Porque o nosso nº 5 voltou hoje à titularidade, a fazer um jogo completo e o nosso Benfica ganhou, deixo-vos um novo capitulo... Comentem por favor, é que eu assim não sei se estão a gostar ou nao...
Ahh, biaC desculpa, mas 5 capitulos era demais... lol
Espero que gostem, bjs
(Narrado pela Clara)
A segunda-feira era para mim o pior dia da semana, eu gostava do meu trabalho, no entanto este dia era péssimo, eu entrava numa reunião e mal acabava essa, tinha logo outra, o tempo para almoçar era curtíssimo, e nem as conversas com a Bá nesse curto espaço de tempo me animavam.
- E então Dona Clara como foi o resto do seu fim-de-semana? – perguntou ela, curiosa.
- Normal, ontem fui a tarde às Florinhas e depois fui ter com a Guigui ao bar, dia de jogo já sabes, ou é no estádio, ou no bar. Aquilo para variar estava cheio.
- Fogo, aquele jogo ontem enervou-me, - dizia o Tiago – a jogarmos daquela maneira, a massacrar mesmo e acabamos o jogo a ganhar por 0-1 e com menos um em campo…
- Nem me digas nada… - respondi-lhe.
- Vocês os dois por favor, não se ponham a falar de futebol, já ontem tive de levar com isso, dêem-me uma folga. – resmungou a Bá.
- Pronto Bá, não chores mais… - ia continuar mas o som do meu telemóvel a tocar interrompeu-me, peguei nele, e era a Guigui.
- Então miúda, como correu a reunião?
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Quando desliguei, já a Bá e o Tiago tinham ido embora, íamos ter outra reunião, e eles foram indo para preparar as coisas. Fui ter com eles à sala de reuniões, e pouco depois, deram início à mesma.
Quando cheguei ao meu gabinete já passava das 17.30h, como era possível uma reunião demorar tanto tempo, organizei umas coisitas e às 18h saí da empresa, dirigi-me ao carro e a próxima paragem era o lar.
Quando cheguei achei estranho, estava tudo muito calmo, o normal reboliço nos corredores àquela hora não existia, fui directa ao refeitório, não era normal jantarem tão cedo, mas se calhar era o que estava a acontecer, entrei no refeitório e a Joana estava lá com a D. Mariana (a cozinheira), de volta do jantar.
- Olá meninas!! Isto hoje está muito calmo. O que é que se passa? – perguntei
- Boa noite Clara, olha hoje despachamo-nos cedo, os banhos já estão tomados, e o jantar está pronto, vou chamá-los para virem comer, porque hoje temos noite de cinema. – respondeu-me a Joana enquanto caminhava para a porta do refeitório. – Volto já. – e saiu.
- Bem os miúdos devem estar eufóricos, uma noite de cinema… - comentei com a D. Mariana.
- A menina nem sabe o quanto… - respondeu-me.
Comecei a ouvir os gritos da criançada, quando começaram a entrar na porta, um a um foram-me cumprimentando. Já com todos sentados a mesa, perguntei à Joana pela Luísinha, pois tinha sentido falta do seu abraço e ela não estava sentada no seu lugar.
- Já aí vem, não te preocupes. – ela respondeu-me ao mesmo tempo que se chega a porta do refeitório, um homem com uma criança nos seus braços, a criança mal me viu saltou do seu colo em direcção a mim, abrindo os seus braços para me abraçar.
- Então minha linda, estás boa? – disse-lhe ao mesmo tempo que pegava nela e lhe dava um beijinho.
- Sim, sabes que hoje depois do jantar vamos ver um filme? – perguntou-me.
- Sim, a Joana já me contou.
- Quando formos podes ficar ao pé de mim?
- Claro que sim, meu amor. – respondi-lhe, ao mesmo tempo que me dava conta que os olhos do homem estavam postos em nós duas, e a tomar atenção à nossa conversa. Pousei-a no chão e disse-lhe: – Vá, vai-te lá sentar, para jantares.
Dirigi-me ao homem que continuava a olhar para mim e perguntei:
- Mas o que é que estás aqui a fazer??
- Como disseste que não vinhas tomar café comigo porque vinhas para aqui, eu resolvi disponibilizar também um pouco do meu tempo, para fazer um 2 em 1, posso passar algum tempo contigo e conhecer-te melhor e ao mesmo tempo, arrancar mais uns sorrisos e distribuir uns miminhos, por estas crianças. – respondeu-me com aquele sorriso característico, aquele com o qual eu me derretia.
Depois daquelas palavras e daquele sorriso, eu não sabia o que dizer. Só me ocorreu perguntar-lhe:
- Jantas cá?
- Não sei, como costumas fazer?
- Eu costumo jantar aqui, tu se quiseres podes ir jantar a um restaurante, aqui perto há um bastante bom, mas também podes jantar aqui. É como preferires.
- Achas que há jantar para mim? – questionou-me visivelmente envergonhado.
- Claro que sim, aqui pode faltar muita coisa, mas comida, nunca.
- Ok, então janto cá.
Fomos buscar um prato, servimo-nos e sentamos na mesa onde estava a Joana e as auxiliares, e ficámos assim lado a lado a jantar.
- Ruben, desde já agradeço-te o que fizeste hoje, muitíssimo obrigado. – comentou a Joana.
- Não foi nada de mais, como no sábado vi que não tinham, e como eles adoram ver fimes e essas coisas, e a mim não me custa, resolvi oferecer. – respondeu-lhe ele.
- De qualquer das maneiras muito obrigado. – agradeceu ela novamente.
Eu tinha sido apanhada de surpresa na conversa, pensei logo que ele tivesse oferecido um leitor de DVD, e nem perguntei nada. As crianças terminaram o jantar e levantaram a mesa, tal como nós adultos. Foi quando nos encaminhámos para a sala de convívio onde iríamos ver o filme. A Luísa ia ao meu colo, e o Ruben atrás de mim, quando entrei na sala fiquei sem reacção, parei à porta e fiquei a admirar o que estava a minha frente, a Luisinha saltou do meu colo, mas eu continuei parada no mesmo sitio, completamente petrificada, na parede em frente à porta estava uma tela enorme branca, em cada canto da sala estavam presas nas paredes colunas de som, um projector e um leitor de DVD presos no tecto.
- Foste tu que fizeste tudo isto? – perguntei-lhe, completamente aparvalhada.
- Não, achas? Se fosse eu a fazer concerteza que o trabalho não tinha ficado tão perfeito.
- Tu sabes do que estou a falar, responde-me por favor… - pedi-lhe.
- Se te estás a referir a quem comprou, sim, fui eu.
Como me apeteceu abraçá-lo naquele momento, um abraço como aquele que ele me tinha dado no dia anterior, como era possível eu ter estado com ele apenas dois dias, e sentir já uma admiração tão grande, aquilo tudo devia ter custado uma fortuna, e ele não tinha qualquer obrigação.
- Obrigado. – disse-lhe já com os olhos com água. – Foi um gesto lindo Ruben, e não é qualquer pessoa que o tem. Tens um coração do tamanho do mundo. Obrigado. – e dizendo isto não aguentei, e dei-lhe um beijo no rosto acompanhado pelo tal abraço, estava realmente agradecida, e acho que ele percebeu isso.
Quando nos afastámos, ele retribuiu o beijo, e disse-me:
- Só pelos sorrisos que hoje recebi, já valeu a pena.
A Joana entretanto pôs o filme, eu estava sentada em cima de uma almofada, com a Luísa no meio das minhas pernas, e o Ruben ao meu lado.
Quando o filme acabou já a Luísa dormia, mas não era a única. O Ruben veio à minha frente, pegou nela, e foi deitá-la na cama. Ajudamos a deitar os restantes, despedimo-nos da Joana e saímos.
Chegámos cá fora, e mais uma vez eu agradeci-lhe o que tinha feito.
- Nem sei o que te dizer mais, todas a palavras me parecem pequenas para agradecer o gesto enorme que tiveste…
- Sei uma forma de me agradeceres… - disse-me.
- Tudo o que quiseres, desde que esteja ao meu alcance.
Chegou-se perto de mim, agarrou na minha mão e pediu:
- Não te afastes de mim, por favor. Já te conheço um bocadinho, mas eu quero mais, eu quero conhecer-te melhor. Sinto-me muito bem quando estou contigo…
- Não sei se é boa ideia, tu tens uma vida completamente diferente da minha.
- E o que é que isso quer dizer? Clara, eu quero estar contigo, entendes? Eu repito para que não tenhas dúvidas, tu fazes-me bem, quero conhecer-te, quero estar contigo, quero poder ligar-te quando estiver lesionado, ou quando um jogo não me correr bem, quero ligar-te quando um jogo me correr bem e sair contigo para comemorar. CLARA, EU QUERO QUE FAÇAS PARTE DA MINHA VIDA. ENTENDESTE??
- Não sei o que te dizer… - eu estava a tremer, aquelas palavras fizeram-me tremer, tinha um nó na garganta, se por um lado apetecia-me dizer lhe que sim, que também o queria conhecer e passar mais tempo com ele, por outro aquele medo de me envolver tornava-me bastante insegura.
- Vamos devagarinho, que tal jantar amanhã?
- Ruben, tu sabes que eu saio do trabalho e que venho directa para aqui…
- Então, vens para cá, e eu por volta das 21h passo aqui para te vir buscar.
- E essa hora não é tarde para ti?
- Não te preocupes com isso.
- ‘Tá bem, então fica combinado. Aqui às 21h.
- Combinado. Agora queres ir a algum lado ainda é cedo? – perguntou-me
- Eu prefiro ir para casa se não te importares, se quiseres podes é fazer-me companhia. Tomamos lá alguma coisa.
- Deixa estar, deves estar cansada. Deixamos a saída para amanhã.
- Ok. Então até amanhã. – despedi-me dando-lhe dois beijinhos.
- Até amanhã. – respondeu, ao mesmo tempo que esperava que eu entrasse no carro.
Cheguei a casa, a Guigui não estava, e foi melhor assim. Sabia que se ela estivesse em casa eu ia ter que lhe contar tudo o que se tinha passado, e como é óbvio ela iria interceder por ele, desfazer-se em elogios ao Ruben, o que me iria fazer ficar mais confusa em relação ao que se estava a passar. Eu precisava de ter os pés bem assentes no chão, e com toda aquela situação tornava-se difícil. Parecia que estava num sonho, ele era realmente um cavalheiro e todos os adjectivos que eu encontrasse para o descrever pareciam minúsculos ao pé da pessoa que tinha estado ao pé de mim minutos antes. Antes de o conhecer já tinha uma boa impressão dele, ele estava ligado a várias acções de solidariedade, no entanto, conhecê-lo realmente, falar com ele, tê-lo ali a minha frente parecia mesmo um sonho.
ai esse rubem deixa qualqer uma de beiço caido!!
ResponderEliminar^^
quero mAIS CAPITULO!!
ADOREII
BJo de veronica
ohh lOOl eu sEi 5 é um bocadIM difiCIL..mas nao dEsiSti ;P
ResponderEliminaraii o ruben...que rapaz! xD isso de oferecer o ecra + bla..bla.. é memo a cara dele :PP
ResponderEliminarenfim, se o rubem me aparece.se a frente era MEsmo Um sONHO! xD
QERO CAPITULO!!! esta saida promete! ^^
ResponderEliminarcapitulo!! NOVO!! e FRESqinho!!
PS: adoro tua FanfIC, ta tud 5*****!
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