era especial… Terminámos aquele momento com pequenos beijos, ele rodou-nos e deixou-me a mim sobre a areia o que fez com que ele ficasse sobre mim (Tenho a certeza que o fez com medo que eu fugisse mais uma vez). Olhou para mim e deu-me mais um beijo.
- Desculpa, mas estava com vontade de o fazer desde ontem, quando fomos interrompidos. – sorriu-me e continuou. – Clara, eu sei que ainda é muito cedo, mas a verdade é que eu acho que me estou a apaixonar.
- Estás-te a apaixonar e andas a dar-me beijos a mim? Não achas que os devias dar a rapariga por quem estás apaixonado? – perguntei-lhe meio envergonhada com aquela declaração.
- Realmente tu não desarmas, não é? Ou será que é a tua forma de mostrar que não estás envergonhada, quando na realidade estás?
- Olha, e saíres de cima de mim, não?
- Estou tão bem aqui, acho que não vou sair…
- Ruben vá lá…
- Só saio com uma condição, aceitas?
- Qual? – mau, ele já estava a abusar...
- Vais-me prometer que não vais fugir mais de mim. Eu vou fazer de tudo para te conquistar, mas tu tens de deixar. Prometo que se me deixares eu vou merecer a tua confiança e tenho a certeza que podemos ter uma história muito bonita…
- ‘Tá bem… Eu também não tenho grande sucesso a fugir… És mais rápido que eu, apanhas-me logo. – disse-lhe tentando desviar a conversa.
- Promete Clara.
- Ok, eu prometo. Mas tu vais ter que me prometer também outra coisa.
- Diz.
- Vá, eu já prometi, por isso já podes sair de cima de mim. – ele saiu e sentámo-nos os dois – Vais ter que me prometer que não me vais magoar. Eu estou a confiar em ti, por isso se quebrares esta promessa eu quebro a minha… Prometes?
- Prometo. Aliás, eu juro-te que nunca te vou magoar. – dito isto aproximou novamente os seus lábios dos meus e selou a promessa com um beijo.
Levantámo-nos e dirigimo-nos para o bar.
- Então, estava complicado acharem o caminho para aqui? – perguntava a Guigui toda divertida. – Quem vos mandou não seguirem as pisadas aqui do casalinho? – dizia ela referindo-se ao David e à Sara.
- Sabes, aqui o casalinho vinha de tal maneira lamechas e com beijinhos aqui e acolá, que nós resolvemos dar-lhes privacidade. E olha, acabámos por nos perder. – dizia o Ruben vendo que eu estava envergonhada
- Ai a gente que vinha de beijinho né? Então cê tem que me ensinar a sua técnica de dar privacidade, porque pelo que eu vi, da última vez que olhei para trás, quem parecia querer privacidade eram vocês, ou então ‘tou enganadão porque vocês não se preocuparam em dar beijo no meio da praia, não foi precisa a privacidade… - nesse momento a Sara deu-lhe uma cotovelada para ele se calar.
Eu fiquei super envergonhada e só me apeteceu sair dali, no entanto eu tinha-lhe prometido que não ia fugir mais e assim foi. Controlei-me e pedi á Guigui o meu café. A tarde foi passando entre conversa.
- Sarinha, então e quando fazes a mudança? – perguntei-lhe.
- Talvez na próxima semana. Como os meninos jogam cá, até podem dar uma ajudinha…
- Faço tudo para ter você pertinho de mim. – dizia o David com um ar super fofo, enquanto olhava para a Sara.
- Sim, e comigo também podes contar. – prontificava-se também o Ruben.
Como já estava a ficar tarde resolvemos ir embora, como quem tinha levado o carro foi o Ruben, fomos levar o David e a Sara a casa dele e o Ruben ía-me deixar em casa.
- Entras? – perguntei-lhe.
- Não te importas?
- Se me importasse não te perguntava…
Opá fartei-me de rir com a expressão "Ó Ovelha Choné"!! LOOL
ResponderEliminarContinuem... está cada vez melhor...
Bjs
lindo...
ResponderEliminarquero mais...
posta mais hoje por favor...
continua...
tou completamente viciada e tou adorando a tua fan fic...